1. Início
  2. Curiosidades
  3. De pai para filhas: Aline deixa a carreira, volta para a zona rural, moderniza o negócio e ajuda o pai a expandir a produção de cachaça artesanal criada há mais de quatro décadas, ao lado da irmã
MG
Faça um comentário 4 min de leitura

De pai para filhas: Aline deixa a carreira, volta para a zona rural, moderniza o negócio e ajuda o pai a expandir a produção de cachaça artesanal criada há mais de quatro décadas, ao lado da irmã

Imagem de perfil do autor Ruth Rodrigues
Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 29/06/2026 às 20:34 Atualizado em 29/06/2026 às 20:37
Com apoio da Emater-MG, duas irmãs obtêm registro do Mapa para o Alambique Durvalina e profissionalizam a tradicional cachaça artesanal da família em Igarapé.
Com apoio da Emater-MG, duas irmãs obtêm registro do Mapa para o Alambique Durvalina e profissionalizam a tradicional cachaça artesanal da família em Igarapé. Fonte: Renata Alves Pereira.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Com apoio da Emater-MG, duas irmãs obtêm registro do Mapa para o Alambique Durvalina e profissionalizam a tradicional cachaça artesanal da família em Igarapé.

O Alambique Durvalina, localizado na área rural de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, conquistou sua regularização oficial perante o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e expandiu suas vendas para três municípios da região após passar por uma reestruturação completa. A mudança aconteceu quando as irmãs Aline e Renata Alves Pereira assumiram o controle administrativo da empresa, sucedendo o pai, João Alves Pereira, de 74 anos, que fundou o negócio há 43 anos.

Com o auxílio técnico da Emater-MG, a propriedade passou por reformas estruturais para se adequar às exigências legais, garantindo também a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Esse novo arranjo gerencial uniu a tradição da cachaça artesanal com a gestão modernizada, permitindo que o patriarca se concentre exclusivamente no processo de destilação.

O processo de adequação às normas sanitárias e governamentais foi o passo decisivo para o novo posicionamento da marca no mercado. Sob a coordenação da extensionista Carolina Vilela Moreira, as unidades local e central da Emater-MG orientaram os proprietários na execução de obras na infraestrutura do Sítio João Durval.

A obtenção da documentação exigida pelo governo federal representou o ponto alto do esforço familiar. Sobre a conclusão dessa etapa burocrática e a conquista do registro, a administradora Aline Alves Pereira declarou:

“A regularização é a concretização de todo o esforço dedicado. Seria impossível sem a dedicação de todos. É um mix de emoções: alívio, alegria e sensação de dever cumprido.”

A origem histórica e as variedades da bebida

A criação da destilaria ocorreu há mais de quatro décadas por necessidade financeira. Após enfrentar perdas severas no cultivo e comércio de hortaliças, João Alves Pereira decidiu mudar de ramo e apostar na produção de destilados.

Ele contou com o suporte técnico e o paladar apurado de seu pai, Durval, que atuava como degustador de cachaça. Para homenagear o avô de Aline e parceiro na fundação da empresa, o produto foi batizado com o nome de Durvalina.

Atualmente, o portfólio do alambique conta com dois tipos de bebidas destiladas bem definidos:

  • Cachaça branca: Produto mantido em descanso e armazenado em tonéis de madeira de amendoim.
  • Cachaça amarela: Versão que passa por processo de envelhecimento em barris de amburana.
Com apoio da Emater-MG, duas irmãs obtêm registro do Mapa para o Alambique Durvalina e profissionalizam a tradicional cachaça artesanal da família em Igarapé.
Com apoio da Emater-MG, duas irmãs obtêm registro do Mapa para o Alambique Durvalina e profissionalizam a tradicional cachaça artesanal da família em Igarapé. Fonte: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar.

Nova divisão de tarefas e expansão comercial

A sobrevivência do patrimônio familiar foi consolidada quando Aline Alves Pereira, tecnóloga em Gestão Ambiental, decidiu abdicar de sua carreira corporativa para retornar ao campo. Ela se uniu à irmã, Renata Alves Pereira, dividindo as funções de escritório, finanças e logística de distribuição.

Essa organização administrativa permitiu que o trabalho de campo ficasse sob a responsabilidade de uma equipe focada na produção. O fundador João monitora diariamente as etapas da destilação, contando com o apoio operacional de um primo da família e de um funcionário contratado, que gerenciam as lavouras de cana-de-açúcar.

Essa engrenagem comercial abastece pontos de venda em três cidades integradas:

  • Igarapé
  • São Joaquim de Bicas
  • Juatuba

A integração entre as diferentes gerações da família trouxe impactos diretos para o negócio.

Segundo a avaliação da extensionista Carolina Vilela Moreira, o entendimento mútuo entre o pai e suas filhas gerou transformações profundas na rotina do alambique, otimizando a organização dos processos de trabalho e elevando o padrão de qualidade da cachaça artesanal.

A técnica reforça que o sucesso do empreendimento comprova a consolidação do espaço feminino nas cadeias produtivas do meio rural, trazendo novas perspectivas e dinamismo para o setor.

Fonte: Agro em Campo

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x