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Uma rival à altura: Intel revela tecnologia ZAM que pode dobrar a largura de banda e desafiar a HBM, abrindo caminho para uma nova geração de chips mais rápidos e eficientes

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 05/05/2026 às 12:02
Atualizado em 05/05/2026 às 12:06
Assista o vídeoChip de memória ZAM em destaque sobre placa eletrônica iluminada, representando tecnologia avançada de alta largura de banda para inteligência artificial
Memória ZAM promete revolucionar largura de banda em chips de inteligência artificial
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Descubra como a Intel avança com a tecnologia ZAM, superando limites da HBM e impulsionando largura de banda em chips de alto desempenho para IA. 

A Intel apresentou uma proposta que pode alterar o rumo das memórias de alto desempenho voltadas à inteligência artificial. Segundo informações do site Adrenaline e outros veículos no dia 3 de maio, a chamada tecnologia ZAM (Z-Angle Memory) surge como alternativa direta à HBM, prometendo até 5,3 TB/s de largura de banda por pilha, um salto que pode representar aproximadamente o dobro do desempenho em relação às soluções atuais.

Desenvolvida em parceria com o SoftBank, a inovação será detalhada durante o VLSI Symposium 2026, com apoio da SAIMEMORY, subsidiária do grupo japonês. A expectativa é que essa arquitetura esteja pronta para produção entre 2028 e 2030, mirando diretamente aplicações em GPUs e aceleradores de IA, onde a demanda por desempenho cresce de forma acelerada.

Tecnologia ZAM da Intel nasce para romper limites atuais de largura de banda

A evolução da inteligência artificial exige soluções cada vez mais robustas em memória. A Intel, ao investir na tecnologia ZAM, busca resolver um problema central: a limitação da largura de banda nos sistemas atuais baseados em HBM.

Hoje, a HBM domina o segmento de alto desempenho, especialmente em data centers e placas voltadas à IA. No entanto, conforme os modelos se tornam mais complexos e exigentes, surgem gargalos difíceis de contornar. A transferência de dados precisa ser mais rápida, eficiente e estável — e é exatamente nesse ponto que a proposta da nova geração de chips com ZAM ganha força.

A promessa não é apenas incremental. Ao falar em até 2x mais largura de banda, a Intel sinaliza uma mudança estrutural, capaz de redefinir padrões técnicos no setor.

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Arquitetura vertical da tecnologia ZAM amplia desempenho e simplifica o design

Um dos pontos mais relevantes da tecnologia ZAM está em sua construção. O projeto utiliza um empilhamento vertical composto por 9 camadas, sendo 8 dedicadas à DRAM e uma camada central responsável pelo controle lógico.

Essa abordagem elimina a necessidade de múltiplos controladores distribuídos, algo comum em soluções de HBM. Na prática, isso significa um sistema mais integrado, com menor complexidade operacional e maior eficiência na comunicação interna.

Outro destaque técnico envolve o uso de TSV (Through-Silicon-Via). A arquitetura concentra cerca de 13,7 mil caminhos de interconexão, permitindo que os dados circulem com alta velocidade entre as camadas.

Além disso, a estrutura utiliza substratos de silício de apenas 3 micrômetros entre as camadas, reforçando a densidade e contribuindo diretamente para o ganho de largura de banda.

Mais dados em menos espaço: densidade e capacidade da nova geração de chips

A capacidade de armazenamento também chama atenção. Cada camada da tecnologia ZAM entrega aproximadamente 1,125 GB, totalizando cerca de 10 GB por pilha. Em um pacote completo, esse número pode chegar a 30 GB, mantendo alta eficiência de espaço.

A pilha possui dimensões de aproximadamente 171 mm² (15,4 x 11,1 mm) e atinge uma densidade estimada de 0,25 Tb/s por mm², um número significativo dentro do contexto atual de memórias avançadas.

Esse nível de integração é fundamental para a nova geração de chips, que precisa lidar com grandes volumes de dados em tempo real. A combinação entre densidade e velocidade reforça o potencial da Intel em disputar espaço com soluções baseadas em HBM.

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Eficiência energética e controle térmico colocam a ZAM à frente da HBM

Um dos principais desafios enfrentados pela HBM está relacionado ao calor gerado durante o funcionamento. À medida que mais camadas são adicionadas, o calor tende a se concentrar, afetando diretamente o desempenho e a estabilidade do sistema.

A tecnologia ZAM, segundo a Intel e seus parceiros, adota uma abordagem diferente. Sua arquitetura evita que o calor atravesse a camada de fiação, reduzindo o acúmulo térmico e melhorando a dissipação.

Além disso, o consumo energético é otimizado, especialmente em cenários de alta transferência de dados. Isso é particularmente relevante em ambientes como data centers, onde eficiência energética impacta diretamente os custos operacionais.

Entre os principais avanços destacados:

  • Redução do acúmulo de calor nas camadas internas
  • Melhor distribuição térmica devido ao design vertical
  • Consumo energético mais eficiente em transferências intensivas
  • Maior estabilidade em cargas de trabalho prolongadas

Esses fatores reforçam a competitividade da tecnologia ZAM frente à HBM, especialmente em aplicações críticas.

Comparação técnica evidencia disputa direta entre ZAM e HBM

A chegada da tecnologia ZAM intensifica a disputa com a HBM, especialmente com as futuras versões como HBM4 e HBM4E. Embora essas evoluções ainda estejam em desenvolvimento, a proposta da Intel já apresenta números expressivos.

Entre os principais pontos de comparação:

  • Largura de banda: ZAM pode alcançar até o dobro da HBM atual
  • Densidade: cerca de 0,25 Tb/s/mm²
  • Capacidade por pacote: até 30 GB
  • Arquitetura: empilhamento vertical com controlador unificado
  • Interconexão: 13,7 mil vias TSV

Além disso, a ZAM utiliza um modelo de empacotamento descrito como 3.5D, que combina elementos tridimensionais com integração horizontal. Esse formato permite incluir recursos como fotônica de silício e conexões avançadas de entrada e saída.

Esse conjunto de características posiciona a solução como forte candidata para aplicações de alta exigência na nova geração de chips.

Impacto direto no avanço da inteligência artificial e GPUs modernas

A evolução da inteligência artificial depende diretamente da capacidade de movimentar grandes volumes de dados rapidamente. Nesse cenário, a largura de banda se torna um fator crítico.

A Intel, ao investir na tecnologia ZAM, busca atender a uma demanda crescente por desempenho em aplicações como IA generativa, análise de dados em larga escala e simulações complexas.

Hoje, a HBM já desempenha papel essencial nesse ecossistema, mas enfrenta limitações que podem se tornar mais evidentes com o avanço das cargas de trabalho. A ZAM surge como uma possível solução para esse desafio.

Entre os impactos esperados:

  • Treinamento mais rápido de modelos de IA
  • Redução de latência em processamento de dados
  • Melhor desempenho em GPUs de última geração
  • Maior eficiência em infraestruturas de data centers

Com isso, a nova geração de chips pode alcançar níveis inéditos de desempenho, impulsionados pela evolução da memória.

O que esperar da tecnologia ZAM nos próximos anos

Apesar do potencial promissor, a tecnologia ZAM ainda está em fase de desenvolvimento. A Intel, junto à SoftBank e à SAIMEMORY, trabalha para validar a arquitetura e garantir sua viabilidade em escala industrial.

A previsão de produção entre 2028 e 2030 indica que ainda há desafios a serem superados. A adoção dependerá de fatores como compatibilidade com sistemas existentes, custos de fabricação e aceitação do mercado.

A apresentação no VLSI Symposium 2026 será um passo importante para consolidar a proposta e demonstrar seu funcionamento em condições reais.

Mesmo com incertezas, o movimento da Intel reforça uma tendência clara: a busca por soluções que ampliem a largura de banda sem comprometer eficiência energética e estabilidade.

Uma mudança silenciosa que pode redefinir o futuro dos chips

A chegada da tecnologia ZAM representa mais do que uma evolução incremental. Trata-se de uma tentativa concreta da Intel de reposicionar sua atuação em um mercado altamente competitivo, dominado por soluções baseadas em HBM.

Ao propor uma arquitetura capaz de entregar até 5,3 TB/s por pilha, com melhorias em dissipação térmica e consumo energético, a empresa aponta para um futuro onde a nova geração de chips será mais eficiente, rápida e adaptada às demandas da inteligência artificial.

Ainda que o caminho até a adoção em larga escala envolva desafios técnicos e comerciais, os primeiros dados indicam que a ZAM tem potencial para se tornar um novo padrão. Se isso se confirmar, o impacto será sentido em toda a indústria — dos data centers às aplicações mais avançadas de computação.

Com informações de Adrenaline.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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