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Uma equipe internacional perfurou o manto terrestre sob o Atlântico e alcançou 1.268 metros abaixo do fundo do mar; eles recuperaram um núcleo recorde, encontraram rochas que liberam hidrogênio e pistas químicas de como a vida pode ter começado

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 27/04/2026 às 17:48 Atualizado em 27/04/2026 às 17:52
Perfuração no Atlântico atinge 1.268 m, revela rochas do manto, produção de hidrogênio e pistas químicas ligadas à origem da vida.
Perfuração no Atlântico atinge 1.268 m, revela rochas do manto, produção de hidrogênio e pistas químicas ligadas à origem da vida.
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Perfuração inédita no Atlântico revela rochas profundas, reações químicas raras e indícios sobre processos que podem ter antecedido a vida na Terra, ampliando o acesso científico ao manto sem atravessar toda a crosta oceânica e abrindo novas possibilidades de investigação.

Alcançando 1.267,8 metros abaixo do fundo do mar, uma expedição científica no Atlântico conseguiu perfurar o Atlantis Massif, montanha submarina próxima à Dorsal Mesoatlântica, e recuperar um núcleo recorde de rochas diretamente ligadas ao manto terrestre.

Responsável pela operação, a Expedição 399 do Programa Internacional de Descoberta Oceânica, o IODP, obteve acesso a materiais raramente observados de forma direta, geralmente escondidos sob quilômetros de crosta oceânica que dificultam investigações profundas.

Com 71% de recuperação total do material perfurado, o poço U1601C atingiu um desempenho considerado elevado para esse tipo de ambiente geológico, superando com ampla margem o recorde anterior em formações dominadas por peridotito, que não passava de 201 metros.

Mais do que a profundidade atingida, chama atenção a continuidade das amostras recuperadas, já que os trechos longos permitem reconstruir com maior precisão a estrutura interna das rochas, além de acompanhar deformações e transformações químicas ao longo do tempo.

Rochas do manto expostas no Atlântico e acesso inédito ao interior da Terra

Perfuração no Atlântico atinge 1.268 m, revela rochas do manto, produção de hidrogênio e pistas químicas ligadas à origem da vida.
Perfuração no Atlântico atinge 1.268 m, revela rochas do manto, produção de hidrogênio e pistas químicas ligadas à origem da vida.

Localizado em uma área tectonicamente ativa, o Atlantis Massif se destaca porque movimentos geológicos trouxeram rochas do manto e da crosta inferior para regiões próximas ao fundo do mar, reduzindo significativamente as barreiras naturais de acesso científico.

Em outros pontos do oceano, a crosta costuma atingir cerca de 6 quilômetros de espessura, o que ainda impede uma perfuração completa até o manto, algo que a tecnologia atual não conseguiu realizar nem nas regiões mais favoráveis.

Durante a perfuração do U1601C, predominam rochas ultramáficas, responsáveis por 68% do material recuperado, enquanto 32% correspondem a rochas gabróicas, combinação que ajuda a entender melhor a formação da litosfera oceânica.

Segundo o relatório da expedição, a sequência inclui rochas mantélicas atravessadas por intrusões de gabro, originadas do resfriamento de magma profundo, formando um registro que reúne processos tectônicos, magmáticos e hidrotermais em um mesmo ambiente.

Reações químicas com hidrogênio e possíveis ligações com a origem da vida

Entre os principais focos científicos, destaca-se a interação entre água do mar e minerais ricos em olivina, processo que desencadeia a serpentinização, reação capaz de gerar serpentina e liberar hidrogênio como subproduto químico relevante.

A presença desse hidrogênio favorece a formação de metano, hidrocarbonetos de cadeia curta e ácidos orgânicos sem participação direta de organismos vivos, o que amplia o interesse por ambientes abióticos semelhantes aos da Terra primitiva.

De acordo com os pesquisadores, esses compostos podem atuar como blocos químicos fundamentais para a vida, não como evidência direta de sua origem, mas como demonstração de que processos naturais conseguem gerar moléculas complexas em condições extremas.

Além disso, o Atlantis Massif abriga o campo hidrotermal Lost City, conhecido por liberar fluidos alcalinos ricos em hidrogênio e metano, reforçando a importância da região para estudos que conectam geologia profunda e química pré-biológica.

Segundo poço aprofunda medições e revela altas temperaturas no subsolo

Perfuração no Atlântico atinge 1.268 m, revela rochas do manto, produção de hidrogênio e pistas químicas ligadas à origem da vida.
Perfuração no Atlântico atinge 1.268 m, revela rochas do manto, produção de hidrogênio e pistas químicas ligadas à origem da vida.

Paralelamente, a expedição avançou no poço U1309D, que atingiu 1.498 metros abaixo do fundo do mar, ampliando o conjunto de dados sobre a crosta inferior oceânica, onde predominam rochas gabróicas.

Próximo à base do poço, medições indicaram temperaturas em torno de 140°C, valor semelhante ao registrado em campanhas anteriores, o que reforça a consistência dos dados térmicos obtidos na região.

Entre 1.451 e 1.474 metros de profundidade, os pesquisadores identificaram uma zona de fraturamento e alteração, importante para compreender como calor, pressão e circulação de fluidos transformam essas rochas ao longo de milhões de anos.

Além das amostras sólidas, a equipe coletou fluidos e registrou propriedades como densidade, porosidade, resistividade, velocidade sísmica e orientação de fraturas, ampliando o entendimento sobre o comportamento físico dessas formações profundas.

Outro objetivo relevante envolve a investigação dos limites da vida em ambientes extremos, já que as porções mais profundas do U1601C podem ultrapassar as condições conhecidas para a sobrevivência de microrganismos.

Área segue como laboratório natural para estudos do manto terrestre

Mantidos abertos após a perfuração, os dois poços poderão receber novas coletas de fluidos, além da instalação de observatórios de subsuperfície, o que garante continuidade às pesquisas na região.

Esse cenário transforma o Atlantis Massif em um laboratório natural permanente, voltado à análise do interior da Terra e dos processos que moldam a litosfera oceânica ao longo de escalas geológicas.

Embora não represente uma travessia completa da crosta até o manto, a perfuração alcança rochas mantélicas expostas por processos tectônicos, permitindo uma aproximação inédita com materiais normalmente inacessíveis.

Com amostras extensas, evidências de reações que produzem hidrogênio e um ambiente marcado por interações entre água, calor e rocha, a expedição reforça o papel do Atlântico como área estratégica para investigar a formação da litosfera e a química anterior à vida complexa.

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Cleberson
Cleberson
02/05/2026 10:45

Moral da história…
Vai meche onde ta quero.. jajs arruma oa cabeça de toda humanidade e vira um caus tudo louco isso sim….
Pra que essa ****…deixa o planeta em paz e viva
Vc veio da sua nae e pai oque vcs quer nais caramba oxe

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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