Reestruturação interna anunciada pela Uber em junho de 2026 atinge 23% dos profissionais da área de Pessoas, concentra cortes principalmente em recursos humanos e recrutamento, altera a rotina de parte dos funcionários com retorno ao modelo híbrido e reforça a estratégia da empresa de buscar uma operação mais conectada, moderna e eficiente, segundo informações divulgadas pela Bloomberg e pela CNBC
A Uber iniciou uma nova rodada de demissões que atinge 23% dos funcionários da área de Pessoas, com maior impacto sobre equipes de recursos humanos e recrutamento, segundo informações divulgadas pela agência Bloomberg em junho de 2026. A medida foi apresentada pela companhia como parte de uma reestruturação interna voltada à busca por mais eficiência operacional.
Em memorando enviado aos colaboradores, o CEO Dara Khosrowshahi afirmou que as mudanças são necessárias para “maximizar a eficácia da equipe de Pessoas e o enorme potencial que temos pela frente”, conforme informou a CNBC norte-americana. A empresa, entretanto, negou que os cortes tenham relação direta com seus investimentos em inteligência artificial.

Uber concentra cortes em RH e recrutamento durante reestruturação
A maior parte das demissões ocorre dentro da área de Pessoas, setor responsável por funções ligadas a RH, recrutamento e gestão interna de colaboradores. Segundo a Bloomberg, a decisão afeta profissionais diretamente ligados à estrutura administrativa da companhia.
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A Uber afirmou, por meio de um porta-voz citado pela Bloomberg, que a medida não está relacionada aos investimentos em inteligência artificial. Ainda assim, o corte ocorre em um momento no qual grandes empresas de tecnologia também vêm reduzindo equipes.
Nos últimos meses, companhias como Meta, dona de Facebook e Instagram, e Oracle também realizaram demissões em massa enquanto ampliavam investimentos em IA. A Uber, porém, tratou sua decisão como um ajuste específico na estrutura da área de Pessoas.
CEO da Uber defende equipe mais eficiente
Dara Khosrowshahi apresentou os cortes como uma tentativa de reorganizar a operação interna da empresa. No comunicado citado pela CNBC, o executivo afirmou que a mudança busca ampliar a eficiência da equipe responsável pela gestão de pessoas.
Além disso, Jill Hazelbaker, promovida no mês anterior ao cargo de presidente e diretora de assuntos corporativos, também se manifestou às equipes impactadas. Segundo ela, a decisão busca construir uma organização mais conectada, moderna e operacionalmente excelente.
A fala reforça a intenção da Uber de redesenhar parte da estrutura corporativa. Dessa forma, a empresa tenta ajustar processos internos, reduzir sobreposições e tornar a operação administrativa mais alinhada às metas atuais.
Modelo híbrido também entra no pacote de mudanças
Além das demissões, a Bloomberg informou que alguns funcionários de RH que haviam recebido autorização para trabalhar remotamente foram avisados sobre mudanças no regime de trabalho. Esses profissionais deverão retornar ao modelo híbrido.
Com isso, parte da equipe precisará comparecer ao escritório três dias por semana. A mudança amplia o alcance da reestruturação, já que não envolve apenas cortes, mas também alterações na rotina de trabalho.
No Brasil, o g1 informou que procurou a Uber para saber se funcionários da operação nacional foram afetados. Até a publicação do texto-base, o veículo ainda aguardava retorno da empresa.
Cortes reacendem debate sobre tecnologia e empregos
A nova rodada de cortes da Uber ocorre em meio a um cenário de ajustes no setor de tecnologia. Empresas globais vêm revisando equipes, reorganizando áreas internas e ampliando investimentos em novas ferramentas digitais.
Entretanto, a Uber negou que a decisão esteja ligada à inteligência artificial. A companhia atribuiu os cortes à reorganização da área de Pessoas e à necessidade de tornar a estrutura mais eficiente.
Assim, a demissão de 23% dos funcionários da área de Pessoas coloca a Uber no centro de mais um debate sobre reestruturações corporativas, trabalho híbrido, eficiência operacional e os impactos das mudanças internas nas grandes empresas de tecnologia.
