1. Início
  2. Economia
  3. Ele largou a construção civil, fez a esposa de sócia e transformou um hobby de fazer gelato em casa na maior rede do Brasil, com 240 lojas e R$ 500 milhões por ano
Faça um comentário 5 min de leitura

Ele largou a construção civil, fez a esposa de sócia e transformou um hobby de fazer gelato em casa na maior rede do Brasil, com 240 lojas e R$ 500 milhões por ano

Imagem de perfil do autor Bruno Teles
Escrito por Bruno Teles Publicado em 29/06/2026 às 14:21 Atualizado em 29/06/2026 às 14:23
Eduardo Borelli largou a construção civil em Ribeirão Preto e criou a maior rede de gelato do Brasil: 240 franquias e R$ 500 milhões por ano.
Eduardo Borelli largou a construção civil em Ribeirão Preto e criou a maior rede de gelato do Brasil: 240 franquias e R$ 500 milhões por ano.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Eduardo Borelli largou a construção civil, fez da esposa sua sócia e transformou um hobby de fazer gelato em casa na maior rede de gelato do Brasil: a Borelli hoje soma 240 lojas em franquias e fatura cerca de R$ 500 milhões por ano.

Quem prova um gelato numa loja Borelli dificilmente imagina que tudo começou como passatempo de fim de semana. Eduardo Borelli trabalhava com construção civil no interior de São Paulo quando resolveu transformar um hobby na cozinha em negócio. Largou o ramo da construção, fez da esposa sua sócia e foi até a Itália aprender a fazer gelato de verdade. O resultado virou a maior rede de gelato do Brasil, com 240 lojas e faturamento na casa dos R$ 500 milhões por ano.

A trajetória foi contada pelo Seu Dinheiro, que detalhou como a marca saiu de uma lojinha em Ribeirão Preto para dominar o mercado. Fundada em 2013, a Borelli levou uma tradição italiana para o interior paulista e cresceu até virar referência nacional em gelato artesanal. De passatempo a império, a história mistura coragem de recomeçar e faro para negócio.

Da construção civil ao gelato

A virada de chave de Eduardo Borelli é de dar inveja a muito empreendedor. Antes de mexer com sorvete, ele tinha carreira na construção civil e no agronegócio, dois setores fortes do interior de São Paulo.

Mas o que era só um hobby na cozinha, fazer gelato em casa, foi ganhando cara de oportunidade de verdade. Em vez de seguir no caminho seguro, ele apostou no improvável.

Largou a construção civil e foi até a Itália estudar a fundo a culinária e o gelato italiano, para trazer a receita certa ao Brasil. Era a troca do concreto pelo sorvete, do canteiro de obras pela cozinha.

O hobby que virou fábrica em Ribeirão Preto

Eduardo Borelli largou a construção civil em Ribeirão Preto e criou a maior rede de gelato do Brasil: 240 franquias e R$ 500 milhões por ano.
De volta da Itália, ele colocou a mão na massa, ou melhor, no gelato.

Em 2013, Eduardo Borelli decidiu montar a produção na cidade natal, Ribeirão Preto, e abriu a primeira loja ao lado da esposa, Gisele Borelli.

A ideia inicial era uma loja híbrida de pizza e sorvete, mas ele resolveu focar tudo no gelato, e foi a decisão certa. Um ano depois, em 2014, veio a segunda unidade, também em Ribeirão Preto.

O casal tocava o negócio na raça, aprendendo a empreender enquanto crescia. Daquela lojinha artesanal sairia, anos depois, um império.

A virada das franquias

O salto de tamanho tem uma data e um modelo. O grande ponto de virada veio em 2019, quando a Borelli adotou o sistema de franquias para se espalhar pelo país.

Foi trocando o crescimento lento de loja em loja pela força das franquias que a marca acelerou de vez. Em vez de abrir tudo sozinho, o casal passou a multiplicar a rede através de franqueados, levando o gelato Borelli a cidade após cidade.

Esse foi o segredo da escala. Sem o modelo de franquias, dificilmente uma marca de gelato do interior teria chegado tão longe tão rápido.

240 lojas e R$ 500 milhões por ano

Os números de hoje contam o tamanho da façanha. A Borelli soma cerca de 240 lojas espalhadas por mais de 25 estados, o que a coloca como a maior rede de gelato do Brasil.

Em faturamento, a rede chegou ao patamar de R$ 500 milhões por ano, um resultado de gente grande para um produto que muitos veem como simples sobremesa. Foram doze anos de construção, de uma loja em 2013 às centenas de unidades em franquias atuais.

A marca virou líder de um mercado que ela mesma ajudou a popularizar. De hobby caseiro a meio bilhão de reais, a conta fecha.

A esposa sócia e o negócio de família

Por trás da expansão há uma sociedade que começou em casa. Desde a primeira loja, Gisele Borelli é sócia do marido no negócio, o que faz da Borelli uma empresa de raiz familiar.

Transformar a esposa em sócia não foi detalhe: foi a base que sustentou a marca nos anos difíceis do começo. Com o crescimento, a gestão também se profissionalizou, e desde 2023 a empresa tem um CEO à frente da operação, Tony Miranda.

Mesmo profissionalizada, a Borelli mantém o DNA de negócio de família nascido em Ribeirão Preto. É o tipo de história em que casa e empresa se confundem.

Por que o gelato deu tão certo

O sucesso não foi só sorte, foi produto. A Borelli apostou no chamado vero gelato, o gelato de verdade no estilo italiano, feito de forma artesanal com ingredientes selecionados, segundo a Exame.

Para dar conta da rede inteira, a marca investiu em fábrica própria, garantindo padrão de qualidade em todas as franquias. Levar um produto sofisticado e italiano para o interior, e depois para o país, criou um diferencial difícil de copiar.

O cliente paga por experiência, não só por sorvete. E foi essa combinação de qualidade e expansão que fez a maior rede de gelato do Brasil decolar.

O que a história da Borelli mostra

A maior lição é sobre coragem de recomeçar. Eduardo Borelli provou que dá para largar uma carreira estável e transformar um hobby na maior rede de gelato do Brasil, desde que se aprenda o ofício e se aposte com método.

Vale, claro, manter o pé no chão. O patamar de R$ 500 milhões e as 240 lojas são resultado de mais de uma década de trabalho e do modelo de franquias, então não é um sucesso da noite para o dia, e os números de uma rede em expansão mudam com o tempo.

Ainda assim, sair da construção civil em Ribeirão Preto e chegar à liderança nacional do gelato é o tipo de virada que inspira qualquer empreendedor. De um hobby de cozinha a um império de franquias, a Borelli mostra que ideia boa, bem executada, vira negócio gigante, e que às vezes o melhor investimento começa dentro de casa, com a família.

E você, largaria uma carreira pronta para apostar num hobby que ama? Conta pra gente nos comentários se você já provou o gelato da Borelli e o que achou dessa história.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x