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Trocar o óleo 5W30 pelo 10W40 para “compensar folgas” após o Corolla passar dos 150 mil km pode prejudicar o motor, alerta consultor técnico

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 13/05/2026 às 19:13 Atualizado em 13/05/2026 às 19:15
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Uso de óleo mais viscoso em motores com alta quilometragem não tem recomendação técnica, segundo especialista. (Imagem meramente ilustrativa)
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Uso de óleo mais viscoso em motores com alta quilometragem não tem recomendação técnica, segundo especialista.

A substituição do óleo recomendado pela fabricante por versões mais viscosas continua sendo uma prática encontrada em algumas oficinas, principalmente em veículos com alta quilometragem. No entanto, especialistas afirmam que a mudança não resolve desgaste interno do motor e ainda pode trazer impactos negativos ao funcionamento do conjunto mecânico.

No quadro “o mecânico responde”, um especialista esclarece a dúvida de um proprietário de um Toyota Corolla que afirma ter sido orientado a trocar o óleo sintético 5W30 pelo 10W40 após o carro ultrapassar os 150 mil km. A justificativa costuma ser a tentativa de “compensar folgas” causadas pelo desgaste natural do motor ao longo do tempo.

Segundo Cleyton André, consultor técnico da Revista O Mecânico, a alteração não possui fundamento técnico quando não existe previsão da própria fabricante do veículo.

Óleo recomendado pelo fabricante deve ser mantido

De acordo com o especialista, a escolha do lubrificante faz parte do desenvolvimento original do motor. Isso significa que a viscosidade indicada não é definida de forma aleatória.

Cada projeto considera fatores específicos, incluindo:

  • Temperatura de funcionamento
  • Materiais internos do motor
  • Tolerâncias das peças
  • Circulação do lubrificante
  • Pacote de aditivos

Durante participação no quadro Mecânico Responde, no YouTube, Cleyton André criticou a prática de engrossar o óleo em motores mais rodados.

Segundo ele: “Jamais fez sentido e não será hoje que fará sentido.”

O consultor também classificou a recomendação como incompatível com os princípios corretos de preservação mecânica.

Mudança no óleo pode afetar lubrificação

O especialista explica que modificar a viscosidade sem autorização prevista no manual pode interferir diretamente no funcionamento do motor.

Isso porque o óleo possui papel importante não apenas na lubrificação, mas também no controle térmico e na circulação interna do sistema.

Segundo Cleyton André: “Manter as especificações recomendadas pelo fabricante é extremamente importante.”

Ele ressalta que os engenheiros responsáveis pelo desenvolvimento do veículo definem previamente qual tipo de óleo deve ser utilizado em diferentes condições de operação.

Quando o fabricante permite mais de uma opção

Em alguns modelos, as montadoras disponibilizam mais de uma especificação de viscosidade. Nesses casos, a utilização alternativa está prevista oficialmente.

Uso de óleo mais viscoso em motores com alta quilometragem não tem recomendação técnica, segundo especialista.
Uso de óleo mais viscoso em motores com alta quilometragem não tem recomendação técnica, segundo especialista. (Imagem meramente ilustrativa)

Fora dessa situação, porém, o especialista afirma que não existe justificativa técnica para trocar o lubrificante apenas por conta da quilometragem elevada.

A recomendação, segundo ele, deve seguir exclusivamente o que está descrito no manual do veículo.

Problemas mecânicos não são resolvidos com óleo mais espesso

A ideia de utilizar óleo mais grosso para esconder desgaste interno ainda é comum em parte do setor automotivo. Entretanto, o consultor afirma que essa prática não corrige folgas mecânicas.

De acordo com ele, quando há desgaste interno significativo, a solução correta envolve reparo mecânico.

Entre os procedimentos citados estão:

  1. Abertura do motor
  2. Substituição de peças desgastadas
  3. Correção de medidas internas
  4. Ajuste dimensional adequado

Ao comentar o tema, Cleyton André resumiu: “Óleo não corrige falhas.”

Uso correto do óleo ajuda na preservação do motor

A orientação apresentada pelo especialista reforça a importância de seguir as especificações técnicas determinadas pela fabricante do automóvel.

Além da viscosidade correta, o projeto do motor também considera características químicas e aditivos presentes no lubrificante.

Segundo o consultor, alterar essas definições sem respaldo técnico pode comprometer o desempenho e a durabilidade do conjunto mecânico ao longo do tempo.

Por isso, a recomendação é manter sempre o padrão indicado oficialmente para evitar riscos desnecessários ao funcionamento do motor.

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Com informações da Revista O Mecânico

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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