“Tesla brasileira” fecha parceria com o ifood com o intuito de aumentar o uso de carros e motos elétricas por entregadores
Em 2017, Renato Villar, percebendo a necessidade de veículos elétricos de baixo custo no mercado brasileiro, fundou a Voltz, a “Tesla brasileira” e fez uma parceria com o Ifood e vende motos elétricas por valores entre 11,5 mil e 20,5 mil reais. A tendência global de eletrificação é puxada pela americana Tesla, liderada pelo bilionário Elon Musk. No entanto, carros elétricos da montadora chegam a bater no valor de 1 milhão de reais no mercado brasileiro atualmente. E mesmo a Tesla não vende motos elétricas, já que a empresa tem como foco de negócio os carros.
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As 3.200 motos vendidas em 2020 mesmo com o ambiente econômico desfavorável dão um sinal do potencial da empresa, que alcançou faturamento de R$ 42 milhões no mesmo ano.
Parceria da Tesla brasileira com o iFood
A Voltz busca impulsionar seu crescimento em vendas de motos elétricas com parcerias com empresas de entrega como o iFood.
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O iFood disse na última quinta-feira (25) que vai investir em novas soluções de sustentabilidade para os próximos cinco anos. Um dos compromissos assumidos é aumentar o uso de carros e motos elétricas entre os entregadores do iFood, chegando a pelo menos 50% das entregas feitas por modelos não poluentes até 2025.
Por isso, a foodtech firmou parceria com a “Tesla brasileira”, que dará início a um projeto piloto em abril. Nesta etapa, 30 motos elétricas serão testadas por entregadores do Ifood, permitindo a eles conhecer melhor a tecnologia.
Segundo o iFood, a expectativa é chegar a 10 mil motos elétricas nos próximos 12 meses, aproveitando a expansão da capacidade de produção da Voltz, que iniciará suas atividades em Manaus, onde conseguirá produzir 100 mil unidades até o final de 2022.
Sobre a Voltz
Fundada em 2013, a Voltz veio de uma empresa de peças para motos. Tendo em vista a tendência de pessoas procurando por uma mobilidade urbana, o foco inicial da empresa era em motonetes para pessoas que andavam distâncias curtas no dia a dia. No final de 2019, a Voltz chegou a um modelo interessante que atendia às necessidades no transporte brasileiro.
O produto tinha uma boa autonomia e uma bateria que podia ser carregada em casa. Quando foram iniciadas as vendas, a empresa notou que o mercado estava mais pronto do que a expectativa e que ele era maior do que se tinha previsto.
Na internet, os clientes procuravam mais o modelo street, sendo assim a empresa começou a focar nesse modelo, que representa 50% da frota de motos do Brasil.

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