Implantação de 11 pórticos eletrônicos na SP-55 causa pressão de deputados e moradores do litoral sul
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrenta resistência crescente diante da criação de pedágios em estrada paulista, mais precisamente na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55). A medida prevê 11 pontos de cobrança no modelo “free flow”, o que gerou críticas até de aliados e forte reação de moradores de cidades litorâneas como Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.
Segundo reportagem do jornal O Globo, os pórticos eletrônicos serão implantados em um trecho privatizado em 2023 e já começam a operar em novembro. A justificativa do governo é que o novo sistema cobrará proporcionalmente ao trecho rodado, com tarifas entre R$ 1 e R$ 3. No entanto, lideranças locais alegam que a cobrança pode inviabilizar o deslocamento cotidiano da população e prejudicar o turismo regional.
Onde serão instalados os novos pedágios?
A Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que corta diversos municípios no litoral sul e no Vale do Ribeira, será o principal eixo afetado. O trecho concedido ao Consórcio Novo Litoral liga Praia Grande a Miracatu e movimenta cerca de 72 mil veículos por dia. Ao todo, serão 11 pórticos eletrônicos ao longo do trajeto, enquanto as rodovias vizinhas — como a Rio-Santos e a Cônego Domênico Rangoni — terão apenas dois pontos fixos de cobrança tradicional.
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O sistema “free flow” prevê que o motorista seja tarifado por quilômetro rodado, com base na leitura automática da placa, dispensando cabines físicas.
Quem está contra os pedágios?
A oposição à medida parte tanto da base quanto da oposição. Deputados estaduais como Solange Freitas (União Brasil) e Tenente Coimbra (PL), ambos aliados do governador, exigem mudanças no modelo ou isenções para moradores locais. Solange protocolou um projeto de lei que propõe isenção total do pedágio por três anos para moradores de cidades afetadas, mas a proposta ainda não tem data para votação.
Já o deputado Caio França (PSB), da oposição, participou de protestos organizados em Praia Grande e afirma que o projeto é “um erro estratégico para uma região turística que precisa de estímulo, não de barreiras econômicas”.
Por que o governo insiste na implantação?
A posição do Palácio dos Bandeirantes é clara: os pedágios são irreversíveis. O governador defende que a população perceberá os benefícios à medida que os investimentos forem entregues. O contrato de concessão prevê a aplicação de R$ 3 bilhões nos próximos 30 anos, incluindo a reforma de 108,5 km de vias marginais, duplicação de trechos e melhoria de calçadas, sinalização e iluminação.
“No começo, há resistência, mas depois os resultados convencem”, declarou Tarcísio durante evento na Baixada Santista em junho, citando experiências anteriores como a da Rodovia Castello Branco, que hoje possui tarifas automáticas e manuais.
Vale a pena adotar pedágios em trechos urbanos?
Especialistas apontam que o modelo de pedágio eletrônico pode ser eficaz para equilibrar o financiamento da infraestrutura rodoviária, mas não deve penalizar quem usa a via como única opção para deslocamento local. A grande crítica é justamente o impacto para moradores de áreas onde a SP-55 funciona como avenida central — obrigando famílias de baixa renda a pagar diariamente para acessar trabalho, escola ou serviços essenciais.
A falta de alternativa viária adequada também acentua o problema. A concessionária prevê reformas nas marginais, mas a obra ainda não foi iniciada. Enquanto isso, a pressão popular aumenta, e o governo precisará conciliar contratos firmados com o apelo político e social de suas bases.
Você mora na região? Acha justo pagar pedágio para circular dentro da sua cidade? Queremos ouvir sua opinião sobre essa medida. Você acha que o modelo “free flow” é realmente mais justo ou representa um novo peso no bolso da população? Deixe seu comentário e participe do debate.

Uma vergonha. E ainda querem este **** como presidente.
As Rodovias são públicas e estratégicas. Não deveriam ser privadas, para evitar a ameaça do Capitalismo. Isso é uma das causas, que contribui indiretamente, para aumento do preço do frete, dos produtos e passagens, perdendo o Poder Público a sua soberania no controle sobre a Inflação dos preços, em geral, e sua perda da estabilidade da Economia, nesse sentido. Já pagamos IPVA.
Acho um absurdo esse tipo de cobrança uma vez que o próprio morador rural vai pagar pela sua ida ao trabalho diário que é o meu caso. Moro em Peruíbe e tenho sítio em Pedro de Toledo. Como vou conseguir manter o meu ganha- pão bem como minha sobrinha que é professora e faz o mesmo trajeto?! Além disso não temos benefício nenhum com a estrada toda mal infra estruturada.