Com conclusão prevista para o segundo semestre, a nova adutora partirá do reservatório do Saboó, em Santos, atravessará o canal portuário e chegará a Vicente de Carvalho. A estrutura não reduzirá o abastecimento de Santos e Cubatão e integra um conjunto de investimentos voltado à ampliação da produção, reservação e distribuição de água na Baixada Santista.
A travessia subaquática em construção sob o canal do Porto de Santos vai ampliar o envio de água tratada ao Guarujá para enfrentar dificuldades históricas de abastecimento. A obra recebe investimento de R$ 134,7 milhões e deverá beneficiar mais de 450 mil pessoas.
O projeto prevê a instalação de mais de cinco quilômetros de tubos. Desse total, 1,5 quilômetro será colocado sob o canal portuário, formando uma ligação capaz de transportar 500 litros de água tratada por segundo.
A conclusão está prevista para o segundo semestre. A estrutura reforçará o atendimento a Vicente de Carvalho, afetado pela falta de água durante períodos de estiagem e também nos meses de alta temporada, quando o consumo aumenta na região.
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Travessia subaquática terá rota entre reservatórios
A água utilizada no sistema será produzida pela Estação de Tratamento de Água de Cubatão. Depois, seguirá pelos reservatórios da Sabesp até chegar ao reservatório do Saboó, em Santos.
A partir desse ponto, a nova adutora conduzirá a água sob o canal do Porto de Santos. O trajeto terminará no reservatório de Vicente de Carvalho, ampliando a capacidade de transporte de água tratada para o Guarujá.
Apesar da expansão, a obra não reduzirá o fornecimento destinado a Santos ou Cubatão. A ETA Cubatão, responsável pela produção, possui capacidade suficiente para atender os três municípios.
Será a segunda ligação subaquática sob o canal. A estrutura já existente conecta a Ponta da Praia, em Santos, à Vila Lígya, no Guarujá, e também consegue enviar até 500 litros de água por segundo à Ilha de Santo Amaro.
Investimentos incluem reservação e nova estação
A travessia subaquática integra um conjunto mais amplo de obras de saneamento na Baixada Santista. O pacote previsto para os próximos três anos soma R$ 8 bilhões, conforme a secretária Natália Resende.
Outro projeto em andamento é o Pulmão de Reservação de Água Potável do Sistema Mambu Branco. A estrutura terá capacidade total de 40 milhões de litros e foi planejada para reduzir impactos na produção durante episódios de chuvas intensas.
Também está sendo construída a nova Estação de Tratamento de Água Melvi. Com capacidade de 1.270 litros por segundo, a unidade deverá ampliar estruturalmente a produção de água tratada destinada à região a partir de 2027.
A obra faz parte do ciclo de investimentos da Sabesp após a desestatização. Em 2025, a companhia investiu R$ 15,2 bilhões em infraestrutura, montante 120% superior aos R$ 6,9 bilhões registrados no ano anterior.
A meta apresentada é antecipar para 2029 a universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa.
Cachorro-robô ajuda nas inspeções da obra
Durante os trabalhos, a Sabesp passou a utilizar o cachorro-robô DOM em inspeções de tubulações, galerias e ambientes confinados. O equipamento é controlado remotamente e reduz a necessidade de exposição dos trabalhadores a riscos operacionais.
O robô possui câmera de alta definição, iluminação própria e sensores capazes de detectar gases. As informações coletadas são transmitidas em tempo real para profissionais treinados, que acompanham as condições das estruturas e o andamento das intervenções.
Com autonomia de duas horas e baterias removíveis, o DOM pode ser utilizado tanto nas obras quanto no acompanhamento das redes operadas pela companhia.
A nova ligação combina ampliação da infraestrutura, aumento da capacidade de transporte e tecnologia de inspeção para enfrentar as oscilações do abastecimento no Guarujá.
Você mora na Baixada Santista ou já enfrentou falta de água no Guarujá durante a estiagem ou a alta temporada? Conte nos comentários como o problema afeta sua rotina e se acredita que a nova estrutura poderá melhorar o abastecimento nos bairros atingidos.
