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Subsidiária do grupo japonês Panasonic, investirá R$ 300 milhões em Minas Gerais e vai gerar 20% amais de empregos no projeto

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 25/03/2023 às 18:44
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Sede da Panasonic – Divulgação
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A Panasonic do Brasil prevê um crescimento gradual da mão de obra contratada na cidade em torno de 20% ao longo do desenvolvimento do projeto

Com R$ 300 milhões, a Panasonic do Brasil, subsidiária brasileira do conglomerado japonês Panasonic Corporation, ainda tem muitos planos para Minas Gerais se materializando através desse investimento significativo. Esse é a maior aporte que a corporação já fez na última década e tem como objetivo a ampliação da fábrica de linha branca de Extrema, no sul do estado. As metas do projeto incluem aumentar a produtividade, trazer novos produtos e dobrar a capacidade da empresa de fabricar refrigeradores e máquinas de lavar.

O projeto de expansão da planta de Extrema começou em fevereiro do ano passado e está programado para terminar em abril. O espaço de produção vai dobrar, de 60.000 metros quadrados para 80.000 m², e a instalação expandida começará a operar com capacidade total em agosto. Mais banheiros e uma área de armazenamento maior estão entre as atualizações estruturais da unidade.

A Panasonic anseia por expansão de seu projetos

A corporação prevê um crescimento gradual da mão de obra contratada na cidade em torno de 20% ao longo do desenvolvimento do projeto. Atualmente, existem cerca de 1.200 pessoas trabalhando na indústria em Extrema. Com unidades fabris em Manaus (AM) e São José dos Campos (SP) e escritório administrativo e comercial no estado de São Paulo, a empresa emprega mais de 2.000 pessoas em todo o Brasil.

Sergey Epof, vice-presidente de Appliance da Panasonic do Brasil, forneceu os detalhes. Ele afirma que a popularidade do produto da Extrema no Brasil foi um fator importante para convencer os investidores a apoiar a empresa. Como “trouxemos produtos diferentes dos existentes no mercado”, diz ele, “conseguimos atender às necessidades do consumidor”.

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Quando comparados aos requisitos básicos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, os produtos da Epof, como os refrigeradores, são mais silenciosos, possuem melhor tecnologia de conservação de alimentos e consomem menos energia (Inmetro). No mesmo sentido, introduziu classes de lavadoras com menor consumo de água e energia e maior eficiência de lavagem.

Políticas de ESG Panasonic

Segundo a Epof, a unidade mineira é a “fábrica verde” da corporação por conta de diversas práticas ambientalmente conscientes, como a coleta e o reaproveitamento da água da chuva. Em janeiro de 2024, ela poderá fornecer 60% da usina de Extrema com energia solar, graças a um projeto que acabou de ser concluída em conjunto com outra empresa.

Assim como as outras duas fábricas brasileiras, a do sul de Minas não emite carbono e ajuda a empresa a cumprir suas metas ESG (Ambiental, Social e de Governança). A saber: “A Panasonic valoriza a responsabilidade social. Segundo ele, “tudo está ligado ao ESG” quando se trata de trabalhar em questões como eficiência de produto e eficiência de fabricação.

A matriz japonesa estabeleceu metas e procedimentos para atingir a neutralidade de carbono em um documento intitulado “Impacto Verde”. A meta é não ter emissões líquidas de CO2 de empresas operacionais até 2030 e reduzir as emissões em mais de 300 milhões de toneladas até 2050, o que equivale a cerca de 1% das emissões mundiais atuais. Epof enfatiza: “É um desafio muito corajoso que a corporação enfrenta, e as unidades no Brasil já estão alguns passos à frente disso”.

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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