Encontrado na costa de Cádiz, o Le Tonnant reaparece após mais de 80 anos e resgata um episódio pouco lembrado da Segunda Guerra Mundial
Por mais de 80 anos, o submarino francês Le Tonnant existiu em relatórios militares e memórias familiares, até ser redescoberto na costa de Cádiz, em investigação que recupera um episódio da Segunda Guerra Mundial.
Redescoberta do submarino francês
A localização do Le Tonnant recoloca um caso perdido por décadas. Afundado na Segunda Guerra Mundial, o submarino francês havia desaparecido sem rastros confirmados, sobrevivendo em registros militares e na memória de familiares.
A descoberta na costa espanhola devolve concretude ao episódio. Imagens de sonar mostraram um navio cujas dimensões coincidem com os planos originais do Le Tonnant, permitindo a identificação com alto grau de certeza.
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Ataque em Casablanca
Em novembro de 1942, durante a Operação Tocha, o submarino estava em Casablanca após manutenção incompleta.
O ataque aéreo americano atingiu o porto com força inesperada, destruiu vários navios e lançou as tripulações francesas no caos.
O comandante Maurice Paumier morreu nos ataques iniciais. O comando passou ao tenente-comandante Antoine Corre, que assumiu a embarcação em situação difícil, com danos graves e tripulação reduzida.
Mesmo nessas condições, o Le Tonnant deixou o porto e tentou atacar as forças americanas com seus últimos torpedos.
O confronto breve e desigual expôs o choque entre aliados históricos em campos opostos.

Afundamento deliberado
Após o cessar-fogo de 11 de novembro de 1942, o submarino deixou de receber ordens coerentes e ficou isolado no mar.
Na superfície, foi atacado por engano por aeronaves americanas, sofrendo danos que inviabilizaram a travessia até Toulon.
A decisão de afundar o submarino francês foi técnica e simbólica. Ao largo de Cádiz, a tripulação evacuou a embarcação antes de afundá-la deliberadamente, numa manobra que levou o Le Tonnant a um desaparecimento por mais de oito décadas.
Os destroços revelam leme, torre de comando e tubos de torpedo. A popa está parcialmente enterrada em sedimentos, mas os elementos preservados bastaram para confirmar a identidade do naufrágio.
Busca guiada por arquivos
A redescoberta não ocorreu por acaso. Diários de bordo do comandante, preservados pela família, forneceram dados para delimitar a área de busca e orientar as campanhas de prospecção dos pesquisadores.
No estuário do Guadalquivir, a turbidez da água torna o mergulho humano praticamente impossível. Por isso, a equipe usa ecobatímetros multifeixe em navio oceanográfico da Universidade de Cádiz.
Novas pistas sob o mar
O caso do Le Tonnant reacendeu o interesse em outros submarinos franceses perdidos nos mesmos eventos.
As equipes concentram as buscas no Sidi-Ferruch e no Conquérant, embarcações afundadas com suas tripulações.
Sob os sedimentos, o mar preserva framgentos da história que a memória, por vezes, deixou desaparecer.
A redescoberta do submarino francês mostra como a arqueologia subaquática combian novas tecnologias com arquivos para recuperar episódios esquecidos.
Com informações de Science et Vie.


Reportagem tosca, o submarino foi afundado deliberadamente e não perdido. Segundo depois de afundado o encontraram ou descobriram onde esta localizado a sua sucata, logo não redescobriram nada pois para redescobrir deveriam anteriormente terem o achado e o perdido novamente. O jornalismo ultimamente anda péssimo.
Na verdade, ele não reapareceu ele foi encontrado, e com isso um pedaço da história foi encontrado com ele.