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Startup britânica cria pneus que geram eletricidade em veículos elétricos ao passar por buracos, lombadas e rachaduras

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 02/04/2026 às 23:07
Pneus geram eletricidade em carros elétricos ao passar por buracos, lombadas e rachaduras, com melhor desempenho em vias ruins.
Pneus geram eletricidade em carros elétricos ao passar por buracos, lombadas e rachaduras, com melhor desempenho em vias ruins.
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A criação de pneus piezoelétricos por uma startup britânica propõe transformar buracos, lombadas e rachaduras em fonte de eletricidade para veículos elétricos, com testes em cidades do Reino Unido indicando melhor desempenho justamente em vias degradadas, onde os impactos se repetem e ampliam a recuperação de energia

A startup britânica RoadHarvest Technologies desenvolve pneus piezoelétricos capazes de gerar eletricidade para veículos elétricos sempre que passam por lombadas, buracos, rachaduras e outras irregularidades do asfalto. A proposta transforma vibrações normalmente dissipadas em calor, som e movimento em pequenas cargas elétricas aproveitáveis no próprio veículo.

A tecnologia foi criada para recuperar energia que já está presente no deslocamento diário e que, em condições normais, acaba desperdiçada.

Em vez de depender de grandes estruturas externas, o sistema atua diretamente no contato entre o veículo e a rua, explorando deformações frequentes da banda de rodagem.

Como os pneus transformam irregularidades em eletricidade

O funcionamento dos pneus se baseia na incorporação de camadas de materiais piezoelétricos sob a banda de rodagem. Quando o pneu se deforma ao passar por desníveis, esses materiais geram pequenas cargas elétricas, que são conduzidas para um sistema eletrônico compacto integrado à roda.

A energia produzida é enviada para a bateria do veículo como complemento a recursos já conhecidos, como a frenagem regenerativa.

A proposta não substitui o carregamento elétrico convencional, mas acrescenta microgeração distribuída ao longo do percurso, sem exigir infraestrutura adicional.

A piezoeletricidade não é uma novidade em si e já é usada há anos em sensores e equipamentos eletrônicos. O avanço apresentado está na aplicação dessa lógica em larga escala nos pneus, aproveitando a repetição constante de impactos durante a circulação urbana e rodoviária.

Um único impacto produz pouca eletricidade e, de forma isolada, tem efeito reduzido. O ganho aparece no acúmulo: em trajetos com muitas deformações, a repetição dos estímulos torna a recuperação de energia mais relevante.

Testes indicam melhor desempenho em pavimento deteriorado

Os testes realizados em cidades britânicas com infraestrutura deteriorada mostraram um comportamento incomum para a lógica tradicional da mobilidade. O sistema teve melhor desempenho justamente em cenários considerados mais problemáticos, como estradas secundárias, áreas urbanas desgastadas e períodos de inverno, quando o asfalto sofre mais.

Nesse contexto, quanto pior a condição da via, maior a quantidade de oportunidades para gerar energia. A eficiência do sistema passa, portanto, a ter relação direta com a qualidade do pavimento e introduz uma nova variável no debate sobre mobilidade elétrica.

Essa característica também abre espaço para novas formas de avaliar rotas, além do tempo de deslocamento e do consumo de energia. Uma via imperfeita pode, em determinadas circunstâncias, aumentar o potencial de recuperação elétrica ao longo do trajeto.

A proposta não sugere abandonar a manutenção das ruas nem transformar defeitos em objetivo de projeto viário. O foco imediato é mais pragmático: usar o que já existe no ambiente urbano como recurso energético adicional, sem depender de obras ou adaptações externas.

Pneus e eficiência distribuída na mobilidade elétrica

A adoção desse tipo de solução altera o papel tradicional dos pneus dentro do veículo elétrico. Eles deixam de ser apenas o ponto de contato com o solo e passam a integrar o sistema energético do automóvel, ampliando a função de um componente já indispensável.

Esse modelo se encaixa em uma visão mais ampla de eficiência, na qual diferentes partes do veículo assumem funções múltiplas. A energia obtida continua limitada, mas sua geração constante durante o movimento reforça a ideia de aproveitamento distribuído, com ganhos pequenos e sucessivos.

O potencial inicial aparece com mais clareza em frotas urbanas, como táxis, veículos de entrega e transporte público. Em cidades com tráfego intenso, o acúmulo dessa recuperação pode formar um fluxo contínuo de energia, com possibilidade de reduzir custos operacionais e o consumo de eletricidade.

A proposta também reforça uma leitura prática sobre sustentabilidade aplicada à mobilidade. Em vez de concentrar o debate apenas na produção de mais energia, a tecnologia procura reduzir perdas invisíveis que ocorrem em cada viagem.

A principal força do sistema está na integração silenciosa ao uso cotidiano, sem exigir mudança de hábito de quem dirige. Ao funcionar de forma autônoma e sem depender de novas estruturas, os pneus piezoelétricos transformam um problema recorrente das ruas em uma fonte adicional de eficiência para veículos elétricos.

Com informações de WhichEV.Net

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Álvaro
Álvaro
03/04/2026 02:22

Achei incrível a genialidade, tomara que chegue logo ao mercado, uma ideia sustentável.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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