A travessia de ferry boat entre Navegantes e Itajaí, operada pela NGI Sul, começou a adotar nesta semana o reconhecimento facial para identificar passageiros que têm direito à gratuidade no serviço. Segundo o portal da NSC, o sistema substitui a verificação manual na bilheteria e vale para idosos acima de 65 anos, pessoas com deficiência e pacientes em tratamento renal ou quimioterápico, conforme a Lei Estadual nº 12.119 de Santa Catarina.
Quem implantou a tecnologia foi a concessionária NGI Sul, responsável pela operação das quatro balsas que conectam as regiões centrais de Itajaí e Navegantes 24 horas por dia. Quando a mudança começou: nesta semana, com a atualização do registro fotográfico dos usuários já cadastrados no sistema de gratuidade. Como o reconhecimento facial funciona na travessia: o passageiro cadastrado será identificado automaticamente pelo sistema ao se aproximar do ponto de embarque, sem precisar apresentar documentos ou passe físico na bilheteria. Por que a empresa adotou a tecnologia: segundo a NGI Sul, a medida foi tomada para tornar o processo de identificação mais ágil, seguro e eficiente para quem possui direito à gratuidade, eliminando filas e conferências manuais que atrasavam o embarque.
Os idosos que ainda não possuem cadastro no sistema serão atendidos em uma nova etapa prevista para julho. Até lá, o acesso gratuito continuará garantido mediante identificação diretamente na bilheteria, da forma convencional. A NGI Sul reforçou que a mudança na tecnologia busca facilitar o atendimento e modernizar o serviço, e que o direito à gratuidade não será alterado pelo novo sistema.
Quem tem direito à gratuidade no ferry boat

A gratuidade na travessia entre Navegantes e Itajaí é garantida pela Lei Estadual nº 12.119 de Santa Catarina e abrange três grupos de passageiros. Idosos acima de 65 anos têm direito ao passe livre, assim como pessoas com deficiência que apresentem laudo médico específico e pacientes em tratamento renal ou quimioterápico, conforme as normas vigentes. O reconhecimento facial vai verificar automaticamente se o passageiro pertence a um desses grupos, sem necessidade de apresentar documentos a cada viagem.
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Para ter acesso ao benefício, os usuários precisam reunir a documentação exigida e abrir uma solicitação de emissão de passe livre no site oficial do Governo de Santa Catarina. Após essa etapa, é necessário retirar o passe na Sede do Programa Passe Livre em Navegantes e realizar o recadastro obrigatoriamente no início de cada semestre, ou sempre que for necessário atualizar informações. O reconhecimento facial adiciona uma camada de praticidade ao processo, mas não elimina a necessidade do cadastro inicial e do recadastro periódico.
Como a tecnologia muda a rotina do embarque
Antes do reconhecimento facial, a verificação da gratuidade no ferry boat era feita manualmente na bilheteria. O passageiro apresentava o passe físico, um atendente conferia os dados e liberava o acesso. Em horários de pico, quando centenas de pessoas se aglomeram para cruzar entre Navegantes e Itajaí, essa conferência manual criava filas e atrasos que afetavam tanto os beneficiários quanto os passageiros pagantes.
Com o reconhecimento facial, o sistema identifica o passageiro automaticamente e libera o acesso sem interação humana na bilheteria. A agilidade beneficia especialmente os idosos, que representam a maior parcela dos usuários com direito à gratuidade e que muitas vezes enfrentam dificuldade para manusear documentos, aguardar em filas ou se deslocar rapidamente em ambientes de embarque. Para a operadora, o sistema também reduz a possibilidade de fraudes no uso do passe livre, garantindo que apenas beneficiários cadastrados utilizem a gratuidade.
A fase de atualização dos cadastros
Neste primeiro momento, a NGI Sul está atualizando o registro fotográfico dos usuários que já possuem cadastro no sistema de gratuidade. A atualização é necessária porque o reconhecimento facial precisa de imagens recentes e em alta resolução para identificar os passageiros com precisão. Fotos antigas, de baixa qualidade ou que não correspondam à aparência atual do usuário podem gerar falhas no reconhecimento e impedir o acesso automático à gratuidade.
Os idosos que ainda não possuem cadastro serão atendidos em uma nova etapa do processo, prevista para começar em julho. A empresa optou por dividir a implantação em fases para evitar sobrecarga no atendimento e para que a equipe técnica possa ajustar o sistema com base nos resultados da primeira etapa. Até que o reconhecimento facial esteja funcionando para todos os beneficiários, a identificação convencional na bilheteria continuará disponível como alternativa.
Quanto custa a travessia para quem não tem gratuidade
O reconhecimento facial controla o acesso gratuito, mas a maioria dos passageiros do ferry boat paga pela travessia. A tarifa para pedestre em 2026 é de R$ 2, bicicleta custa R$ 2,55, moto R$ 3,20 e automóvel R$ 10,15. Caminhões e ônibus de grande porte pagam R$ 19,65, mesmo valor cobrado para automóveis com reboque. Os pagamentos são aceitos em dinheiro, Pix ou débito, sem opção de cartão de crédito.
Para os milhares de moradores que cruzam entre Navegantes e Itajaí diariamente, o custo da travessia é parte fixa do orçamento mensal. Uma pessoa que cruza de carro duas vezes por dia, ida e volta, gasta R$ 20,30 diários ou mais de R$ 400 por mês apenas com a travessia. A gratuidade para idosos, pessoas com deficiência e pacientes em tratamento representa uma economia significativa para famílias que dependem do ferry boat como única ligação viária entre as duas cidades.
Quatro balsas, 24 horas, duas cidades
O ferry boat operado pela NGI Sul conecta as regiões centrais de Itajaí e Navegantes com quatro balsas em funcionamento 24 horas por dia. Além da ligação principal entre os centros das duas cidades, a empresa também opera um trajeto entre os bairros Barra do Rio e Machados, ampliando as opções de travessia para moradores de áreas mais afastadas. A operação contínua garante que trabalhadores de turnos noturnos, profissionais de saúde e moradores que precisam cruzar de madrugada não fiquem sem transporte.
A travessia por balsa é a alternativa mais rápida para quem precisa ir de Navegantes a Itajaí ou vice-versa sem percorrer dezenas de quilômetros por terra. A ligação rodoviária entre as duas cidades exige um desvio considerável pela BR-101, o que torna o ferry boat não apenas uma comodidade, mas uma necessidade para a mobilidade da região. Com o reconhecimento facial agilizando o embarque dos beneficiários, a expectativa é que o fluxo geral de passageiros melhore nos horários de maior movimento.
Reconhecimento facial na balsa: modernização com pergunta em aberto
O ferry boat entre Navegantes e Itajaí começa a usar reconhecimento facial para controlar a gratuidade de idosos, pessoas com deficiência e pacientes em tratamento. O sistema substitui a conferência manual na bilheteria, promete agilizar o embarque e reduzir fraudes, com implantação em fases que começam nesta semana e se estendem até julho. A tecnologia não altera o direito à gratuidade, mas muda a forma como ele é verificado.
O que você acha de usar reconhecimento facial para controlar a gratuidade no transporte público? Conte nos comentários se utiliza o ferry boat entre Navegantes e Itajaí, se tem direito à gratuidade e como avalia a troca da verificação manual pela tecnologia biométrica. Queremos ouvir a sua opinião.

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