A Senna Tower, em Balneário Camboriú, recebeu mais de 12 mil m³ de concreto e 1,8 mil toneladas de aço na fundação, mobilizou 300 profissionais, até oito máquinas e controle térmico com gelo, enquanto o projeto de mais de 500 metros avança como residencial mais alto do mundo em construção.
A Senna Tower, residencial de mais de 500 metros em construção em Balneário Camboriú, Santa Catarina, concluiu uma etapa de fundação que utilizou 798 estacas, mais de 12 mil m³ de concreto e aproximadamente 1,8 mil toneladas de aço. A operação foi desenvolvida pela FG Empreendimentos em parceria com a Marca Senna e a Havan.
Segundo reportagem da revista Exame, publicada em 14 de julho de 2026, os materiais consumidos apenas no estaqueamento seriam suficientes para erguer dois edifícios de 50 andares. Um sistema desenvolvido pela própria construtora reduziu o prazo previsto para a fundação de 120 para 70 dias úteis.
Fundação consumiu materiais para dois prédios de 50 andares

A comparação com dois edifícios convencionais ajuda a revelar a dimensão da estrutura escondida sob o terreno. Somente a fase de estaqueamento da Senna Tower consumiu mais de 12 mil m³ de concreto e cerca de 1,8 mil toneladas de aço.
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O volume de concreto corresponde a aproximadamente 1.500 caminhões-betoneira. Todo esse material foi aplicado na construção dos elementos profundos responsáveis por transferir as cargas do futuro arranha-céu até as camadas mais resistentes do solo.
Projeto recebeu 798 estacas de até 40 metros
A fundação da torre foi formada por 798 estacas que alcançam até 40 metros de profundidade. Somadas, essas estruturas representam aproximadamente 30 quilômetros de elementos fixados na rocha catarinense.
As estacas têm a função de conduzir o peso da construção para regiões capazes de suportar as cargas previstas no projeto. Embora desapareçam sob a edificação, elas serão decisivas para a estabilidade de uma torre que deverá superar os 500 metros de altura.
Tecnologia reduziu prazo em 50 dias úteis
O sistema de estaqueamento utilizado na Senna Tower foi desenvolvido pela FG Empreendimentos e contou com monitoramento durante toda a execução. A tecnologia permitiu acompanhar o comportamento das estruturas e aumentar a precisão dos trabalhos realizados no canteiro.
Com o método adotado, o prazo previsto para a etapa caiu de 120 para 70 dias úteis. A redução de 50 dias representou uma queda de 58% no cronograma, segundo os números divulgados pela empresa responsável pela obra.
Método diminuiu ruído e vibrações no entorno
Além de acelerar a fundação, o sistema foi utilizado para reduzir impactos como ruídos e vibrações. Esse controle era necessário porque o empreendimento está inserido em uma área urbana marcada pela elevada concentração de edifícios residenciais.
Balneário Camboriú possui construções próximas umas das outras, circulação intensa e ocupação vertical consolidada. Uma operação com centenas de estacas e máquinas pesadas precisava evitar interferências excessivas nos imóveis, nas ruas e na rotina do entorno.
Bloco central recebeu 7.740 m³ de concreto
O bloco central da Senna Tower ocupa uma área de 1.660 m² e recebeu aproximadamente 7.740 m³ de concreto. A estrutura integra a região mais carregada da fundação e ajudará a distribuir os esforços gerados pelo núcleo do edifício.
A dimensão acompanha o peso projetado para o residencial mais alto do mundo, que terá unidades de grande porte e extensas áreas construídas. Grande parte da carga dos pavimentos será transmitida para esse conjunto estrutural antes de chegar às estacas.
Escavação retirou 15.600 m³ de terra
A preparação do terreno exigiu a remoção de cerca de 15.600 m³ de terra. A escavação abriu espaço para a execução das estacas, dos blocos e dos demais componentes instalados abaixo do nível visível da construção.
Essa etapa também demandou planejamento para movimentar o material retirado sem interromper as outras atividades do canteiro. Em obras desse porte, escavação, perfuração, concretagem e montagem das armações precisam avançar em uma sequência cuidadosamente coordenada.
Mais de 300 profissionais participaram da operação
A primeira fase da fundação mobilizou mais de 300 profissionais. Engenheiros, operadores, técnicos e trabalhadores atuaram em diferentes frentes para preparar o terreno, executar as perfurações e controlar a aplicação dos materiais.
Em determinados momentos, até oito máquinas de grande porte trabalharam simultaneamente. A quantidade de equipamentos revela a complexidade logística da Senna Tower, já que cada máquina precisava ocupar uma posição específica sem bloquear a movimentação das demais.
Concreto precisava permanecer abaixo de 27°C
A concretagem do bloco central exigiu controle rigoroso da temperatura. Durante a aplicação, o concreto deveria permanecer abaixo de 27°C para manter o desempenho estrutural definido pelos responsáveis pelo projeto.
A operação conseguiu trabalhar com temperatura média de 24°C. Para atingir essa condição, mais de 1.600 toneladas de gelo foram adicionadas à mistura, reduzindo o calor produzido durante o processo de endurecimento do concreto.
Gelo ajudou a evitar tensões no bloco
Grandes volumes de concreto liberam calor internamente enquanto passam pelo processo de cura. Quando essa temperatura sobe demais ou existe grande diferença entre o centro e a superfície da estrutura, podem surgir fissuras e tensões indesejadas.
Na Senna Tower, o uso do gelo permitiu controlar essa reação durante a concretagem do bloco. A técnica mostra que uma fundação de grandes dimensões depende não apenas da quantidade de material, mas também do acompanhamento constante de seu comportamento térmico.
Fundação exigiu anos de pesquisa
A engenheira Stéphane Domeneghini, diretora executiva da Talls Solutions e responsável pelo projeto, afirmou que a base do empreendimento exigiu anos de estudos e integração entre diferentes disciplinas da engenharia.
A equipe precisou reunir informações sobre o solo, as cargas, os materiais, os métodos executivos e o desempenho esperado da torre. Em uma construção com mais de 500 metros, decisões tomadas na fundação afetam diretamente o comportamento de toda a estrutura.
Torre terá investimento superior a R$ 3 bilhões
O investimento estimado na Senna Tower ultrapassa R$ 3 bilhões, enquanto o Valor Geral de Vendas foi calculado em R$ 8,5 bilhões. O projeto completo prevê aproximadamente 145 mil m² de área construída.
Quando a obra estiver finalizada, a torre deverá ter consumido cerca de 130 mil m³ de concreto e 28 mil toneladas de aço. Esses volumes abrangem desde a fundação até os elementos estruturais necessários para sustentar todos os pavimentos.
Residencial terá 228 unidades de alto padrão
O empreendimento contará com 228 unidades residenciais, distribuídas entre apartamentos de até 400 m², mansões suspensas, coberturas duplex e megacoberturas triplex. As maiores residências poderão alcançar 903 m².
Algumas unidades foram avaliadas em mais de R$ 400 milhões. A combinação de dimensões elevadas, altura e valores coloca o empreendimento entre os projetos residenciais mais ambiciosos em desenvolvimento no mercado imobiliário brasileiro.
Base antecipa o desafio de superar 500 metros
A escala da fundação mostra que a dimensão da Senna Tower não estará apenas na parte visível do edifício. Antes de alterar o horizonte de Balneário Camboriú, o projeto precisou concentrar quilômetros de estacas e milhares de toneladas de materiais sob o terreno.
A conclusão da base representa apenas uma das etapas necessárias para erguer o residencial mais alto do mundo. Você acredita que empreendimentos dessa altura fortalecem a engenharia brasileira ou aumentam excessivamente a pressão sobre a infraestrutura urbana? Deixe sua opinião nos comentários.
