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Dado como aposentado no Brasil, o Honda Fit completa 25 anos ainda vivo do outro lado do mundo: o monovolume que marcou três gerações por aqui ganhou versão híbrida que faz impressionantes 30 km/l e segue à venda na Ásia, até em configuração esportiva e aventureira

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 14/07/2026 às 17:36 Atualizado em 14/07/2026 às 17:42
Fora de linha no Brasil desde 2021, o Honda Fit completa 25 anos vivo na Ásia, com versão híbrida e:HEV que faz até 28,4 km/l, além de RS esportiva e Crosstar.
Fora de linha no Brasil desde 2021, o Honda Fit completa 25 anos vivo na Ásia, com versão híbrida e:HEV que faz até 28,4 km/l, além de RS esportiva e Crosstar.
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O Honda Fit saiu de linha no Brasil em 2021, mas continua sendo vendido em mercados asiáticos, onde já está na quarta geração. A linha 2026 acaba de ser anunciada no Japão com quatro versões, sistema híbrido e:HEV e consumo que chega a 28,4 km/l na configuração mais econômica.

O Honda Fit está longe de ser peça de museu. Enquanto no Brasil o modelo virou passado, no Japão ele acaba de receber a atualização de meia-vida da quarta geração, com mudanças no pacote de equipamentos e na gama de versões. A revisão coincide com um marco: o compacto completa 25 anos desde o lançamento original, apresentado em 2001.

A quarta geração, no entanto, não é global. Ela ficou restrita à Ásia, com produção concentrada em países como China e Japão. É lá que o Fit mantém um portfólio que o brasileiro nunca conheceu, com opções esportiva, híbrida e até com pegada aventureira.

As quatro versões da linha 2026

Fora de linha no Brasil desde 2021, o Honda Fit completa 25 anos vivo na Ásia, com versão híbrida e:HEV que faz até 28,4 km/l, além de RS esportiva e Crosstar.
Fora de linha no Brasil desde 2021, o Honda Fit completa 25 anos vivo na Ásia, com versão híbrida e:HEV que faz até 28,4 km/l, além de RS esportiva e Crosstar.

A gama japonesa é dividida em X, Z, RS e Crosstar. A versão Z é a que mais chama atenção pela mistura, porque herda os para-choques dianteiro e traseiro mais pronunciados do RS e ganha acabamento em preto fosco, mas mantém rodas de 15 polegadas e o acerto de suspensão da configuração básica, sem a rigidez extra do topo de linha.

Por dentro, o Z traz volante de três raios revestido em couro, bancos aquecidos e para-brisa com vidro especial para melhorar o isolamento térmico. Um degrau acima, o RS acrescenta detalhes em preto brilhante, rodas de liga leve de 16 polegadas, suspensão específica, bancos em camurça e couro com costura vermelha, volante aquecido e alerta de ponto cego.

O Fit que virou aventureiro

A versão que provavelmente mais surpreende quem só conheceu o Fit brasileiro é o Crosstar. Ele leva kit de carroceria com revestimentos em plástico, altura do solo elevada e uma paleta de cores com tons mais chamativos.

Não é só maquiagem. A tração nas quatro rodas aparece como opcional na configuração, o que dá ao monovolume uma pretensão que ele nunca teve por aqui. E, como acontece em todas as demais versões, os bancos mantêm o sistema Magic Seats, aquele que facilita o rebatimento para transportar objetos maiores e que sempre foi um dos maiores trunfos do carro.

Como o Fit chega perto dos 30 km/l

O número do título vem da motorização híbrida. Nas versões X e Z, o Fit usa motor 1.5 aspirado i-VTEC de quatro cilindros a gasolina, com 118 cv e 14,5 kgfm de torque, câmbio CVT e opção de tração integral.

Já nas versões Z, RS e Crosstar existe a alternativa do conjunto e:HEV. É um híbrido pleno, que combina o mesmo motor 1.5 a gasolina com dois propulsores elétricos e uma bateria de íons de lítio, entregando 123 cv de potência e 25,8 kgfm de torque.

Os números de consumo divulgados pela Honda variam conforme a versão. A Z e:HEV é a mais econômica, com 28,4 km/l. A RS híbrida marca 27,6 km/l, e a Crosstar híbrida fica em 27 km/l. Ou seja, o carro chega perto dos 30 km/l, mas quem cobra precisão vai notar que ainda não atingiu a marca.

O que aconteceu com o Fit no Brasil

Por aqui, a história terminou. O Fit começou a ser vendido no Brasil em 2003 e atravessou três gerações, construindo uma base fiel e uma reputação de carro prático e de manutenção descomplicada. O fim de linha veio em 2021, quando o último exemplar deixou a fábrica de Itirapina, no interior de São Paulo.

O que veio depois não repetiu o feito. A Honda passou a apostar no City Hatchback, sem alcançar o mesmo sucesso, e mais recentemente na nova geração do WR-V. O espaço que o Fit ocupava no imaginário do comprador brasileiro, com aquele formato de monovolume e a versatilidade do banco Magic Seat, segue vago.

O Fit da quarta geração é um carro que existe, é vendido, é atualizado e comemora aniversário. Só não aqui. Enquanto o mercado brasileiro seguiu para SUVs compactos, o Japão manteve o monovolume vivo, hibridizou o conjunto e ainda inventou uma versão com tração nas quatro rodas.

Agora queremos ler você. Se a Honda trouxesse esse Fit híbrido de volta ao Brasil, com esse consumo, você compraria ou o formato monovolume já não te interessa mais? E quem teve um Fit, conta aqui embaixo quantos quilômetros rodou com ele e por que trocou. A gente lê tudo.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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