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Sem estudar engenharia e enfrentando a escuridão do mar, mulher criou foguetes marítimos coloridos que ajudavam navios a trocar mensagens à noite, alcançaram a Marinha dos Estados Unidos e abriram caminho para uma comunicação visual mais segura

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 25/06/2026 às 12:51 Atualizado em 25/06/2026 às 12:53
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Foguetes marítimos coloridos de Martha Coston ajudaram embarcações a trocar sinais à noite antes do rádio moderno, levaram códigos visuais a longas distâncias e foram vendidos para a Marinha dos Estados Unidos durante a Guerra Civil.

Martha Coston era viúva e precisava sustentar os filhos quando encontrou uma ideia nos papéis deixados pelo marido. Ela passou mais de uma década aprendendo química e pirotecnia, uso de materiais que produzem luz intensa, até transformar o projeto em foguetes marítimos coloridos.

A informação foi publicada por National Inventors Hall of Fame, organização americana dedicada ao reconhecimento de inventores. A história mostra que os sinais chegaram à Marinha dos Estados Unidos e foram usados durante a Guerra Civil.

Antes do rádio moderno, a sinalização marítima dependia muito do que os tripulantes conseguiam ver. No escuro, uma luz podia indicar a presença de um navio, mas não explicava qual mensagem precisava ser transmitida.

Como se comunicava no mar antes do rádio moderno

Antes do rádio moderno, a comunicação no mar era limitada pela distância, pela escuridão e pelo mau tempo. Tripulações precisavam encontrar maneiras de enviar avisos quando a voz não alcançava outra embarcação.

Uma luz isolada podia chamar atenção, mas não dizia se havia perigo, mudança de rota ou necessidade de resposta. Os sinais marítimos precisavam levar uma mensagem clara para quem observava à distância.

Esse desafio era importante em contatos de navio a navio e também entre navios e a costa. A comunicação visual se tornou uma solução útil quando outras formas de contato não estavam disponíveis.

Martha Coston encontrou uma ideia nos papéis do falecido marido

Benjamin Franklin Coston, inventor que havia trabalhado como cientista naval, morreu em 1848. Após a morte dele, Martha encontrou anotações com um esboço de sistema baseado em luzes coloridas.

Martha Coston encontrou uma ideia nos papéis do falecido marido
Martha Coston encontrou uma ideia nos papéis do falecido marido

Os papéis não explicavam como os sinais poderiam ser produzidos. Martha decidiu continuar o trabalho e buscou aprender o que era necessário para transformar o desenho inicial em algo que funcionasse no mar.

Ela estudou química, pirotecnia e também aprendeu a administrar uma empresa. O esforço levou mais de uma década até que o sistema de sinais pudesse ser usado de forma prática.

Luz, cor e códigos mudaram os foguetes marítimos

Em 1858, Martha Coston encontrou inspiração em fogos usados na celebração do primeiro cabo telegráfico entre continentes. Ela queria criar sinais nas cores vermelha, branca e azul.

O azul, porém, apresentou dificuldade. Martha conseguiu desenvolver sinais vermelhos e brancos e decidiu usar o verde intenso no lugar do azul. O sistema passou a trabalhar com vermelho, branco e verde.

National Inventors Hall of Fame, organização americana dedicada ao reconhecimento de inventores, registra que a patente do sistema foi emitida em 1859. Martha apareceu como administradora da patente, enquanto Benjamin Franklin Coston foi identificado como inventor.

As cores podiam ser combinadas em códigos. Isso permitia que uma sequência de luzes carregasse uma informação para quem recebia o sinal.

A Marinha dos Estados Unidos usou os sinais na Guerra Civil

A Marinha dos Estados Unidos viu utilidade nos sinais porque eles eram brilhantes, duravam mais tempo e podiam formar combinações de cores. Essa característica ajudava a enviar mensagens a longas distâncias.

Durante a Guerra Civil, a Coston Manufacturing Co. vendeu os sinais para a Marinha dos Estados Unidos pelo custo. O sistema atendia a contatos entre navios e também entre embarcações e pontos em terra.

Os foguetes marítimos mostraram que uma luz podia fazer mais do que revelar a posição de um navio. Com cores organizadas, ela também podia transmitir orientações e alertas.

Por que a pirotecnia marítima ainda exige cuidado

A pirotecnia marítima usa materiais que produzem luz forte para chamar atenção em situações específicas. Por isso, os sinalizadores não devem ser tratados como objetos comuns ou usados de forma improvisada.

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Os sinalizadores marítimos fazem parte da segurança de embarcações porque ajudam a tornar um aviso visível quando a escuridão dificulta a comunicação. A função principal é alertar e facilitar o entendimento de uma situação.

A mesma lógica vale para portos e estruturas no mar, como plataformas. Uma mensagem visual precisa ser clara para reduzir dúvidas quando a visibilidade é limitada.

Martha Coston transformou uma ideia incompleta em um sistema de cores que ajudou navios a se comunicar no escuro. Sua trajetória uniu persistência, estudo e uma solução simples para um desafio que colocava embarcações em risco.

Que invenção simples, criada antes do rádio, ainda merece mais atenção por ter protegido quem dependia do mar para viver e trabalhar? Deixe sua resposta nos comentários e compartilhe esta história.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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