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Menina de 7 anos recusou um pirulito no banco, perguntou por que doce precisava estragar os dentes, passou a testar receitas e criou uma marca sem açúcar que chegou a 25 mil lojas nos Estados Unidos

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Escrito por Geovane Souza Publicado em 25/06/2026 às 11:57 Atualizado em 25/06/2026 às 11:59
Menina que criou a Zolli Candy aos 7 anos transformou pirulitos sem açúcar em uma marca vendida em 25 mil lojas nos Estados Unidos
Menina que criou a Zolli Candy aos 7 anos transformou pirulitos sem açúcar em uma marca vendida em 25 mil lojas nos Estados Unidos.
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O que começou como uma pergunta de criança virou a Zolli Candy, empresa criada por Alina Morse depois de uma ida ao banco com o pai. A marca nasceu com pirulitos sem açúcar, cresceu no varejo americano e transformou uma dúvida simples sobre doces e saúde bucal em um negócio presente também fora dos Estados Unidos

A história de Alina Morse começou longe de uma sala de reuniões. Ela tinha 7 anos quando foi ao banco com o pai e recebeu a oferta de um pirulito. Em vez de aceitar, recusou o doce e fez uma pergunta que mudaria sua rotina: por que um doce precisava fazer mal aos dentes?

A dúvida virou insistência dentro de casa. Depois de ouvir dos pais que o açúcar era prejudicial para a saúde bucal, Alina passou a questionar se seria possível criar uma bala ou pirulito que entregasse sabor, mas sem o mesmo problema associado ao açúcar.

O resultado desse processo foi a Zolli Candy, marca que ficou conhecida pelos Zollipops, pirulitos sem açúcar voltados ao público infantil e familiar. Segundo informações da Michigan Business, a empresa chegou a vender seus produtos em 25 mil lojas nos Estados Unidos e também em mercados internacionais.

O caso ganhou atenção porque une três elementos raros em uma mesma história: uma ideia surgida na infância, um produto ligado a uma demanda real de consumo e uma marca que conseguiu sair dos testes caseiros para disputar espaço em prateleiras de grandes varejistas.

A pergunta no banco virou o ponto de partida de uma marca sem açúcar

A cena que deu origem à Zolli Candy foi simples. Alina estava com o pai quando uma funcionária do banco ofereceu um pirulito. Ela recusou porque já havia escutado em casa que o açúcar poderia prejudicar os dentes.

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Foto: Zolli Candy

A partir daí, a menina passou a repetir a pergunta que se tornou o centro do projeto: por que não fazer um doce mais amigável para os dentes? A resposta não veio pronta. Ela exigiu pesquisa, testes, erros e apoio de adultos para transformar uma ideia infantil em produto real.

Como informou o Innovation Center da Michigan State University, Alina pesquisou ingredientes e fabricantes ainda criança, enquanto o pai, Tom Morse, ajudou a estruturar o plano e acompanhar os primeiros passos do negócio. A marca ganhou forma antes mesmo de ela chegar à adolescência.

Esse detalhe ajuda a explicar por que a história chamou tanta atenção nos Estados Unidos. Não foi apenas uma criança com uma ideia curiosa, mas uma iniciativa que passou por desenvolvimento de produto, busca por fornecedores, entrada no varejo e construção de marca.

O desafio não era só tirar o açúcar, era fazer um doce que as crianças quisessem comer

Criar um pirulito sem açúcar não bastava. Para funcionar no mercado, o produto precisava ter sabor, textura, estabilidade e preço competitivo. Esse foi um dos maiores desafios da Zolli Candy nos primeiros anos.

De acordo com a página oficial da marca, a linha Zolli Candy é apresentada como sem açúcar, vegana, sem glúten, feita com sabores naturais e sem corantes artificiais. A empresa também passou a trabalhar com outros produtos além dos pirulitos, como balas e caramelos.

A parte técnica foi decisiva. Segundo a Snack Food & Wholesale Bakery, os Zollipops usam adoçantes como xilitol, estévia e eritritol, ingredientes associados à proposta de reduzir o açúcar sem abandonar a experiência de comer um doce.

Mesmo assim, a marca precisou resolver problemas típicos da indústria. A própria história da empresa relata dificuldades com pirulitos instáveis e sensíveis ao calor. Depois de ajustes na formulação, os produtos passaram a resistir melhor ao transporte, inclusive em contêineres sujeitos a altas temperaturas.

A saúde bucal entrou no centro do negócio, mas sem substituir hábitos básicos

O apelo da Zolli Candy cresceu porque dialoga com uma preocupação comum entre pais, dentistas e escolas: o consumo frequente de açúcar na infância. A Organização Mundial da Saúde aponta que os açúcares livres estão entre os principais fatores de risco para cárie dentária.

Nos Estados Unidos, os dados reforçam essa preocupação. O relatório de vigilância em saúde bucal do CDC mostrou que cerca de metade das crianças de 6 a 9 anos já teve cárie em dentes de leite ou permanentes, o que ajuda a dimensionar o tamanho do problema.

Isso não significa que um doce sem açúcar resolva sozinho a saúde bucal infantil. A American Dental Association destaca que tanto a quantidade quanto a frequência do consumo de açúcar podem influenciar o risco de cárie, além da importância da escovação, do flúor e do acompanhamento odontológico.

É nesse contexto que a Zolli Candy se posiciona. A marca não vende apenas um pirulito, mas uma alternativa para famílias que desejam reduzir açúcar sem tirar completamente o prazer do doce em momentos como festas, lancheiras e datas comemorativas.

Das primeiras vendas ao varejo nacional, a Zolli Candy ganhou escala

A expansão da marca ocorreu aos poucos, mas ganhou velocidade quando os produtos passaram a entrar em canais de venda maiores. Em 2017, a Snack Food & Wholesale Bakery registrou que os Zollipops haviam se tornado o doce duro sem açúcar mais vendido na Amazon naquele período.

Com o crescimento, a Zolli Candy passou a aparecer em listas e perfis de empreendedorismo. A Inc. destacou Alina Morse em sua lista Female Founders de 2025, citando a presença da marca em 25 mil lojas nos Estados Unidos e em outros 12 países.

Esse avanço mostra que a empresa deixou de ser apenas uma curiosidade sobre uma criança empreendedora. O negócio se consolidou em uma categoria específica, a de doces funcionais e sem açúcar, em um momento em que consumidores buscam produtos com rótulos mais simples e menos ingredientes artificiais.

A trajetória também reforça um ponto importante para pequenos negócios: a ideia inicial raramente é suficiente. No caso da Zolli Candy, o crescimento veio da combinação entre pergunta simples, produto testado, diferenciação clara e capacidade de ajustar a operação conforme os problemas apareciam.

A empresa também criou uma iniciativa para levar educação sobre dentes às escolas

Além dos produtos, a Zolli Candy passou a apoiar a Million Smiles Initiative, organização ligada à educação em saúde bucal e empreendedorismo nas escolas. A iniciativa nasceu depois dos primeiros anos do negócio e ampliou o alcance social da marca.

Conforme informações da própria Million Smiles Initiative, parte dos lucros e produtos da Zolli é direcionada a ações educativas e doações para escolas e organizações qualificadas. A proposta é usar o doce como porta de entrada para falar sobre cuidados com os dentes e criação de ideias.

Esse tipo de estratégia também ajudou a transformar a empresa em uma marca com causa. Em vez de vender apenas a promessa de um pirulito sem açúcar, a Zolli passou a associar seus produtos a conversas sobre prevenção, escolhas alimentares e empreendedorismo infantil.

No fim, a pergunta feita por Alina aos 7 anos virou mais do que uma linha de doces. Virou uma história sobre curiosidade, persistência e mercado, mostrando como uma inquietação aparentemente pequena pode ganhar escala quando encontra apoio, pesquisa e execução.

A história de Alina Morse também levanta uma pergunta importante: quantas ideias simples, feitas por crianças ou jovens, acabam ignoradas antes de serem testadas? Deixe seu comentário dizendo se você acredita que escolas e famílias deveriam incentivar mais esse tipo de curiosidade empreendedora.

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Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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