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Sem atmosfera, planetas de sistema solar vizinho fervem e congelam ao mesmo tempo com diferença de mais de 500°C

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 14/04/2026 às 14:56
Atualizado em 14/04/2026 às 15:05
Planeta rochoso sem atmosfera com um lado iluminado extremamente quente e outro lado escuro congelante no sistema TRAPPIST-1
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Observações inéditas mostram como radiação de estrelas anãs vermelhas afeta diretamente a habitabilidade de planetas rochosos semelhantes à Terra

Uma descoberta astronômica de grande impacto científico foi divulgada recentemente, quando pesquisadores utilizaram o Telescópio Espacial James Webb para mapear o clima de exoplanetas com massa semelhante à Terra.
O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy e revelou que os planetas do sistema TRAPPIST-1 apresentam condições extremas que dificultam a presença de vida.
Os planetas TRAPPIST-1b e TRAPPIST-1c foram analisados e apresentaram ausência de atmosfera, acompanhada por variações térmicas superiores a 500°C entre os lados iluminado e escuro.
Esse comportamento indica que não há circulação de calor, o que reforça a hipótese de ambientes completamente hostis.

Sistema trappist-1 amplia compreensão sobre habitabilidade

O sistema TRAPPIST-1 foi descoberto em 2016 e passou a ser considerado um laboratório natural para estudos de astrobiologia.
Ele reúne sete planetas rochosos que orbitam uma estrela anã vermelha, o que permite avaliar como a radiação influencia a evolução atmosférica.
Os pesquisadores observaram que a intensidade da radiação e o fluxo de partículas dessas estrelas podem remover atmosferas densas ao longo do tempo.
Esse processo contribui para refinar modelos científicos e direciona a busca por vida para regiões mais distantes da estrela hospedeira.

Rotação sincronizada explica extremos de temperatura

A proximidade dos planetas com a estrela provoca um fenômeno conhecido como rotação sincronizada.
Nesse caso, os planetas mantêm sempre a mesma face voltada para a estrela, semelhante ao comportamento da Lua em relação à Terra.
Esse padrão cria dois ambientes permanentes: um lado constantemente iluminado e outro em escuridão total.
Em planetas com atmosfera, o calor seria redistribuído, mas, nesse caso, a ausência de ar impede qualquer equilíbrio térmico.

Diferença térmica confirma ausência de atmosfera

Os dados coletados pelo James Webb revelaram uma diferença de temperatura superior a 500°C entre os dois lados dos planetas.
No planeta TRAPPIST-1b, o lado voltado para a estrela atinge cerca de 200°C, enquanto o lado oposto pode cair abaixo de -200°C.
Essa variação extrema indica que não existe uma atmosfera capaz de reter ou redistribuir calor.
A radiação intensa da estrela anã vermelha provavelmente removeu qualquer camada gasosa existente ao longo do tempo.

Possibilidades de vida ainda são investigadas

O fato de os planetas mais próximos não apresentarem condições favoráveis não significa que todo o sistema seja inviável.
No Sistema Solar, Mercúrio não possui atmosfera, enquanto Terra e Vênus mantêm camadas gasosas.
Esse contraste demonstra que diferentes planetas podem apresentar condições distintas mesmo dentro do mesmo sistema.
Diante disso, os cientistas concentram atenção no planeta TRAPPIST-1e, que está localizado na zona habitável.

O futuro da busca por vida no sistema trappist-1

O planeta TRAPPIST-1e pode ter preservado sua atmosfera e, possivelmente, água em estado líquido.
Essa condição o torna um dos principais candidatos para estudos futuros sobre habitabilidade.
As observações realizadas pelo James Webb ampliam a compreensão sobre como atmosferas são formadas e destruídas em ambientes extremos.
Esse avanço reorganiza estratégias científicas e orienta novas investigações sobre a existência de vida fora da Terra.

A busca por respostas continua avançando e levanta uma questão central: será que planetas mais distantes dessas estrelas podem oferecer as condições ideais para abrigar vida?

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Caio Aviz

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