Segundo estudo da EPE, o Espírito Santo poderá atrair investimentos para pequenas refinarias

Roberta Souza
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20-10-2020 10:47:29
em Refinaria e Termoelétrica
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Segundo estudo da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, o Espírito Santo pode ser o destino de investimentos em refinarias pequenas

De acordo com a conclusão de um estudo da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, o Espírito Santo pode vir a se tornar destino de investimentos em projetos de pequenas refinarias, na medida em que possa fornecer algumas soluções aos empreendedores. O estudo levou em conta diversas variantes para determinar a viabilidade econômico-financeira de pequenas refinarias no Estado. Além das questões tributárias, o levantamento considerou o tipo de óleo a ser processado (marítimo ou terrestre) e o modelo da refinaria em construção.

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O resultado que foi obtido pelos pesquisadores apontaram que as condições de abastecimento das matérias-primas têm se mostrado “relacionadas à melhoria da viabilidade dos empreendimentos”. Isso porque o desconto na compra de óleo onshore é um fator decisivo para o incremento do projeto em relação à instalação utilizando apenas óleo offshore.

O estudo detalhado diz que “Assim, as simulações realizadas considerando um processamento de 50% de petróleo terrestre e 50% de petróleo marítimo obtiveram taxas de retorno maiores que o processamento de 100% óleo offshore. Isso ocorre, em parte, devido ao diferencial de preços dos insumos em função de uma menor valorização do óleo terrestre frente ao petróleo marítimo”.

Pesquisa da EPE apontou que projetos com taxa interna de retorno superior à taxa mínima de atratividade (TMA) costumam ser mais interessantes aos investidores. O estudo comprova que “Quando se avalia o atingimento da Taxa Mínima de Atratividade (TMA), estabelecida em 8%, somente a trajetória Convergência, com esquema de refino em que há FCC (Cracking), com processamento misto (50% terrestre/50% marítimo) e aplicação de benefícios das esferas federal e estadual apresentou TIR superior à TMA, correspondendo a um valor de 9%”.

A EPE ainda lembrou que o estudo não considerou outras questões, como opções de mitigação de riscos do projeto, como contratos de investimento anteriores, e incentivos específicos para o processamento de petróleo de bacias sedimentares terrestres em refinarias.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos