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Se a loja não dá desconto à vista, parcelar sem juros quando você já tem o dinheiro pode dar lucro: você fica com o produto e mantém o dinheiro rendendo

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 09/09/2025 às 22:55
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Parcelar sem juros pode dar lucro: como usar a estratégia para manter o dinheiro rendendo
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Parcelar no cartão pode dar lucro: sem juros, manter R$ 5.000 investidos e pagar 10 parcelas de R$ 500 rende cerca de R$ 250.

O tema parcelar sem juros voltou a ganhar espaço nas discussões sobre finanças pessoais. A jornalista especializada em educação financeira Nathalia Arcuri explicou que, em determinados cenários, pagar em parcelas pode ser mais vantajoso do que quitar à vista especialmente quando não há desconto para pagamento imediato e o consumidor já tem o dinheiro em mãos.

A lógica é simples: você leva o produto, mantém o capital investido e, ao final, ainda acumula rendimento financeiro.

Mas para que a estratégia funcione, é preciso planejamento e disciplina.

O risco da “salada de parcelas”

O parcelamento costuma ser apontado como um dos vilões do endividamento no Brasil. Isso acontece porque muitos consumidores acumulam pequenas compras sem perceber.

Um exemplo clássico: 10× de R$ 19,90 por uma chapinha, somados a 10× de R$ 25 por um perfume e mais 12× de R$ 89,90 por um eletrodoméstico.

No fim, a soma das parcelas compromete o orçamento mensal e gera um efeito bola de neve.

Nesse caso, o problema não é o parcelamento em si, mas a falta de controle.

Empilhar parcelas sem anotar e sem calcular o impacto no orçamento é a porta de entrada para dívidas de longo prazo, mesmo quando não há cobrança de juros.

Quatro situações em que parcelar faz sentido

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Segundo Nathalia Arcuri, existem quatro contextos em que o parcelamento sem juros pode ser inteligente:

Sobrevivência – quando o consumidor precisa repor itens essenciais após uma perda, como em enchentes ou acidentes.

Economia – se consertar um eletrodoméstico custa mais caro que comprar um novo, parcelar sem juros pode evitar gastos maiores.

Aumento de renda – usar o parcelado para adquirir uma ferramenta de trabalho, como um computador para edições de vídeo, pode gerar retorno financeiro maior do que o valor das parcelas.

Estratégia financeira – quando o comprador já tem o dinheiro à vista, mas opta por manter o valor aplicado e pagar em parcelas, aproveitando o rendimento dos investimentos.

Como funciona na prática

O cálculo mostrado no vídeo exemplifica a estratégia: uma compra de R$ 5.000 em 10× de R$ 500 sem juros.

Quem já tem o dinheiro à vista mantém o valor investido, enquanto paga as parcelas com a renda mensal.

No final, além de quitar o produto, o consumidor ainda acumula aproximadamente R$ 250 de rendimento.

Isso é possível porque, atualmente, aplicações em renda fixa no Brasil pagam taxas próximas de 15% ao ano.

Quando não há desconto para pagamento à vista, parcelar sem juros significa fazer o dinheiro trabalhar enquanto o bem já está em uso.

Cuidados necessários

Apesar das vantagens, especialistas alertam para alguns pontos. A estratégia só funciona se o consumidor não mexer no valor investido e tiver renda suficiente para arcar com as parcelas.

Caso contrário, o risco é acabar recorrendo ao dinheiro guardado e perdendo o efeito dos juros.

Além disso, é fundamental ter controle sobre todas as parcelas em aberto. Uma planilha simples pode ajudar a visualizar compromissos futuros e evitar o endividamento.

Sem disciplina, o parcelado pode se transformar em armadilha.

A análise mostra que parcelar sem juros pode ser uma forma de ganhar dinheiro, e não apenas de postergar pagamentos.

Porém, isso só é verdade quando não existe desconto para o pagamento à vista, o consumidor já tem o valor em mãos e mantém o capital investido durante o período do parcelamento.

E você, já usou essa estratégia de parcelar sem juros para manter o dinheiro rendendo? Acha que compensa ou prefere pagar à vista?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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