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Santander pode fechar mais de 30 agências na Argentina, sindicato leva o caso ao Ministério do Trabalho e alerta para demissões contínuas desde 2025, com impacto direto em cidades como Comodoro Rivadavia e Las Heras e até 500 colaboradores na mira

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 19/02/2026 às 10:32
Santander enfrenta pressão por fechar agências na Argentina; sindicato leva ao Ministério do Trabalho e denuncia demissões desde 2025, com impacto em cidades e clientes.
Santander enfrenta pressão por fechar agências na Argentina; sindicato leva ao Ministério do Trabalho e denuncia demissões desde 2025, com impacto em cidades e clientes.
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A discussão sobre o futuro do Santander na Argentina saiu das conversas internas e chegou ao Ministério do Trabalho, após o sindicato citar mais de 30 agências na lista, falar em até 500 afetados e apontar Comodoro Rivadavia e Las Heras como símbolos da tensão com demissões contínuas desde 2025.

A possibilidade de o Santander fechar mais de 30 agências na Argentina colocou funcionários e clientes em alerta e levou o sindicato a formalizar o caso no Ministério do Trabalho, segundo relato do delegado Gonzalo Martínez ao jornal Crónica. A estimativa apresentada pelos representantes inclui impacto potencial sobre até 500 colaboradores, além de terceirizados.

No centro do impasse está a leitura de que a digitalização não substitui, na prática, o atendimento presencial em parte do país. A preocupação não é só com emprego, mas com acesso básico a serviços bancários em regiões onde o aplicativo não resolve tudo e a agência mais próxima pode ficar a mais de 200 km.

O que está na mesa quando se fala em fechar agências

Santander enfrenta pressão por fechar agências na Argentina; sindicato leva ao Ministério do Trabalho e denuncia demissões desde 2025, com impacto em cidades e clientes.

O debate sobre agências do Santander na Argentina ganhou contornos concretos quando o sindicato afirmou que há um plano para encerrar mais de 30 unidades em diferentes cidades.

As conversas, segundo a representação, já começaram, mas sem uma fotografia final de quais pontos serão mantidos ou substituídos por atendimento remoto.

Esse cenário é lido como continuidade de um processo que, sempre segundo o sindicato, vem desde 2025 com demissões.

Quando uma rede física encolhe, a rotina de quem depende do balcão muda antes da estatística mostrar qualquer efeito e cidades como Comodoro Rivadavia e Las Heras aparecem como exemplos citados na denúncia.

Ministério do Trabalho vira palco de negociação e cobrança

Ao levar o caso ao Ministério do Trabalho, o sindicato tenta transformar uma sequência de decisões internas em negociação formal, com registro, prazos e exigência de respostas.

A ida ao Ministério do Trabalho indica que, para os representantes, a discussão deixou de ser apenas corporativa e passou a ser de interesse público.

Na prática, o que o sindicato diz buscar é previsibilidade para trabalhadores e para as próprias comunidades atendidas pelas agências.

Sem informação clara sobre realocação, indenização ou aposentadoria antecipada, o fechamento vira uma incógnita que se espalha pela cidade e, até aqui, esses pontos aparecem como indefinidos nas localidades mencionadas.

Demissões desde 2025 e a denúncia de pressão na saída

O sindicato sustenta que as demissões ligadas ao Santander na Argentina não ocorrem apenas por cortes pontuais, mas de forma contínua desde 2025.

Parte do argumento é que o fechamento de agências funciona como gatilho para desligamentos e para a redução de equipes de apoio.

Outro ponto sensível é a acusação de pressão na hora do desligamento, com trabalhadores sendo informados de que haveria apenas uma alternativa de saída.

Essa é a parte que costuma decidir o tom de uma crise trabalhista porque envolve voluntariedade, medo e assimetria de poder.

A base disponível não traz, até o momento, posicionamento público do Santander sobre essas acusações específicas.

Digitalização, aplicativo e o limite do atendimento remoto

O Santander atribui parte das mudanças à digitalização e à migração de clientes para plataformas online, argumento comum no setor bancário.

A lógica é direta: menos gente no balcão, menos necessidade de manter agências com custo fixo alto em toda a malha urbana.

O sindicato contesta a premissa com um ponto que pesa fora dos grandes centros: aposentados e moradores de regiões com acesso limitado à internet.

Quando o atendimento digital vira regra sem alternativa acessível, quem fica para trás não é exceção, é parcela do público e a queixa ganha forma quando operações básicas passam a exigir deslocamentos longos, em casos descritos com mais de 200 km até a unidade mais próxima.

Comodoro Rivadavia, Las Heras e o efeito dominó nas cidades

Ao citar Comodoro Rivadavia e Las Heras, o sindicato coloca nomes e geografia no que poderia parecer apenas reestruturação administrativa.

Em cidades com rede de serviços mais espalhada, o encerramento de agências altera fluxo de pessoas, tempo de deslocamento e até a logística de tarefas como sacar, assinar documentos ou resolver pendências que o aplicativo não absorve.

Além dos empregados diretos, a estimativa de até 500 afetados inclui prestadores de serviços terceirizados, o que amplia o impacto para além da folha do Santander.

O fechamento de agências costuma cortar também a economia de apoio, do transporte ao serviço de manutenção e é por isso que a discussão tende a transbordar do banco para o comércio local.

O que pode acontecer até a próxima decisão

A tensão se concentra na falta de um desenho público do que vem a seguir.

O sindicato afirma que seguirá monitorando a situação e cobrando garantias, enquanto a justificativa do Santander segue ancorada na digitalização, sem detalhar como ficaria a cobertura em áreas afastadas.

Até que haja um acordo ou uma definição oficial sobre as agências, o caso fica preso entre dois tempos: o tempo do planejamento empresarial e o tempo de quem precisa do atendimento presencial amanhã.

É nesse intervalo que boatos viram certeza e a confiança vira variável especialmente quando o assunto é salário, aposentadoria e acesso ao dinheiro.

O possível fechamento de mais de 30 agências do Santander na Argentina, levado ao Ministério do Trabalho pelo sindicato, reúne duas ansiedades ao mesmo tempo: demissões desde 2025 e uma sensação de abandono físico em cidades onde o digital não cobre tudo.

A próxima etapa, com negociação formal, deve indicar se haverá proteção real para trabalhadores e clientes.

Se você usa o Santander na Argentina, o que pesa mais na sua vida hoje: o aplicativo resolve quase tudo ou a agência ainda é indispensável? Você já precisou viajar dezenas ou centenas de quilômetros para resolver algo simples? E quando agências fecham, quem deveria ser ouvido primeiro, clientes, funcionários ou a sede do banco?

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Alex
Alex
19/02/2026 10:38

Mais uma empresa que está fugindo do caos econômico do Milei. Entre as empresas que DESISTIRAM da Argentina do Milei ou estão reduzindo sua participação estão:

Saíram ou reduziram operações (2024-2025):

Varejo/Consumo/Serviços:
Carrefour (redução/reestruturação),
Walmart (saída),
Zara (saída).
OLX Autos

Alimentação:
Burger King (venda de operações),
Starbucks (redução).

Finaceiro:
HSBC (saída),
Banco Itaú (vendido).

Automotivo/Peças:
Mercedes-Benz (encerramento de fábrica própria),
Axalta
PPG.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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