A discussão sobre o futuro do Santander na Argentina saiu das conversas internas e chegou ao Ministério do Trabalho, após o sindicato citar mais de 30 agências na lista, falar em até 500 afetados e apontar Comodoro Rivadavia e Las Heras como símbolos da tensão com demissões contínuas desde 2025.
A possibilidade de o Santander fechar mais de 30 agências na Argentina colocou funcionários e clientes em alerta e levou o sindicato a formalizar o caso no Ministério do Trabalho, segundo relato do delegado Gonzalo Martínez ao jornal Crónica. A estimativa apresentada pelos representantes inclui impacto potencial sobre até 500 colaboradores, além de terceirizados.
No centro do impasse está a leitura de que a digitalização não substitui, na prática, o atendimento presencial em parte do país. A preocupação não é só com emprego, mas com acesso básico a serviços bancários em regiões onde o aplicativo não resolve tudo e a agência mais próxima pode ficar a mais de 200 km.
O que está na mesa quando se fala em fechar agências

O debate sobre agências do Santander na Argentina ganhou contornos concretos quando o sindicato afirmou que há um plano para encerrar mais de 30 unidades em diferentes cidades.
-
Imposto de Renda 2026: 9,58 milhões de contribuintes entram no maior lote de restituição já registrado pela Receita Federal, mas um detalhe sobre quem recebe primeiro está despertando atenção em todo o país
-
Itaú muda o jogo do trabalho híbrido, exige mais dias no escritório a partir de 2028 e deixa funcionários de olho no calendário, no trânsito e na nova rotina presencial
-
Com a escassez de mão obra, Japão planeja investir R$ 173 milhões para atrair trabalhadores estrangeiros em setores da Construção Civil, Saúde, Indústria e Comércio
-
Cidade dá salto impressionante, sai da 354ª posição e vira a 4ª mais rica do país, superando grandes capitais com PIB de R$ 134,1 bilhões
As conversas, segundo a representação, já começaram, mas sem uma fotografia final de quais pontos serão mantidos ou substituídos por atendimento remoto.
Esse cenário é lido como continuidade de um processo que, sempre segundo o sindicato, vem desde 2025 com demissões.
Quando uma rede física encolhe, a rotina de quem depende do balcão muda antes da estatística mostrar qualquer efeito e cidades como Comodoro Rivadavia e Las Heras aparecem como exemplos citados na denúncia.
Ministério do Trabalho vira palco de negociação e cobrança
Ao levar o caso ao Ministério do Trabalho, o sindicato tenta transformar uma sequência de decisões internas em negociação formal, com registro, prazos e exigência de respostas.
A ida ao Ministério do Trabalho indica que, para os representantes, a discussão deixou de ser apenas corporativa e passou a ser de interesse público.
Na prática, o que o sindicato diz buscar é previsibilidade para trabalhadores e para as próprias comunidades atendidas pelas agências.
Sem informação clara sobre realocação, indenização ou aposentadoria antecipada, o fechamento vira uma incógnita que se espalha pela cidade e, até aqui, esses pontos aparecem como indefinidos nas localidades mencionadas.
Demissões desde 2025 e a denúncia de pressão na saída
O sindicato sustenta que as demissões ligadas ao Santander na Argentina não ocorrem apenas por cortes pontuais, mas de forma contínua desde 2025.
Parte do argumento é que o fechamento de agências funciona como gatilho para desligamentos e para a redução de equipes de apoio.
Outro ponto sensível é a acusação de pressão na hora do desligamento, com trabalhadores sendo informados de que haveria apenas uma alternativa de saída.
Essa é a parte que costuma decidir o tom de uma crise trabalhista porque envolve voluntariedade, medo e assimetria de poder.
A base disponível não traz, até o momento, posicionamento público do Santander sobre essas acusações específicas.
Digitalização, aplicativo e o limite do atendimento remoto
O Santander atribui parte das mudanças à digitalização e à migração de clientes para plataformas online, argumento comum no setor bancário.
A lógica é direta: menos gente no balcão, menos necessidade de manter agências com custo fixo alto em toda a malha urbana.
O sindicato contesta a premissa com um ponto que pesa fora dos grandes centros: aposentados e moradores de regiões com acesso limitado à internet.
Quando o atendimento digital vira regra sem alternativa acessível, quem fica para trás não é exceção, é parcela do público e a queixa ganha forma quando operações básicas passam a exigir deslocamentos longos, em casos descritos com mais de 200 km até a unidade mais próxima.
Comodoro Rivadavia, Las Heras e o efeito dominó nas cidades
Ao citar Comodoro Rivadavia e Las Heras, o sindicato coloca nomes e geografia no que poderia parecer apenas reestruturação administrativa.
Em cidades com rede de serviços mais espalhada, o encerramento de agências altera fluxo de pessoas, tempo de deslocamento e até a logística de tarefas como sacar, assinar documentos ou resolver pendências que o aplicativo não absorve.
Além dos empregados diretos, a estimativa de até 500 afetados inclui prestadores de serviços terceirizados, o que amplia o impacto para além da folha do Santander.
O fechamento de agências costuma cortar também a economia de apoio, do transporte ao serviço de manutenção e é por isso que a discussão tende a transbordar do banco para o comércio local.
O que pode acontecer até a próxima decisão
A tensão se concentra na falta de um desenho público do que vem a seguir.
O sindicato afirma que seguirá monitorando a situação e cobrando garantias, enquanto a justificativa do Santander segue ancorada na digitalização, sem detalhar como ficaria a cobertura em áreas afastadas.
Até que haja um acordo ou uma definição oficial sobre as agências, o caso fica preso entre dois tempos: o tempo do planejamento empresarial e o tempo de quem precisa do atendimento presencial amanhã.
É nesse intervalo que boatos viram certeza e a confiança vira variável especialmente quando o assunto é salário, aposentadoria e acesso ao dinheiro.
O possível fechamento de mais de 30 agências do Santander na Argentina, levado ao Ministério do Trabalho pelo sindicato, reúne duas ansiedades ao mesmo tempo: demissões desde 2025 e uma sensação de abandono físico em cidades onde o digital não cobre tudo.
A próxima etapa, com negociação formal, deve indicar se haverá proteção real para trabalhadores e clientes.
Se você usa o Santander na Argentina, o que pesa mais na sua vida hoje: o aplicativo resolve quase tudo ou a agência ainda é indispensável? Você já precisou viajar dezenas ou centenas de quilômetros para resolver algo simples? E quando agências fecham, quem deveria ser ouvido primeiro, clientes, funcionários ou a sede do banco?

Mais uma empresa que está fugindo do caos econômico do Milei. Entre as empresas que DESISTIRAM da Argentina do Milei ou estão reduzindo sua participação estão:
Saíram ou reduziram operações (2024-2025):
Varejo/Consumo/Serviços:
Carrefour (redução/reestruturação),
Walmart (saída),
Zara (saída).
OLX Autos
Alimentação:
Burger King (venda de operações),
Starbucks (redução).
Finaceiro:
HSBC (saída),
Banco Itaú (vendido).
Automotivo/Peças:
Mercedes-Benz (encerramento de fábrica própria),
Axalta
PPG.