Início Samsung, um dos maiores fabricantes de navios do mundo, ressarce a Petrobras em 797 milhões de reais por subornos referentes à Operação Lava Jato

Samsung, um dos maiores fabricantes de navios do mundo, ressarce a Petrobras em 797 milhões de reais por subornos referentes à Operação Lava Jato

1 de março de 2021 às 12:34
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Estaleiro Samsung

Estaleiro Samsung confessou à justiça ter pago cerca de US$ 20 milhões (R$ 83 milhões à época) em subornos a um intermediário brasileiro

A Petrobras informou na manhã deste dia (01/03) que recebeu, na última semana, aproximadamente R$ 360 milhões (US$ 65 milhões) em decorrência de acordo de leniência celebrado pelo estaleiro Samsung Heavy Industries, um dos maiores fabricantes de navios do mundo.

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De acordo com a petroleira brasileira, esses recursos são referentes à primeira parcela do acordo com a Samsung, de um total de R$ 705,9 milhões que serão destinados ao ressarcimento da Petrobras.

Esses ressarcimentos decorrem da condição de vítima da Petrobras nos crimes investigados no âmbito da Operação Lava Jato.

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O estaleiro Samsung, um dos maiores fabricantes de navios do mundo, confessou à justiça americana ter pago, entre 2007 e 2013, cerca de US$ 20 milhões (R$ 83 milhões à época) em comissões a um intermediário brasileiro. A companhia afirmou saber que parte desse dinheiro era suborno a funcionários da Petrobras para garantir vantagens em negócios com a empresa.

Petrobras recupera R$ 5,3 bilhões em ressarcimento de valores referentes à Operação Lava Jato, destes R$ 797 milhões são do estaleiro Samsung

“Com esses valores, a Petrobras ultrapassa a expressiva marca de R$ 5,3 bilhões em recursos recuperados por meio de acordos de colaboração, leniência e repatriações. Somente no ano passado, por exemplo, a companhia recebeu R$ 797 milhões em ressarcimento de valores referentes à Operação Lava Jato”, disse a estatal no comunicado.

A companhia seguirá adotando as medidas cabíveis em busca do adequado ressarcimento dos prejuízos decorrentes que lhe foram causados.

Sobre a Operação

A Petrobras atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 21 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 76 ações penais relacionadas a atos ilícitos investigados pela Operação Lava Jato.

Lançada em 2014, a operação Lava Jato trouxe a público um enorme esquema de corrupção de empresas públicas, como a Petrobras, implicando dezenas de altos responsáveis políticos e económicos, e levando à prisão de muitos deles, como o antigo Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente em liberdade condicional.

Contudo, o principal núcleo (Lava Jato no Paraná) deixou de existir no início do mês, passando a integrar um outro grupo de combate ao crime (Gaeco).

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