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Samsung está desenvolvendo usina nuclear flutuante com capacidade de até 800 MW

10 de abril de 2022 às 09:25
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Navio da Seaborg – imagem: Divulgação

A Samsung Heavy Industries fechou uma nova parceria com a Seaborg para o desenvolvimento de uma usina nuclear flutuante capaz de gerar 800 MW de potência. A estimativa é que a construção do projeto se inicie ainda neste ano

A Samsung está demonstrando que a sua preocupação não está ligada apenas aos eletrônicos, mas também a outros projetos importantes. Como exemplo disso, a divisão Samsung Heavy Industries anunciou, nesta sexta-feira (8), que planeja desenvolver a primeira usina nuclear flutuante da costa da Coreia. A expectativa é que a empresa dinamarquesa Seaborg também esteja envolvida no projeto. Até então, a Samsung apenas assinou memorando de intenções com a Seaborg, uma empresa responsável pelo desenvolvimento de reatores compactos de sal fundido (CSMRs), para a construção da usina nuclear flutuante utilizando a tecnologia da empresa.

Usina nuclear da Samsung promete ter potência de 800 MW

Os reatores compactos podem gerar energia com bastante eficiência, sem emitir gases poluentes na atmosfera. Estes reatores são bem mais compactos que os reatores de usinas nucleares convencionais, e podem ser utilizados em todos os tipos de projetos que demandam uma quantidade de energia relativamente menor em comparação à escala das usinas nucleares comuns.

Ao mesmo tempo que é compacto, esse tipo de reator também é muito estável. A Samsung Heavy Industries planeja construir, ao lado da Seaborg, uma usina flutuante com capacidade para gerar até 800 MW de potência ainda este ano. Sabe-se que a energia de usinas desse tipo são consideradas pela Samsung como a fonte de energia ideal para a produção de amônia e hidrogênio verde.

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De acordo com a Seaborg, a expectativa é que a venda de energia de usinas nucleares offshore seja impulsionada através de uma colaboração tecnológica com a Samsung Heavy Industries, uma empresa global de construção naval.

Já a Samsung afirma que, em um futuro próximo, a empresa planeja apostar na construção de produtos inovadores com base em tecnologias livres de carbono, indo das energias renováveis à energia nuclear. Vale destacar que, no início deste ano, Moon Jae-in, presidente da Coreia, anunciou que as usinas nucleares continuarão sendo as principais fontes de eletricidade do país nas próximas três décadas.

Como funciona um reator de uma usina flutuante?

Desenvolver uma usina nuclear flutuante é algo complexo, tendo em vista que exige muito mais trabalho e mais mecanismos de segurança do que uma usina comum onshore.

Atualmente, existem diversos equipamentos no Ártico com reatores nucleares, como submarinos e quebra-gelos. Entretanto, a missão é fazer com que o reator se torne o ponto principal do navio. Além disso, é essencial proteger o reator da usina flutuante de temperaturas extremas ou de tsunamis que possam atingir a embarcação, pois um acidente envolvendo uma usina como essa traria consequências inimagináveis ao meio ambiente.

Outro grande desafio a ser encarado é a questão dos dejetos radioativos, sendo encontrado como forma de líquido radioativo. O reator da usina flutuante pode liberar na atmosfera um material radioativo.

Em 2018, a Rússia lançou uma usina nuclear flutuante, a Akademik Lomonosov, que conta com um reator de água pressurizada, gerando água aquecida de alta pressão, transferindo energia térmica para o sistema de baixa pressão.

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