Plano estadual inédito lançado em São Paulo reúne 45 metas para reduzir resíduos sólidos em ambientes costeiros e marinhos, prioriza ações contra plásticos de uso único e prevê monitoramento, logística reversa, coleta seletiva, ecobarreiras e Zonas Livres de Plástico nos próximos 10 anos.
O lixo no mar será enfrentado em São Paulo por um plano estadual inédito, lançado nesta quarta-feira (10), com 45 metas para prevenir, reduzir e mitigar resíduos sólidos em áreas costeiras e marinhas nos próximos 10 anos.
Plano reúne ações contra lixo no mar
A estratégia orienta a atuação estadual em gestão de resíduos, educação ambiental, monitoramento, inovação, economia circular e governança pública, após ser apresentada nas celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente.
Coordenado pela Diretoria de Resíduos Sólidos da Semil, o documento foi elaborado para enfrentar a poluição por resíduos.
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Dados mostram presença de plástico
Levantamentos usados no plano indicam resíduos sólidos em 100% das praias analisadas no litoral brasileiro. Entre os materiais encontrados, 91% eram plásticos, e cerca de 60% correspondiam a plásticos de uso único.
Informações do Programa Mar Sem Lixo, da Fundação Florestal, apontam média de 599 itens por quilômetro quadrado no fundo do mar das Áreas de Proteção Ambiental Marinhas paulistas.
Nessas áreas, 93,8% dos resíduos eram plásticos, dado que reforça o foco em prevenção, monitoramento e redução da poluição costeira e marinha.

Primeiras metas terão prioridade
Das 45 metas previstas, 13 serão priorizadas no primeiro ciclo. As medidas incluem redução gradual da produção e comercialização de plásticos de uso único e ampliação da logística reversa.
O plano também prevê expansão da coleta seletiva nos municípios costeiros, fortalecimento de ecobarreiras em rios e criação de Zonas Livres de Plástico.
Outra frente envolve monitoramento de microplásticos e pellets em praias e áreas estuarinas, além do mapeamento de pontos de escape e acúmulo de resíduos.
A execução será acompanhada por governança permanente coordenada pela Semil, responsável por monitorar metas, articular setores e atualizar ações.
Consulta pública recebeu contribuições
Entre abril e maio, a proposta recebeu 173 contribuições em consulta pública, com participação do setor público, iniciativa privada, instituições de pesquisa, sociedade civil e cidadãos.
Os temas abordados incluíram prevenção da geração de resíduos, economia circular, logística reversa, responsabilidade compartilhada, educação ambiental, monitoramento, inovação e gestão municipal.
A Semil também realizou audiência pública em Santos, com 94 participantes e transmissão online, reunindo gestores públicos, pesquisadores, sociedade civil, setor produtivo e comunidade local.
Deixe nos comentários sua visão sobre o lixo no mar, as metas anunciadas e as ações mais urgentes para praias, rios e áreas estuarinas. Também vale apontar como moradores, empresas, governos e pesquisadores podem colaborar para reduzir resíduos no litoral paulista.
Com informações de agenciasp.

Mostrar o plano nas escolas do litoral
Ótima notícia, mas o que preocupa é a falta de consciência das pessoas. É necessária uma educação ambiental nas escolas, para que o movimento deslanche. Sou moradora do litoral e me incomoda demais a sujeira deixada as praias. Eu, de minha parte, sempre retiro da praia todo plástico que encontro.
Que atitude maguinifico, espero surto efeito principalmente no bolso dos porcalhães,que onde vai jogar lixo, não respeitam a natureza.