Levantamento do IBGE mostra as diferenças salariais entre estados, atividades econômicas, níveis de formação e gênero no mercado de trabalho brasileiro.
O Distrito Federal lidera o ranking de salário médio no Brasil, segundo as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, com dados referentes a 2024, apresenta um panorama das remunerações médias pagas pelas organizações formais do país.
Além disso, os números revelam diferenças importantes entre estados brasileiros, setores econômicos, escolaridade e gênero, mostrando como a renda média varia dentro do mercado de trabalho nacional.
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Distrito Federal tem o maior salário médio do Brasil, aponta levantamento do IBGE
De acordo com o IBGE, o Distrito Federal registrou salário médio de R$ 6.845,13, ocupando a primeira posição entre as unidades federativas com maiores remunerações.
Enquanto isso, a média salarial nacional ficou em R$ 3.932,45. Portanto, o DF apresentou uma diferença aproximada de R$ 2,9 mil acima da média brasileira.
Além disso, o Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com salário médio de R$ 4.501,35.
Logo depois, São Paulo ocupa a terceira posição, registrando média salarial de R$ 4.423,04.
Dessa forma, os dados indicam uma forte variação regional nos valores recebidos pelos trabalhadores brasileiros.
Setores que mais empregam no Brasil não são necessariamente os que pagam os maiores salários
Além da análise por estado, o estudo do IBGE avaliou 20 atividades econômicas diferentes.
Nesse sentido, os dados mostram que os segmentos responsáveis pela maior concentração de empregos nem sempre oferecem as melhores remunerações médias.
Em 2024, os 10 setores que mais empregavam no país reuniam mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados, representando mais de 90% do total nacional.
Entretanto, seis dessas áreas pagavam abaixo da média salarial brasileira, que era de R$ 3.932,45.
Entre os principais exemplos está o setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas.
A atividade concentrava quase 10 milhões de trabalhadores, equivalente a 18,2% dos empregados assalariados.
Porém, a remuneração média registrada foi de R$ 2.797,83 por mês.
Além disso, o setor de atividades administrativas e serviços complementares reunia mais de 5,7 milhões de trabalhadores.
Mesmo assim, apresentava salário médio mensal de R$ 2.392,97.
Enquanto isso, o segmento de alojamento e alimentação registrou uma das menores médias salariais, com R$ 2.080,17.
Setores menores concentram as maiores remunerações médias do país
Por outro lado, atividades com menor número de trabalhadores apresentaram os maiores salários médios.
O destaque ficou com o segmento de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que registrou média salarial de R$ 9.678,61.
Entretanto, a área representa apenas cerca de 0,1% dos trabalhadores assalariados brasileiros.
Além disso, o setor de eletricidade e gás apresentou remuneração média de R$ 8.539,07, apesar de concentrar aproximadamente 0,25% dos empregados formais.
Da mesma forma, as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados ficaram entre as áreas mais bem remuneradas.
O segmento registrou média salarial de R$ 8.430,55 e reunia cerca de 1,3 milhão de trabalhadores.
Brasil registra crescimento no número de empresas formais em 2024
O levantamento do IBGE também apontou avanço na quantidade de empresas e organizações formais ativas no país.
Segundo os dados divulgados, o Brasil possuía aproximadamente 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais em funcionamento em 2024.
O número representa um crescimento de 5,8% em comparação com 2023.
Além disso, essas organizações empregavam cerca de 68 milhões de pessoas, sendo 54 milhões de trabalhadores assalariados.
Do total de empresas brasileiras, 93% eram pequenos negócios, com até nove funcionários.
Assim, as empresas de pequeno porte tiveram participação relevante no crescimento registrado no período.
Ensino superior amplia diferença salarial entre trabalhadores brasileiros
Outro ponto destacado pelo relatório foi a relação entre formação acadêmica e remuneração média.
Segundo o IBGE, trabalhadores com ensino superior recebiam, em média, R$ 7.776,59.
Enquanto isso, profissionais com formação até o ensino médio tinham rendimento médio de R$ 2.742,41.
Portanto, a diferença salarial entre os grupos ficou próxima de R$ 5 mil por mês.
Além disso, pessoas com graduação representavam apenas 23,6% dos trabalhadores assalariados, mas recebiam valores médios significativamente maiores.
Diferença salarial entre homens e mulheres chega a 16,6% em 2024
Por fim, o estudo também avaliou a diferença de remuneração entre homens e mulheres.
Em 2024, os homens receberam salário médio de R$ 4.206.
Enquanto isso, as mulheres registraram média salarial de R$ 3.608,04.
Assim, a diferença calculada pelo levantamento chegou a 16,6% a favor dos homens.
Além disso, os homens representavam a maior parcela dos trabalhadores assalariados, com 29,3 milhões de pessoas.
O relatório das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) foi divulgado pelo IBGE e reúne dados econômicos e trabalhistas de empresas e organizações formais brasileiras.
