1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / Ruas arrumadas, casas vazias e vegetação engolindo tudo: a cidade fantasma que já foi viva, mas 15 anos depois ainda tenta renascer
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Ruas arrumadas, casas vazias e vegetação engolindo tudo: a cidade fantasma que já foi viva, mas 15 anos depois ainda tenta renascer

Publicado em 24/03/2026 às 11:00
Assista o vídeoFukushima, Cidade, Cidade fantasma
Imagem: Ilustração
  • Reação
  • Reação
  • Reação
4 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Quinze anos após a sequência de terremoto, tsunami e acidente nuclear de 2011, Fukushima ainda exibe ruas restauradas, áreas reabertas e um vazio humano que mantém a cidade japonesa entre os exemplos mais marcantes de cidade fantasma no mundo

Fukushima completa 15 anos como cidade fantasma no Japão após o terremoto de magnitude 9,0, o tsunami e o desastre nuclear de março de 2011, que forçaram evacuação em massa, impediram o retorno da população e deixaram a região em reconstrução.

Fukushima 15 anos depois

Quando se fala em cidade fantasma, muitos pensam em Pripyat, na Ucrânia. Há casos como Centrália, nos Estados Unidos, e Herculano, na Itália.

Fukushima chama atenção pelo desastre que levou ao abandono. O município completou 15 anos desde o início desse esvaziamento na semana passada.

Hoje, Fukushima passa por restaurações e tem áreas abertas para visitação e moradia. Mesmo assim, visitantes descrevem sensação de estranheza ao encontrar ruas preservadas, mas com presença limitada.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Aparência normal, cidade vazia

Com asfalto, faixas repintadas e postes funcionando, Fukushima parece cidade comum. O contraste aparece na falta de moradores, após anos de evacuação e restrições.

Antes marcada por indústria, turismo e comércio, a região hoje exibe ruas vazias. Quem passa por lá encontra fauna, visitantes e funcionários ligados à recuperação.

Um visitante relatou que o lugar parece retomado pela natureza, como cenário pós apocalíptico. Árvores envolvem casas, o mato avança sobre áreas urbanas e carros vazios acumulam poeira entre vegetação sem controle.

A sequência de catástrofes

Fukushima dominou os noticiários em 11 de março de 2011, quando foi atingida por uma sequência de catástrofes. Por volta das 14h46, no horário local, um terremoto de magnitude 9,0 atingiu a região.

Os tremores foram seguidos por uma tsunami que chegou à costa às 15h42, com ondas de até 15 metros. Os dois desastres atingiram a usina Daiichi e provocaram o desligamento de três reatores.

Geradores e painéis elétricos foram destruídos, causando falta total de energia elétrica. Mesmo assim, moradores continuaram na região até o anoitecer, buscando familiares desaparecidos e aguardando o fim do blackout.

Autoridades que fiscalizavam a usina perceberam que o combustível nuclear começou a superaquecer, sem energia para o resfriamento. O governo japonês declarou emergência e ordenou evacuação em um raio de 2 a 3 km.

Explosões e retirada

No dia 12 de março, uma explosão de hidrogênio no reator 1 destruiu o teto do edifício e ampliou para 20 km o raio de evacuação. Em 14 de março, nova explosão no reator 3 feriu 11 trabalhadores.

No dia 15, explosões atingiram os reatores 2 e 4, enquanto os núcleos dos reatores 1, 2 e 3 começaram a derreter. Isso elevou drásticamente os níveis de radiação e impediu o retorno da população.

Segundo dados oficiais do governo japonês, aproximadamente 22.230 pessoas foram contabilizadas como mortas ou desaparecidas após a combinação entre terremoto e tsunami.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Reabertura parcial

Áreas mais afastadas da usina, como Tamura e Naraha, foram reabertas em 2014 e 2015. Outras regiões críticas, como Okuma e Futaba, também foram liberadas pelas autoridades japonesas.

Embora grande parte da região já esteja livre para a população, há apenas 200 moradores registrados. Muitos japoneses ainda hoje seguem receosos com Fukushima ou preferem novas vidas longe dali.

Com informações de Crusoe.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x