Quebra-mares instalados pela Van Oord em Constanța somam 9 quilômetros e fazem parte de obra costeira na Romênia, onde 4 milhões de m³ de areia foram depositados para reduzir erosão, proteger balneários como Olimp, Jupiter-Neptun e Balta-Mangalia e fortalecer praias contra tempestades, correntes, marés e ressacas no Mar Negro local.
O litoral da Romênia ganhou uma nova camada de proteção em 16 de janeiro de 2025, com o avanço do projeto Praias de Constança, Fase III. A obra inclui quebra-mares ao longo de 9 quilômetros, instalados pela Van Oord para proteger trechos turísticos contra erosão, ressacas e inundações.
Segundo informações da dredgingtoday, depois da instalação das estruturas, a draga de sucção Vox Amalia depositou 4 milhões de metros cúbicos de areia no Mar Negro. A intervenção foi encomendada pela Administratia Bazinala de Apa Dobrogea-Litoral, com objetivo de proteger o litoral de Constanța e, ao mesmo tempo, fortalecer o turismo na região.
Quebra-mares formam nova defesa costeira no Mar Negro
Os quebra-mares foram instalados para reduzir a força das ondas antes que elas atinjam a faixa de areia. Segundo a Van Oord, essas estruturas devem proteger o litoral contra marés, correntes, ondas e ressacas.
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A obra faz parte de uma estratégia de reforço costeiro em áreas vulneráveis da Romênia. Em vez de apenas repor areia na praia, o projeto combina estruturas marítimas e alimentação artificial da faixa costeira, criando uma barreira mais robusta contra a erosão.
Os trabalhos nos balneários de Olimp, Jupiter-Neptun e Balta-Mangalia, correspondentes aos lotes 7, 8 e 9, foram concluídos. Esses pontos fazem parte da Fase III do projeto Praias de Constança.
A intervenção é relevante porque o litoral turístico do Mar Negro depende diretamente da preservação das praias. Quando a erosão avança, não afeta apenas a paisagem: compromete hotéis, circulação de visitantes, atividades comerciais e a segurança das áreas próximas ao mar.
Quatro milhões de m³ de areia reforçam as praias
Após a instalação dos quebra-mares, a Van Oord utilizou a draga de sucção Vox Amalia para depositar 4 milhões de metros cúbicos de areia no trecho costeiro. Esse volume ajuda a recompor e ampliar a faixa de praia.
A areia funciona como uma camada de absorção. Quando as ondas chegam à costa, parte da energia é dissipada antes de atingir estruturas urbanas, áreas turísticas ou trechos mais frágeis do litoral.
O depósito de areia não é apenas uma ação estética para deixar a praia maior. Ele faz parte da engenharia de proteção costeira, porque aumenta a distância entre o avanço do mar e as áreas ocupadas.
Esse tipo de intervenção costuma ser usado em regiões onde a erosão reduz a faixa de praia ao longo do tempo. No caso da Romênia, a obra busca criar um litoral mais resiliente diante de tempestades e ressacas no Mar Negro.
Projeto tenta proteger turismo e infraestrutura em Constanța

O projeto foi encomendado pela Administratia Bazinala de Apa Dobrogea-Litoral, conhecida pela sigla ABA-DL. A meta é proteger o litoral de Constanța da erosão e das inundações, além de apoiar o turismo.
Essa combinação explica o peso da obra. Praias turísticas dependem de uma faixa costeira estável para receber visitantes, manter serviços ativos e preservar investimentos locais.
Com os quebra-mares e a recomposição de areia, a ideia é reduzir o impacto de ondas de tempestade nos balneários. Olimp, Jupiter-Neptun e Balta-Mangalia estão entre os trechos beneficiados nesta etapa.
A proteção costeira, nesse caso, também é proteção econômica. Quando uma praia perde areia, o efeito pode atingir hospedagem, comércio, lazer, infraestrutura pública e o próprio valor turístico da região.
Van Oord amplia atuação em obras costeiras na Romênia
A Van Oord informou que o projeto amplia seu portfólio de proteção costeira na Romênia. A empresa também cita obras em andamento nos balneários de Costinesti, Mangalia-Saturn e 2 Mai.
Além disso, a companhia já havia atuado em um projeto anterior de reforço da linha costeira em Eforie. Isso mostra que a Fase III das Praias de Constança faz parte de uma agenda mais ampla de intervenções no litoral romeno.
Os quebra-mares de 9 quilômetros reforçam essa estratégia, porque criam proteção permanente contra parte da energia das ondas. Já a areia depositada ajuda a dar volume e estabilidade à praia.
A combinação entre estrutura rígida e areia é o ponto central da obra. Os quebra-mares seguram parte da força do mar, enquanto a areia amplia a defesa natural da faixa costeira.
Erosão costeira exige respostas cada vez maiores
A erosão costeira é um problema que afeta várias regiões turísticas do mundo. No Mar Negro, o avanço do mar, as correntes e as tempestades podem reduzir praias e aumentar riscos de inundação.
No caso romeno, a resposta envolve obras de grande escala. São 9 quilômetros de quebra-mares e 4 milhões de m³ de areia, números que mostram a dimensão da tentativa de proteger Constanța e seus balneários.
Esse tipo de projeto exige planejamento técnico, dragagem, transporte de sedimentos, instalação de estruturas marítimas e acompanhamento posterior. A praia não é um ambiente estático; ondas, marés e correntes continuam atuando depois da obra.
Por isso, a proteção costeira precisa ser vista como processo contínuo, não como solução isolada. A intervenção cria uma barreira mais forte, mas o litoral seguirá exigindo monitoramento.
Romênia transforma areia e concreto em barreira contra ressacas
A obra no litoral de Constanța mostra como países costeiros estão combinando engenharia marítima e recomposição de praias para enfrentar erosão. Na Romênia, os quebra-mares formam a primeira linha de defesa, enquanto a areia amplia a proteção da faixa costeira.
O projeto também reforça a importância econômica das praias. Proteger Olimp, Jupiter-Neptun e Balta-Mangalia significa preservar áreas ligadas ao turismo, ao lazer e à infraestrutura local.
A intervenção não impede que o Mar Negro siga moldando o litoral, mas tenta reduzir os danos causados por ondas, correntes, marés e ressacas. É uma tentativa de transformar a costa em uma barreira mais preparada para eventos extremos.
No fim, a Romênia aposta em 9 quilômetros de quebra-mares e 4 milhões de m³ de areia para defender praias turísticas e conter a erosão costeira.
Você acha que obras desse porte são o melhor caminho para proteger o litoral ou soluções naturais deveriam ganhar mais espaço? Comente sua opinião.

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