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Empresas australianas apresentam robô aranha capaz de construir moradias de até 200 metros quadrados em 24 horas sem cimento tradicional, com tecnologia que reduz etapas da obra e mira habitats espaciais

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 16/03/2026 às 18:53
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Robô com forma de aranha constrói casa de 200 m² em 24 horas sem usar cimento, imprime paredes com areia, vidro reciclado e tijolos triturados

A construção civil ganhou um novo experimento com potencial para acelerar obras e reduzir etapas. Batizado de Charlotte, o equipamento tem formato inspirado em uma aranha e foi projetado para levantar estruturas de forma rápida.

A proposta reúne impressão 3D, menor consumo de energia e um processo que dispensa o uso de cimento. Na prática, isso pode encurtar o tempo de obra e mudar a lógica de produção de moradias.

O projeto também nasceu com uma ambição maior. Além de atuar em canteiros na Terra, a tecnologia foi pensada para futuros habitats na Lua e em Marte.

Projeto foi criado por duas empresas australianas

Charlotte foi desenvolvido pelas empresas Crest Robotics e EarthBuilt Technology. A iniciativa surgiu como resposta aos desafios atuais da construção e à busca por sistemas mais eficientes.

O foco está em unir velocidade, menor dependência de insumos tradicionais e um método capaz de simplificar a execução das estruturas. Isso ajuda a reduzir etapas que normalmente exigem mais mão de obra e mais logística.

A cena mostra Charlotte operando ao lado de uma unidade de abastecimento de material, em uma demonstração do sistema que busca imprimir moradias em poucas horas com menor impacto ambiental.

Estruturas de até 200 m² em apenas 24 horas

A máquina foi projetada para fabricar estruturas sustentáveis de até 200 metros quadrados em apenas 24 horas. Esse ritmo coloca o equipamento em um patamar muito acima do modelo convencional de obra.

Os desenvolvedores afirmam que Charlotte trabalha na velocidade de 100 pedreiros. O dado reforça a proposta de transformar um processo longo em uma operação muito mais direta.

Mistura de areia, vidro reciclado e tijolos substitui o cimento

Um dos pontos mais importantes do projeto está no material usado na impressão. Em vez do cimento tradicional, Charlotte opera com uma mistura de areia, vidro reciclado e tijolos triturados.

Esse composto vira uma pasta compacta que é aplicada em camadas sobre o terreno. Assim, o robô forma paredes sólidas e resistentes, mantendo a proposta de reduzir impacto ambiental e simplificar o abastecimento da obra.

Apresentação em Sydney colocou o projeto no radar internacional

O sistema foi apresentado durante o Congresso Internacional de Astronáutica, realizado em Sydney. Foi nesse evento que os criadores destacaram o potencial da máquina para atuar em obras terrestres e, mais adiante, em ambientes fora do planeta.

Segundo ABC News, emissora de televisão e portal jornalístico dos Estados Unidos, Jan Golembiewski, cofundador da EarthBuilt, afirmou que a tecnologia reduz toda a cadeia de suprimentos a um único processo de alta velocidade e baixo impacto ambiental.

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Charlotte mira obras na Terra e futuros habitats espaciais

O alcance do projeto vai além da construção de casas. A ideia é transformar Charlotte em uma ferramenta útil para criar abrigos em locais onde montar uma cadeia tradicional de materiais seria muito mais difícil.

Nesse cenário, a combinação entre rapidez, menor uso de recursos e aplicação direta no solo coloca o robô como uma solução promissora tanto para cidades quanto para missões espaciais.

Charlotte ainda aparece como uma proposta em desenvolvimento, mas já mostra como a tecnologia pode encurtar prazos e trocar materiais tradicionais por alternativas mais eficientes. Para a construção civil, isso representa uma mudança prática no modo de erguer moradias.

Se a promessa se confirmar, o setor pode ganhar um modelo capaz de entregar estruturas em um dia, com menos etapas e outra lógica de operação. Isso altera a leitura sobre custo, tempo e escala dentro e fora da Terra.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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