Rio de Janeiro recebe seu primeiro projeto para a construção de eólicas offshore que ficará na Bacia de Campos


Rio de Janeiro recebe seu primeiro projeto para a construção de eólicas offshore e ficará na Bacia de Campos

Neoenergia inicia três novos projetos para a construção de eólicas offshore nos estados do RS, CE e Rio de Janeiro; juntos, somam 9 GW de capacidade instalada em 600 aerogeradores.

Neoenergia inicia no Rio de Janeiro, RS e CE os três maiores projetos em planejamento no país para a construção de eólicas offshore, que juntos, somam 9 GW de capacidade instalada em 600 aerogeradores. Iniciando a semana a pleno vapor, mais de 400 vagas de emprego anunciadas por multinacional, currículo na porta quarta-feira 08 de janeiro.

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Serão investidos parques de 750 MW em cada estado a partir de 50 aerogeradores, quatro plataformas com subestações, linhas de transmissão e uma subestação em terra.

Os empreendimentos são elaborados por meio da Força Eólica do Brasil (FEB), controlada pela Neoenergia, por meio de participação direta e, indireta, pela Elektro Renováveis, do mesmo grupo.

Além destes três novos projetos de instalação de eólicas offshore da Neoenergia, também já iniciaram o licenciamento ambiental no Ibama os projetos: piloto da Petrobras, em Ubarana (RN); o da BI Energia e o da Eólica Brasil (Asa Branca), no Ceará; e o Caju Offshore, da Rialma (MA)

A empresa contempla o Rio de Janeiro, que terá seu primeiro projeto de eólicas offshore no estado. O empreendimento se encontra na rota dos grandes campos maduros produtores da Bacia de Campos, ao Sul do Parque das Baleias, no litoral do Espírito Santo, onde estão localizados os parques Maravilha 1 a 4 pertencentes ao complexo Maravilha, posicionado entre São João da Barra e Campos dos Goytacazes, RJ.

O governador do estado, Wilson Witzel (PSC), tem defendido a desfederalização dos leilões de energia para que o estado possa fazer suas próprias outorgas para geração de energia eólica e solar.

O complexo está próximo dos campos de águas rasas vendidos recentemente pela Petrobras para a Perenco e possui uma densa infraestrutura para operações offshore de produção e movimentação de petróleo.

A energia chegará em terra a partir de cabos de transmissão que passarão pela costa de São João da Barra, a 10 km de Grussaí. De lá, seguem para a subestação em terra, conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).


Um dos outros empreendimentos será instalado serão os parques Jangada 1 a 4 no litoral do município de Amontada, no Ceará . O complexo fica próximo dos campos de Atum, Xaréu, Curimã e Espada, que a Petrobras está vendendo em águas rasas da Bacia do Ceará e dos projetos exploratórios operados por Total, ExxonMobil, Premier Oil e Chevron, contratados nas 11ª rodada da ANP (2013); e Wintershall, da 15ª rodadas (2018).

Ceará é o único com registro de recebimento de requerimento de outorga (DRO) emitido pela Aneele, além de ser um dos estados com maior potencial para instalação de eólicas offshore, possuindo capacidade 117 GW, capaz de gerar de 506 TWh a 520 TWh por ano.

O terceiro projeto eólico offshore anunciado pela Neoenergia será no Rio Grande do Sul, no complexo Águas Claras, projetado para o litoral dos municípios de Capão da Canoa e Xangri-lá, vizinhos de Osório, região pioneira que recebeu o primeiro parque eólico do país.

O Rio Grande do Sul é hoje o quarto maior em capacidade instalada eólica (em terra), com mais de 80 parques e 1,8 GW de potência.

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