Novo sistema busca aliviar trânsito e integrar modais de transporte até 2029
A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou, em 2 de outubro de 2025, um projeto de transporte público aquaviário para interligar lagoas de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.
A iniciativa, conduzida em parceria com o Consórcio Lagunar Marítimo, tem como meta atender até 85 mil passageiros diariamente. Além disso, busca reduzir o congestionamento em vias estratégicas, como a Avenida das Américas e a Avenida Ayrton Senna.
Integração tarifária e operação planejada
A Prefeitura vai integrar o novo modal aos sistemas de metrô, BRT e ônibus. Assim, o usuário poderá utilizar o Bilhete Único Carioca e o Jaé.
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A tarifa será mantida em R$ 4,70, o que garante acessibilidade. Essa decisão, segundo o prefeito Eduardo Paes (PSD), amplia alternativas de deslocamento para trabalhadores do comércio, serviços e shoppings da região.
A previsão é de que a primeira das oito linhas obrigatórias comece a operar em 2026. Já o sistema completo deve ser concluído em até quatro anos.
Estrutura do projeto e investimento inicial
A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) assinou o contrato de concessão em 17 de setembro de 2025. Ele terá validade de 25 anos.
O projeto prevê um investimento inicial de R$ 101 milhões na primeira fase. O consórcio terá 30 dias para apresentar o cronograma oficial das obras.
A expectativa é que a implantação tenha início no primeiro semestre de 2027. Além disso, a execução ocorrerá por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).
Linhas, terminais e píeres estratégicos
O sistema prevê 5 terminais principais: Linha Amarela, Gardênia Azul, Rio das Pedras, Muzema e Jardim Oceânico. Estão previstos ainda 6 píeres adicionais.
Os píeres adicionais ficarão em Salvador Allende, Parque Olímpico, Vila Militar, Arroio Pavuna, Barra Shopping e Bosque Marapendi. A prefeitura implantará oito linhas obrigatórias, com destaque para rotas expressas.
Entre elas, estão a rota entre Rio das Pedras e Jardim Oceânico e a circular da Lagoa de Jacarepaguá. Haverá também rotas ligando Muzema, Bosque Marapendi e Barra Shopping.
A frota será padronizada e terá barcos com capacidade para 42 a 120 passageiros. Todas as embarcações terão cabines fechadas contra chuva e vento.
Além disso, os barcos contarão com assentos estofados, sistemas de combate a incêndio, sinalização noturna e equipamentos de navegação regulamentados pela Capitania dos Portos.
Perspectivas para mobilidade urbana
Segundo Nelson Florentino, presidente da Lagunar Marítima, o projeto atenderá áreas de maior densidade populacional da Zona Sudoeste. Além disso, a proposta busca enfrentar desafios de mobilidade local.
A implantação deve incentivar o uso de transportes alternativos portanto reduzirá a pressão sobre os corredores viários. Assim, haverá impacto direto na qualidade de vida dos moradores.
Com prazo de conclusão até 2029, a proposta reforça a modernização da infraestrutura urbana. Dessa forma, o Rio se posiciona como exemplo de integração multimodal no Brasil.

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