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Número de baixas russas na guerra da Ucrânia já ultrapassa 1,2 milhão de soldados, supera todos os conflitos desde a Segunda Guerra Mundial e revela um custo humano sem precedentes para Moscou, segundo relatório internacional

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 31/01/2026 às 20:26
Edifícios residenciais destruídos no leste da Ucrânia após ofensivas militares da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Prédios destruídos no leste da Ucrânia ilustram o impacto humano e material da guerra iniciada em 2022. Créditos: Imagem ilustrativa criada por IA – uso editorial.
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Relatório internacional aponta que mortos, feridos e desaparecidos russos desde 2022 superam perdas de qualquer grande potência desde 1945, enquanto ganhos territoriais ficam muito abaixo das metas iniciais do Kremlin

Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia acumulou um número de baixas militares sem precedentes na história recente. Estimativas apontam que cerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou estão desaparecidos, um patamar que supera o de todos os conflitos travados por grandes potências desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. O dado expõe o elevado custo humano do conflito e coloca em xeque a narrativa de sucesso militar sustentada por Moscou.

A informação foi divulgada pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), conforme relatório publicado em 28 de janeiro de 2026, com base em análises de campo, dados de inteligência abertos e comparações históricas. Segundo o documento, mesmo após quase quatro anos de confrontos intensos, os resultados obtidos pela Rússia no território ucraniano estão muito aquém das expectativas iniciais do governo de Vladimir Putin.

Além disso, o estudo indica que as perdas ucranianas variam entre 500 mil e 600 mil soldados, considerando mortos, feridos e desaparecidos no mesmo período. Ainda assim, o volume absoluto de baixas russas chama atenção por sua magnitude e por não encontrar paralelo em guerras modernas envolvendo grandes exércitos estatais.

O maior número de baixas militares desde 1945

De acordo com o relatório, as forças russas já sofreram mais perdas humanas do que qualquer outra grande potência em qualquer guerra desde a Segunda Guerra Mundial. Para efeito de comparação histórica, o documento relembra que os Estados Unidos perderam 54.487 soldados na Guerra da Coreia (1950–1953) e 47.434 na Guerra do Vietnã (1955–1975). Em conflitos mais recentes, os números foram ainda menores: 149 mortes na Guerra do Golfo (1990–1991), 2.465 soldados mortos em duas operações no Afeganistão iniciadas em 2001 e 2015, e 4.432 baixas na guerra do Iraque, lançada em 2003.

Na comparação direta, as baixas combinadas de Rússia e Ucrânia já são cinco vezes maiores do que todas as perdas registradas em guerras russas e soviéticas desde 1945. O levantamento alerta que, mantido o ritmo atual, o número total de baixas dos dois lados pode chegar a 2 milhões até a primavera de 2026, reforçando o caráter prolongado e altamente desgastante do conflito.

Segundo os analistas, os dados contradizem a percepção de que a Rússia estaria próxima de uma vitória decisiva. Pelo contrário, o relatório aponta que o país enfrenta declínio progressivo de sua capacidade militar efetiva, mesmo mantendo alto nível de mobilização e produção bélica.

Avanço lento e ganhos territoriais abaixo do esperado

Outro ponto central do estudo é o ritmo lento de avanço das tropas russas no campo de batalha. Apesar de múltiplas ofensivas lançadas nos últimos dois anos, os ganhos territoriais permanecem limitados. O CSIS calcula que, desde a invasão de 2022, a Rússia tomou cerca de 75 mil quilômetros quadrados, o equivalente a aproximadamente 12% do território ucraniano.

Atualmente, segundo o relatório, as forças russas controlam cerca de 120 mil quilômetros quadrados, algo em torno de 20% da Ucrânia, área comparável ao tamanho do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ainda assim, o documento destaca que esse avanço fica muito aquém do objetivo estratégico inicial de conquistar militarmente todo o país ou forçar sua capitulação política.

A análise aponta que a principal dificuldade russa está na incapacidade de romper a chamada “defesa em profundidade” adotada por Kiev. Essa estratégia combina trincheiras extensas, obstáculos antitanque, campos de minas, drones de vigilância e ataque, além de artilharia de precisão, criando camadas sucessivas de resistência que impõem alto custo a qualquer ofensiva terrestre.

Como resultado, cada avanço territorial ocorre a um preço elevado em vidas humanas, equipamentos e tempo, o que transforma a guerra em um conflito de desgaste prolongado, sem sinais claros de desfecho no curto prazo.

Escalada aérea e impactos sobre civis

Enquanto o avanço terrestre enfrenta limitações, Moscou mantém uma ofensiva aérea constante. Em 28 de janeiro, um ataque com drones russos atingiu um trem civil no nordeste da Ucrânia, resultando na morte de pelo menos cinco pessoas, segundo informou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O episódio foi classificado por Kiev como “ato de terrorismo”.

Relatos da imprensa internacional descrevem cenas de extrema destruição, com destroços espalhados e dificuldades iniciais para identificar todas as vítimas. Esses ataques reforçam o impacto do conflito sobre a população civil e ampliam a pressão internacional por soluções diplomáticas, ainda que, até o momento, não haja sinais concretos de negociações capazes de encerrar a guerra.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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