A ideia de recarregar submarinos sem fio é da NUBURU, dos Estados Unidos, que vai desenvolver o laser azul para a plataforma DEEP LIGHT, da italiana SunCubes. O sistema pretende enviar energia a dezenas de metros, mas ainda depende de acordos, aprovações e validação técnica, sendo uma promessa em estágio inicial.
Recarregar submarinos no fundo do mar usando um feixe de laser azul, sem fio nem encaixe, é a promessa de um novo acordo entre a americana NUBURU e a italiana SunCubes. Segundo o material divulgado pelo interestingengineering no dia 12/06, a ideia é alimentar veículos subaquáticos autônomos, os chamados AUVs, a dezenas de metros de distância. Para isso, a NUBURU, por meio da subsidiária Lyocon Srl, vai desenvolver a tecnologia de laser azul que será integrada à plataforma DEEP LIGHT, da SunCubes.
De acordo com a reportagem, esse é o primeiro uso concreto de um acordo assinado há pouco entre as duas empresas. O objetivo é criar um sistema de transmissão de energia a laser debaixo d’água, capaz de fornecer energia sem fio para AUVs e outros equipamentos subaquáticos. O projeto, no entanto, ainda está sujeito a acordos definitivos, aprovações regulatórias e validação técnica.
Como o acordo pretende recarregar submarinos com laser azul

A proposta de recarregar submarinos parte de uma parceria entre a NUBURU, dos Estados Unidos, e a SunCubes, da Itália. Segundo o material, a NUBURU é desenvolvedora de tecnologias de laser azul e de soluções fotônicas voltadas à defesa, e anunciou o avanço na transmissão de energia subaquática por meio dessa colaboração. A ideia é fornecer energia sem fio para veículos subaquáticos autônomos e outros sistemas que operam no fundo do mar.
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Na prática, o trabalho da NUBURU será desenvolver o laser azul. De acordo com a reportagem, isso acontecerá por meio da subsidiária Lyocon Srl, com a tecnologia integrada à plataforma de energia sem fio subaquática DEEP LIGHT, da SunCubes. Esse é o primeiro resultado concreto do acordo assinado há pouco entre as duas companhias, embora o sistema ainda precise sair do papel.
A plataforma DEEP LIGHT e a luz azul e esverdeada
O coração do projeto é a plataforma DEEP LIGHT, pensada para transferir energia sem contato debaixo d’água. Segundo o material, ela é construída em torno de um transmissor e um receptor de laser de alta potência. Diferentemente dos métodos tradicionais de recarga dos submarinos, que exigem encaixe físico ou conexão por cabo, o sistema busca transmitir energia a várias dezenas de metros usando feixes de laser no espectro óptico azul e verde.
A escolha da cor do laser não é por acaso. De acordo com a reportagem, a luz azul e esverdeada sofre menos atenuação na água do que muitos outros comprimentos de onda, o que permite que energia e dados se propaguem com mais eficiência no ambiente subaquático. Ao usar a experiência da NUBURU em laser azul, a parceria pretende melhorar a eficiência, a confiabilidade e a escalabilidade dos sistemas de energia sem fio debaixo d’água.
O papel da Lyocon e o interesse da defesa
Dentro da parceria, a recarga dos submarinos depende muito da Lyocon. Segundo o material, a empresa, adquirida pela NUBURU no início de 2026, vai atuar no projeto e na integração da fonte de laser, trazendo experiência em fabricação de lasers, engenharia fotônica e integração de sistemas. Pelo acordo planejado, a expectativa é que a Lyocon projete e, possivelmente, forneça a camada de tecnologia de laser azul necessária à plataforma.
A iniciativa aparece em meio ao interesse crescente pela autonomia subaquática. De acordo com a reportagem, isso inclui a proteção de infraestrutura submarina, a segurança marítima e as aplicações de energia offshore. A NUBURU acredita que a parceria pode abrir acesso a um mercado de muitos bilhões, que envolve veículos autônomos, sensores submarinos, inspeção offshore e redes de comunicação subaquáticas, e vê a tecnologia como extensão de seu portfólio de defesa e segurança.
Reconhecimento na Itália e o que ainda falta
O projeto DEEP LIGHT já ganhou algum reconhecimento na Itália. Segundo o material, ele foi apresentado em atividades ligadas ao National Underwater Dimension Hub, com apoio da Marinha Italiana, e a SunCubes atraiu investimentos de entidades ligadas à CDP Venture Capital, o que reforça a relevância estratégica da iniciativa no contexto da inovação italiana.
Ainda assim, a recarga dos submarinos por laser está longe de ser realidade garantida. De acordo com a própria reportagem, a colaboração ainda depende de acordos definitivos, aprovações regulatórias e validação técnica. Se der certo, a tecnologia poderá permitir missões subaquáticas mais longas, menos restrições operacionais e novas capacidades nos setores de defesa, pesquisa e marítimo comercial, mas tudo isso depende de o acordo se concretizar e de o sistema funcionar.
A ideia de recarregar submarinos no fundo do mar com um feixe de laser azul mostra como a corrida pela autonomia subaquática vem ganhando força. O acordo entre a NUBURU e a SunCubes, com o laser desenvolvido pela Lyocon e integrado à plataforma DEEP LIGHT, promete levar energia sem fio a dezenas de metros de profundidade. Por enquanto, porém, é uma promessa em estágio inicial, que ainda depende de acordos, aprovações e de provar que funciona debaixo d’água.
E você, acredita que dá para recarregar submarinos e veículos subaquáticos sem fio, usando feixes de laser? Comente o que achou dessa tecnologia e troque ideias com outros leitores sobre o futuro da energia debaixo d’água, com respeito às diferentes visões.

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