Ranking internacional divulgado pela Henley & Partners mostra mudanças no cenário global dos melhores países para obter um segundo passaporte em 2026, com Malta mantendo liderança pelo 11º ano seguido e novos concorrentes do Caribe, Pacífico e Oriente Médio ganhando espaço na disputa por investidores internacionais.
A disputa entre os melhores países para obter um segundo passaporte está mudando de cenário global, segundo ranking divulgado pela Henley & Partners, que mostra concorrentes da Ásia, Caribe e Oriente Médio desafiando a hegemonia europeia nos programas de cidadania e residência.
O levantamento divulgado mostra que a liderança europeia em programas de residência e cidadania continua relevante, mas enfrenta crescente competição de outras regiões. Países do Oriente Médio, da Ásia-Pacífico, da América Latina e do Caribe ampliaram sua presença entre os melhores países para obter um segundo passaporte.
Segundo o relatório, o movimento reflete uma reorganização global do capital e da mobilidade internacional de pessoas. A análise aponta que programas de imigração voltados a investidores, empreendedores e famílias de alto patrimônio estão se tornando cada vez mais estratégicos.
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Ranking mostra novas disputas entre os melhores países para obter um segundo passaporte
No ranking global de cidadania por investimento, Malta manteve a liderança pelo 11º ano consecutivo entre os melhores países para obter um segundo passaporte.
O país alcançou pontuação de 77 em uma escala de 100 pontos no índice elaborado pela consultoria Henley & Partners.
A classificação considera critérios como reputação internacional, qualidade de vida, requisitos de investimento e níveis de transparência nos programas oferecidos.
Esses fatores são usados para avaliar a competitividade e a credibilidade das políticas de cidadania voltadas a investidores estrangeiros.
A Áustria aparece na segunda posição com 74 pontos, mantendo forte presença europeia no topo da lista. Na terceira colocação, Granada e São Cristóvão e Névis, dois países caribenhos, dividiram a posição com 67 pontos cada.
País insular do Pacífico entra no grupo de destaque
Entre as mudanças registradas no ranking, um dos avanços mais relevantes ocorreu com Nauru. O pequeno país insular localizado a nordeste da Austrália subiu para o quarto lugar, alcançando 66 pontos no índice.
A ascensão ocorreu após o lançamento, pouco mais de um ano atrás, do Programa de Cidadania para Resiliência Econômica e Climática.
A iniciativa busca direcionar investimentos estrangeiros para projetos voltados à adaptação climática e à resiliência econômica.
Antígua e Barbuda completaram o grupo dos cinco primeiros colocados no ranking global de cidadania por investimento. O país caribenho alcançou 65 pontos, consolidando a presença da região entre os destinos mais procurados.
Índice separado avalia programas de residência para investidores
Além da lista de cidadania, a Henley & Partners divulgou também o Índice Global de Programas de Residência. Esse ranking avalia países que oferecem autorização de residência a investidores estrangeiros por meio de programas específicos.
Nesse indicador, a Grécia aparece em primeiro lugar com 73 pontos, resultado associado à combinação entre acesso à União Europeia, estilo de vida considerado atrativo e limites de investimento competitivos. O país mantém destaque entre programas voltados à mobilidade internacional.
Na segunda posição ficaram Itália, Suíça e Emirados Árabes Unidos, todos com 72 pontos. O empate entre os três países demonstra a competitividade crescente entre diferentes modelos de atração de investidores.
Emirados Árabes Unidos registram a maior ascensão do ranking
Entre os destaques do ranking de residência, os Emirados Árabes Unidos registraram a evolução mais significativa do ano. O país passou da quinta posição para o grupo dos três primeiros colocados pela primeira vez no índice.
De acordo com a Henley & Partners, a mudança reflete a transformação do país em um centro global de riqueza. O avanço foi impulsionado por fatores como competitividade tributária, agilidade regulatória e políticas voltadas ao engajamento de investidores internacionais.
Portugal aparece na terceira posição do ranking com 71 pontos, mantendo relevância entre os programas europeus de residência. A Austrália ocupa o quarto lugar com 69 pontos no índice.
Canadá e Uruguai ampliam presença entre destinos de mobilidade global
Na quinta posição do ranking de programas de residência ficaram Canadá e Uruguai, ambos com 68 pontos. O resultado marca a entrada do Uruguai na lista e evidencia a crescente visibilidade do país nesse segmento.
Segundo o relatório, o desempenho uruguaio está ligado à reputação crescente em estabilidade política, segurança jurídica e facilidade de obtenção de residência. Esses fatores têm aumentado o interesse de investidores estrangeiros.
O estudo também destaca que os resultados de 2026 indicam uma mudança estrutural no cenário global de mobilidade internacional. Embora a Europa permaneça atrativa, sua predominância entre os melhores países para obter um segundo passaporte vem diminuindo gradualmente.
De acordo com a análise, países que adotam políticas voltadas a investidores globais estão ampliando sua relevância. Estratégias focadas em segurança jurídica, abertura regulatória e competitividade econômica têm se tornado fatores decisivos para atrair capital e talento internacional.
