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Europa, a lua gelada de Júpiter, intriga cientistas depois que radar aponta brilho fora do comum no gelo e levanta novas suspeitas sobre o que pode existir escondido nas camadas profundas desse mundo distante

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 19/06/2026 às 23:03
Atualizado em 19/06/2026 às 23:08
Radar revela brilho incomum no gelo de Europa e traz novas pistas sobre a estrutura interna da lua de Júpiter.
Radar revela brilho incomum no gelo de Europa e traz novas pistas sobre a estrutura interna da lua de Júpiter.
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Novas observações de radar feitas entre 2011 e 2024 apontam que Europa, uma das luas geladas de Júpiter, reflete sinais de forma incomum e pode guardar informações importantes sobre a transparência, a pureza e a estrutura de seu gelo subterrâneo.

Europa voltou ao centro da investigação sobre luas geladas de Júpiter após observações de radar revelarem sinais de gelo limpo, poroso e refletivo, com pistas sobre camadas internas invisíveis.

Radar preenche lacuna sobre Europa

Europa, Ganimedes e Calisto chamam atenção por gelo e pela suspeita de oceanos subterrâneos. Mesmo assim, suas propriedades de radar não eram medidas desde 1987 e 1991.

Tunhui Tina Xie, da Universidade da Califórnia, e Jean-Luc Margot observaram Europa entre 2011 e 2024.

As medições usaram o Radar de Goldstone e o Telescópio de Green Bank. Ondas de rádio podem penetrar gelo puro e carregar informações sobre estrutura interna.

Gelo limpo amplia o eco

Os dados mostram que o albedo de radar de Europa, medida de quanto ela brilha ao radar, é maior que o de planetas e asteroides típicos.

O sinal refletido é dominado pela mesma polarização circular do feixe transmitido. A característica indica dispersão múltipla em gelo limpo e poroso, reforçando o efeito de oposição de retroespalhamento coerente.

Nesse processo, ondas de rádio ricocheteiam dentro do gelo antes de voltar ao telescópio, ampliando o eco registrado.

Missões podem usar esses dados

A configuração biestática, com transmissão em Goldstone e recepção em Goldstone e Green Bank, permitiu testar mudanças conforme variava o ângulo.

O brilho permaneceu constante com aumento do ângulo. Isso indica que o pico brilhante é mais amplo que a faixa amostrada e limita a profundidade de difusão das ondas.

A restrição sobre a transparência do gelo deve ajudar na interpretação dos dados coletados por espaçonaves em missões como a Europa Clipper.

O que você acha dessas novas pistas sobre Europa e as luas geladas de Júpiter? Deixe sua opinião nos comentários, especialmente se acredita que observações de radar podem ser decisivas para entender melhor o gelo e o potencial científico dessas missões.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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