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Escondida em Shenzhen, uma empresa chinesa afirma despachar mais de 20 mil pedidos por dia e promete transformar qualquer iniciante de dropshipping numa marca de respeito por apenas 20 dólares

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 19/06/2026 às 23:06
Atualizado em 19/06/2026 às 23:11
Assista o vídeoPor dentro da empresa chinesa que promete tirar iniciantes do dropshipping genérico e transformá-los em marca de respeito no comércio eletrônico gastando apenas 20 dólares em Shenzhen
Por dentro da empresa chinesa que promete tirar iniciantes do dropshipping genérico e transformá-los em marca de respeito no comércio eletrônico gastando apenas 20 dólares em Shenzhen
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Em Shenzhen, na China, uma empresa de logística e branding para dropshipping afirma enviar mais de 20 mil pedidos por dia com mais de 200 funcionários. Em vídeo, ela promete entregar a iniciantes um kit completo de personalização de marca por uma taxa única de cerca de 20 dólares.

Uma empresa chinesa instalada em Shenzhen tem chamado atenção ao prometer encurtar o caminho de quem quer construir uma marca própria no comércio eletrônico. Segundo as informações apresentadas em vídeo, o negócio despacha mais de 20 mil pedidos por dia e conta com uma equipe de mais de 200 pessoas. A promessa central é ousada: transformar qualquer iniciante de dropshipping em uma marca de aparência profissional por uma taxa única de cerca de 20 dólares, incluindo embalagem personalizada, etiquetas e cartões de agradecimento.

A proposta foi mostrada em uma visita guiada às instalações da empresa. De acordo com o responsável pelo local, o grande diferencial seria oferecer personalização completa de marca mesmo para quem está começando do zero e com pouco dinheiro. A ideia, segundo ele, é combater o velho problema do dropshipping, em que produtos chegavam mal embalados e sem identidade. As informações são baseadas em um vídeo publicado no canal KINSONSWORLD, no YouTube. Vale registrar que os números e benefícios citados são alegações da própria empresa.

A promessa de virar marca por 20 dólares

O ponto que mais se destaca no vídeo é o custo de entrada apresentado como baixíssimo. Segundo o responsável pela empresa, por uma taxa única de cerca de 20 dólares, um iniciante conseguiria um conjunto completo de materiais personalizados, incluindo a caixa, as sacolas e as etiquetas de marca. A proposta é fazer um negócio pequeno parecer muito maior do que realmente é logo no começo.

Esse modelo seria pensado justamente para quem tem orçamento apertado. De acordo com a empresa, o valor permitiria que marcas iniciantes tivessem uma aparência profissional sem precisar dos milhares de dólares que muita gente imagina ser necessário para começar. É importante frisar que essa é a alegação comercial apresentada no vídeo, e que custos reais podem variar conforme volume, frete e outros fatores não detalhados na visita.

A experiência de unboxing como estratégia

Boa parte da visita é dedicada a mostrar como a empresa trabalha a chamada experiência de desembalagem, o momento em que o cliente abre o pacote. A aposta é que embalagens caprichadas, com logotipos visíveis e cartões de agradecimento, tornem a compra memorável e estimulem o cliente a comprar de novo. Tudo, segundo o responsável, pode ser feito sob medida em diferentes cores e tamanhos.

A estratégia inclui detalhes pensados para fidelizar o consumidor. Os cartões podem trazer um código QR para levar o cliente de volta ao site ou um código de desconto, recursos apresentados como formas de melhorar a retenção e gerar novas compras. Há ainda fita adesiva personalizada com logotipo, que segundo a empresa é numerada para que cada pedido seja rastreado e embalado pela pessoa certa, num sistema que envolveria mais de 2.000 marcas diferentes.

A etiqueta personalizada sem pedido mínimo

Um dos trechos mais técnicos do vídeo trata da personalização de etiquetas para vendedores de moda. A empresa afirma remover a etiqueta original de fábrica das peças e substituí-la por uma etiqueta da marca do próprio cliente, fazendo o produto parecer inteiramente seu. Isso resolveria a confusão de receber um item com a marca de outro fabricante.

O grande atrativo apresentado seria a ausência de quantidade mínima. Segundo o responsável, enquanto fábricas costumam exigir pedidos de 50 ou 100 peças para aplicar uma etiqueta personalizada, a empresa afirma fazer isso a partir de uma única peça, sem pedido mínimo. Esse recurso é apresentado como uma forma de o vendedor testar mais produtos e ampliar a variedade sem assumir grandes riscos, embora o vídeo não detalhe prazos ou custos adicionais dessa operação.

Como a empresa busca os fornecedores

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

A visita também passa pelo setor responsável por encontrar produtos e negociar preços, apresentado como uma espécie de “superpoder” do negócio. A empresa afirma ter uma equipe dedicada a comparar o mesmo produto entre diferentes fornecedores, avaliando preço, qualidade e capacidade de produção antes de fechar negócio. O objetivo declarado é conseguir sempre o melhor preço para o cliente.

O processo envolveria plataformas e visitas presenciais a fábricas. A empresa cita o uso do site 1688 para pequenas quantidades e a participação em feiras na China, além de manter um banco de dados próprio que classifica fornecedores em níveis A, B e C conforme prazo e qualidade. Por estar sediada na China, com escritórios e armazéns, a empresa afirma conseguir visitar fábricas para confirmar se o que é prometido online corresponde à realidade, algo que apresenta como vantagem sobre comprar às cegas.

A criação de produtos exclusivos

Outro diferencial apresentado é a fabricação de peças sob encomenda, especialmente na área de moda. A empresa afirma criar designs próprios para que o cliente não venda exatamente o mesmo produto que todo mundo, ajudando a preservar margens de lucro. A proposta é fugir dos itens genéricos encontrados em qualquer marketplace.

Para decidir o que produzir, a empresa diz se basear em monitoramento de tendências. Segundo o responsável, uma equipe acompanha sites como Shein, Fashion Nova e AliExpress, além de Amazon, observando cores, estilos e materiais em alta antes de definir quais peças criar. O processo, da concepção à peça no site, levaria em média cerca de 15 dias, incluindo pesquisa, confecção de amostra e produção, que segundo a empresa pode ser concluída em torno de 7 dias após a aprovação.

O conselho para quem quer começar

Apesar de todo o discurso de vendas, o responsável pela empresa dá orientações que valem como reflexão para iniciantes. A principal recomendação é começar pequeno e manter o foco em um nicho específico, em vez de tentar vender de tudo um pouco. Segundo ele, esse seria o erro mais comum de quem está começando.

A lógica apresentada é a de crescer aos poucos, a partir de uma base sólida. O responsável sugere começar com um nicho pequeno, conseguir as primeiras vendas, garantir lucro e só então expandir para categorias maiores, citando o exemplo de quem vende meias de ioga e depois amplia para outros produtos do mesmo universo. Ele afirma que lojas genéricas, que misturam beleza, esportes e itens diversos, não funcionam mais, e que o futuro está em marcas especializadas, ainda que essa seja a visão comercial de quem vende o serviço.

E você, acredita que dá mesmo para transformar um iniciante em uma marca de respeito por apenas 20 dólares, como promete essa empresa chinesa? Conta aqui nos comentários se você confiaria nesse tipo de serviço ou se desconfia das promessas do dropshipping.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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