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Quase mil estátuas gigantes podem desmoronar no meio do oceano, e uma corrida com drones, químicos e museu novo tenta impedir que a Ilha de Páscoa perca um dos maiores símbolos do planeta

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 02/03/2026 às 20:32
Atualizado em 02/03/2026 às 20:33
estátuas gigantes
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Mudança no clima, sal do mar e incêndio recente colocam estátuas gigantes, da Ilha de Páscoa, de até 10 metros sob risco real, enquanto tecnologia 3D e engenharia entram em ação para evitar um colapso histórico

Eles sempre pareceram indestrutíveis. Mas as estátuas gigantes da Ilha de Páscoa estão literalmente se desfazendo. Pedra rachando. Superfície quebrando. Partes se soltando.

E o motivo não é apenas o tempo. O mar, o calor, o sal e até incêndios recentes estão acelerando um processo que pode mudar a história de um dos lugares mais famosos do mundo.

Gigantes de até 10 metros encaram o mar há séculos, agora o mesmo mar ameaça derrubar tudo

São cerca de mil moais espalhados pela ilha. Alguns passam de 10 metros de altura e pesam dezenas de toneladas.

Eles foram esculpidos entre os séculos XI e XVII em uma pedra vulcânica macia chamada tufo. Esse tipo de rocha facilitava o trabalho dos antigos artesãos.

O problema é que essa pedra funciona quase como uma esponja.

Ela absorve água e sal. Com o tempo, começa a rachar por dentro.

Mais de 90 por cento das estátuas ainda de pé estão voltadas para o oceano. O mar sempre foi símbolo de proteção. Agora virou ameaça direta.

Se a base enfraquece, a estátua pode tombar.

O que está destruindo as estátuas gigantes por dentro sem que muita gente perceba

O sal do mar entra na pedra. Depois a água evapora. O sal fica preso lá dentro.

Esse sal endurece e empurra a pedra por dentro, criando pequenas rachaduras. Essas rachaduras crescem com o calor e o frio.

Plantas crescem sobre as estátuas e ajudam a quebrar a superfície. Cavalos e vacas circulam entre elas, pressionando o solo.

Em 2022, um incêndio atingiu a região de Rano Raraku e danificou cerca de 80 moais. Algumas marcas quase não aparecem, mas enfraquecem a estrutura.

Não há um número oficial divulgado sobre quanto custaria recuperar todos os danos. Segundo especialistas, o valor seria alto e exigiria recursos constantes.

Drones, escaneamento em 3D e produtos químicos para salvar pedra que se desfaz

Agora começa uma corrida contra o tempo.

Drones sobrevoam as estátuas para mapear cada detalhe. Escaneamentos em 3D criam cópias digitais exatas. Se algo desmoronar, pelo menos ficará registrado.

Uma organização chamada CyArk já criou modelos virtuais de vários moais.

Especialistas italianos desenvolvem produtos químicos para tentar deixar a pedra menos vulnerável à água e ao sal. A ideia é impedir que a rocha continue absorvendo umidade.

moais estátuas gigantes

Plataformas próximas ao mar também foram reforçadas para tentar conter o avanço das ondas.

O desafio maior é o dinheiro. Tudo precisa ser levado até a ilha, que fica isolada no meio do Pacífico. O custo sobe rapidamente.

Restaurar ou deixar a natureza seguir seu curso?

Nem todos concordam sobre o que fazer.

Alguns pesquisadores defendem que é obrigação proteger cada estátua com tecnologia moderna.

Outros acreditam que as esculturas devem retornar à terra, à sua origem, como parte de um ciclo natural.

Enquanto o debate continua, as rachaduras avançam.

Líderes da comunidade indígena Ma u Henua afirmam que proteger os moais é proteger o próprio povo. Não são apenas blocos de pedra. São ancestrais representados em forma monumental.

Novo museu e escultores ativos mostram que a tradição não acabou, mas o relógio corre

Um novo museu está sendo construído na ilha. Ele poderá, então, abrigar algumas estátuas para conservação em ambiente controlado.

Ao mesmo tempo, artistas locais continuam esculpindo novos moais. Algumas dessas obras já foram enviadas para cidades como Santiago, Valparaíso, Tóquio e Madri.

Programas de ensino mantêm viva a técnica tradicional de escultura.

Mesmo assim, a pergunta permanece: quantos dos gigantes originais continuarão de pé nas próximas décadas?

A Ilha de Páscoa se transformou em um alerta global. Se nem estátuas que sobreviveram por séculos resistem às mudanças atuais, o que dizer de outros patrimônios à beira mar?

Os moais ainda encaram o oceano. Mas agora o mundo inteiro observa se eles conseguirão continuar ali.

Você acha que a tecnologia deve salvar cada estátua ou a natureza deve seguir seu caminho? Deixe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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