Simulação mostra que financiar uma Tracker 2022 com entrada de R$ 50 mil e prazo de 60 meses pode gerar mais de R$ 35 mil em juros, mas há formas de economizar
O financiamento de veículos continua sendo uma alternativa muito usada no Brasil. E no caso do SUV Tracker 2022, que tem valor estimado em R$ 105 mil, essa opção também se aplica.
Uma simulação feita pelo canal Pipoco Investidor mostra quanto o comprador pagaria no total ao optar por financiar o carro com entrada de R$ 50 mil e parcelamento em 60 vezes.
A seguir, veja os detalhes desse cálculo e como o valor pode variar conforme o prazo e a estratégia de pagamento.
-
Carros mais vendidos atualmente no Brasil em junho de 2026: Fiat Strada larga na frente, Volkswagen Polo encosta e SUVs como T-Cross, Creta, HB20 e Tera acirram a disputa no ranking nacional
-
Mitsubishi surpreende mercado brasileiro com cortes de até R$ 55 mil, amplia bônus para troca de usados e pressiona rivais em SUVs e picapes
-
Não é a correia banhada a óleo: Chevrolet Sonic resolve reclamação de donos de Onix com mudança inédita no projeto, nova suspensão, tecnologia MTV nos amortecedores e consumo de até 14,8 km/l. Chevrolet Sonic resolve reclamação de donos de Onix. E não é a correia
-
Chevrolet Onix Plus 2027 faz 11,1 km/l com etanol, ganha versão ECO exclusiva, acelera de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos, tem porta-malas de 500 litros e surge por R$ 103.990 para enfrentar o HB20S
Simulação com entrada de R$ 50 mil e financiamento em 60 vezes
O valor total do veículo usado na simulação é de R$ 105 mil. O comprador, nesse caso, dá R$ 50 mil de entrada e financia os R$ 55 mil restantes.
Com uma taxa de juros mensal estimada em 1,8% — valor que pode variar conforme o perfil do cliente e o banco escolhido —, as parcelas seriam fixas. O valor mensal seria de R$ 1.556.
Ao longo dos cinco anos de financiamento, o total pago seria de R$ 140.393,49. Isso representa um acréscimo de R$ 35.393,49 em juros.
Em porcentagem, os juros correspondem a cerca de 25% do valor total desembolsado pelo comprador até o final do contrato.
Juros são altos, mas esperados em prazos longos
Na análise apresentada pelo canal, o valor de juros é considerado alto em termos absolutos — mais de R$ 35 mil. No entanto, proporcionalmente, esse número não é tão exagerado quando se observa que o prazo é de cinco anos.
De qualquer forma, é possível pagar menos juros mudando alguns parâmetros. O principal deles é o prazo. Quanto mais curto for o financiamento, menor o valor final em juros.
Reduzir o prazo para 48 vezes muda o cenário
O canal também simulou o mesmo financiamento com prazo menor. Ao escolher um financiamento em 48 vezes — ou seja, 4 anos —, o valor total de juros cai significativamente.
Nesse caso, o total em juros pagos passa a ser de R$ 27.603. Isso representa 21% do valor total desembolsado. É uma redução considerável, com diferença de R$ 7.790 em relação à simulação anterior.
No entanto, a parcela mensal nesse novo cenário aumenta. O valor exato da nova prestação não foi especificado, mas o comentário indica que seria superior a R$ 1.600, o que pode comprometer o orçamento de quem precisa de uma parcela mais acessível.
Amortização como estratégia para economizar
Uma alternativa mencionada no vídeo é a amortização. Essa técnica é conhecida como “pagar de trás pra frente”. O objetivo é antecipar parcelas do fim do contrato, o que reduz o valor total de juros.
Na simulação feita, a parcela número 60 — a última — seria de R$ 525. Se o comprador decidisse antecipar esse pagamento, ele deixaria de pagar os juros embutidos nos próximos meses.
Nesse exemplo, ao antecipar a última parcela, a economia seria de R$ 980 em juros. Isso acontece porque o valor quitado de forma antecipada não sofre os acréscimos previstos no cronograma original.
Ou seja, amortizar o financiamento ao longo do tempo pode ser uma boa forma de aliviar tanto as parcelas mensais quanto o total pago ao final.
A simulação mostra que o financiamento da Tracker 2022, com entrada de R$ 50 mil e prazo de 60 meses, resulta em pagamento total de mais de R$ 140 mil. É um acréscimo considerável sobre o valor financiado, impulsionado pelos juros de 1,8% ao mês.
Entretanto, estratégias como reduzir o prazo ou fazer amortizações pontuais ajudam a diminuir esse custo. Para quem pode pagar parcelas mais altas, o financiamento mais curto é uma alternativa. Já quem precisa manter o valor mensal mais baixo, pode se beneficiar de amortizações durante o contrato.
As decisões devem sempre considerar o orçamento e a capacidade de pagamento. Mesmo com juros altos, há caminhos para economizar no longo prazo.

-
1 pessoa reagiu a isso.