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Próximo leilão de exploração no pré-sal terá 23 blocos oferecidos nas bacias de Campos e Santos e pode modificar o interesse das petroleiras no Brasil

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 06/04/2026 às 19:42
Atualizado em 06/04/2026 às 19:44
Plataforma de petróleo no pré-sal operando no mar com navio de apoio ao lado nas bacias de Campos e Santos
Plataforma offshore em operação no pré-sal brasileiro, ilustrando áreas que serão ofertadas no leilão com 23 blocos nas bacias de Campos e Santos
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A nova oferta permanente de partilha reúne 23 blocos no pré-sal, detalha áreas nas bacias de campos e santos e define os próximos passos para o leilão

Uma atualização relevante no setor energético brasileiro foi confirmada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis em 6 de abril. O edital da Oferta Permanente de Partilha de Produção foi revisado e passou a contemplar 23 blocos exploratórios no pré-sal, ampliando o escopo inicialmente previsto.

O certame contava, até então, com oito áreas já incluídas. A diretoria da ANP decidiu incorporar mais 15 blocos em 27 de março, o que expandiu significativamente a oferta. O Ministério de Minas e Energia validou a atualização antes da publicação oficial, consolidando o novo conjunto de áreas disponíveis ao mercado.

Distribuição das áreas reforça potencial do pré-sal

As áreas ofertadas estão concentradas no Polígono do Pré-Sal, localizado no litoral da região Sudeste. Esse recorte geográfico inclui duas das principais províncias petrolíferas do país, o que aumenta o interesse estratégico das empresas do setor.

Na Bacia de Santos, foram listados os blocos Ágata, Amazonita, Aragonita, Calcedônia, Cerussita, Cruzeiro do Sul, Granada, Jade, Malaquita, Opala, Quartzo, Rodocrosita, Rubi, Safira Leste e Safira Oeste. Já na Bacia de Campos, estão disponíveis Azurita, Calcita, Hematita, Larimar, Magnetita, Ônix, Siderita e Turmalina.

Todos os blocos receberam parecer ambiental favorável, conforme informado pela ANP. A análise contou com a participação do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o que assegura a viabilidade ambiental das áreas ofertadas.

Oferta permanente amplia flexibilidade para empresas

A Oferta Permanente se consolidou como o principal modelo de licitação para exploração e produção de petróleo no Brasil. Esse sistema permite que blocos exploratórios sejam ofertados de forma contínua, diferentemente das rodadas tradicionais.

As empresas podem analisar dados técnicos das áreas ao longo do tempo e, posteriormente, apresentar propostas quando considerarem mais adequado. Esse modelo elimina a necessidade de prazos rígidos e amplia a flexibilidade para os agentes do mercado.

A ANP destaca que essa dinâmica fortalece a competitividade e aumenta a atratividade do setor. Com a publicação do edital, os blocos passam a receber declarações de interesse acompanhadas das garantias exigidas, o que dá início à etapa prática do processo.

Regras do regime de partilha definem critérios do leilão

O regime de partilha é aplicado às áreas do pré-sal, onde estão concentradas as maiores reservas de petróleo do país. Nesse modelo, o critério vencedor não é o maior bônus de assinatura, o que diferencia esse sistema do regime de concessão.

A empresa ou consórcio vencedor será aquele que oferecer a maior parcela de excedente de produção à União. Esse excedente corresponde ao lucro após o pagamento dos custos operacionais, sendo compartilhado com o Estado.

Além disso, a União também recebe tributos, royalties e participação especial, especialmente em campos de grande produção. Os interesses do governo são representados pela Pré-Sal Petróleo S.A., responsável por comercializar o petróleo destinado à União.

No regime de concessão, utilizado em outras áreas exploratórias, o vencedor é definido pelo maior valor pago em bônus de assinatura, o que caracteriza uma lógica distinta de competição.

Histórico recente mostra forte interesse do mercado

A ANP realizou três ofertas permanentes de partilha nos anos de 2022, 2023 e 2025. No leilão mais recente, cinco dos sete blocos ofertados foram arrematados, com ágio de 251,63%, o que evidencia o interesse das empresas.

O país também registrou cinco ciclos de oferta permanente no regime de concessão, realizados em 2019, 2020, 2022, 2023 e 2025. Esses resultados demonstram a consolidação do modelo no ambiente regulatório brasileiro.

Com o novo edital publicado, as empresas podem formalizar declarações de interesse nos blocos disponíveis. A ANP poderá definir a data do leilão assim que houver manifestação formal de uma ou mais empresas.

O avanço dessa nova oferta reforça o papel estratégico do pré-sal no Brasil e amplia as oportunidades no setor de petróleo e gás.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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