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Critical Metals destrava em Qaqortoq a primeira planta-piloto de terras raras na Groenlândia com 45 milhões de toneladas em Tanbreez e os Estados Unidos finalmente furam o monopólio chinês de processamento

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 12/05/2026 às 11:30 Atualizado em 12/05/2026 às 11:32
Sul da Groenlândia onde fica o projeto Tanbreez
Paisagem do sul da Groenlândia onde fica o projeto Tanbreez.
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Critical Metals controla 92,5% do projeto Tanbreez, opera a partir de maio de 2026 uma planta-piloto em Qaqortoq e mira primeira exportação de concentrado em 2029. China hoje detém cerca de 70% do refino mundial de terras raras.

O projeto Tanbreez, na Groenlândia, no extremo sul da maior ilha do mundo, recebeu sinal verde para iniciar a operação da planta-piloto.

De fato, A informação foi divulgada pela Critical Metals Corp (Nasdaq CRML), que controla 92,5% do empreendimento.

De acordo com o release oficial, a planta de Qaqortoq entra em operação em maio de 2026. Os trabalhos seguem contrato turn-key que inclui engenharia, licenciamento, logística, construção e comissionamento.

Segundo o boletim, a instalação foi projetada especificamente para o clima ártico. A Critical Metals também comprou uma residência em Qaqortoq para virar escritório local e base operacional.

45 milhões de toneladas em reserva no projeto Tanbreez

Conforme a Mining.com, o sítio guarda pelo menos 45 milhões de toneladas em recursos minerais. O depósito está numa formação de kakortokite gigante, em parte ainda inexplorada.

Amostras de minério eudialita do projeto Tanbreez
Amostras de eudialita do Tanbreez no laboratório. Imagem editorial.

De fato, é uma das maiores reservas de terras raras já registradas em rocha hospedeira eudialita. Em outras palavras, o material exige processo químico próprio para separação de disprósio e térbio.

Por consequência, o piloto serve para testar essa rota industrial. A Critical Metals planeja amostra inicial de 150 toneladas em junho de 2026.

Conforme a GlobeNewswire, a primeira produção em escala comercial está prevista para o fim de 2028 ou início de 2029.

Monopólio chinês de terras raras: por que importa

De acordo com a IEA, a China processa cerca de 70% das terras raras refinadas no mundo. Esse dado é repetido pela Agência Internacional de Energia (IEA) há mais de cinco anos.

Óxidos de terras raras refinados em pó armazenados em laboratório
Óxidos de terras raras refinados. Imagem editorial.

Em paralelo, o controle de disprósio e térbio é estratégico. Esses elementos são essenciais para ímãs de motores elétricos, eólicas e equipamentos militares avançados.

De acordo com o Northern Miner, o governo americano apoia o avanço do Tanbreez no contexto das conversas EUA-Groenlândia na Casa Branca.

Por consequência, o piloto da Critical Metals entra na lista de projetos estratégicos do Ocidente para fugir do monopólio chinês.

De fato, Em comparação, projetos de terras raras nos EUA e Austrália demoram em média 10 a 15 anos para virar produção.

Critical Metals chega a 92,5% do Tanbreez

Conforme o StockTitan, o governo da Groenlândia aprovou a transferência dos 50,5% restantes do projeto para a Critical Metals.

De fato, a empresa hoje controla 92,5% do Tanbreez. O restante segue com sócios locais e participações minoritárias.

Em paralelo, a CRML é listada na Nasdaq desde 2024. A ação subiu mais de 30% após o anúncio da concessão final.

Vila de Qaqortoq onde fica a planta-piloto do projeto Tanbreez
Vila de Qaqortoq, sede operacional do empreendimento. Imagem editorial.

Por consequência, o cronograma depende de infraestrutura logística local. Na Groenlândia, fora das cidades pequenas, não existem rodovias nem ferrovias.

De acordo com a empresa, o transporte de saída do concentrado depende de embarcações em janelas de verão entre julho e setembro.

Logística ártica: 4.500 km até porto americano mais próximo

Para entender o desafio, Qaqortoq fica a cerca de 4.500 km do porto americano mais próximo da costa leste. Em outras palavras, a viagem por navio de carga dura sete a dez dias.

Engenheiros inspecionam o sítio
Engenheiros inspecionam amostras de perfuração no sul da Groenlândia. Imagem editorial.

Conforme a Critical Metals, a planta-piloto também serve como infraestrutura de transição. Em paralelo, prédios residenciais e administrativos foram comprados ou adaptados.

De fato, a empresa também investiu em parcerias com a Universidade do Ártico para treinar mão de obra local.

Por sua vez, a temperatura média de Qaqortoq fica abaixo de zero entre outubro e abril.

Em paralelo, A planta foi projetada com isolamento térmico industrial específico, parecido com o usado pela Rússia em seus quebra-gelos nucleares da Rota do Mar do Norte.

Comparação: o esse empreendimento em números

  • 45 milhões de toneladas em recursos minerais já mapeados
  • 92,5% de participação da Critical Metals (CRML)
  • 150 toneladas de amostra de massa em junho de 2026
  • Q3 de 2029 previsto para primeira exportação comercial
  • 70% do refino mundial de terras raras hoje é controlado pela China

Além disso, em comparação, o projeto Mountain Pass nos EUA produz cerca de 40 mil toneladas anuais. O Tanbreez pode chegar a volumes comparáveis depois de plena maturidade industrial.

Por outro lado, projetos similares no Canadá e na Austrália estão em fase de licenciamento e ainda não têm planta-piloto. A Groenlândia sai na frente nesse ciclo.

E o Brasil? Onde fica o país na corrida por terras raras

De fato, o Brasil também tem reservas significativas de terras raras. Conforme dados oficiais do Serviço Geológico Brasileiro, os depósitos de Araxá (MG) e Catalão (GO) somam centenas de milhões de toneladas.

Conforme a Vale e Indústrias Nucleares do Brasil, o Brasil hoje exporta concentrado primário, mas não refino.

Em paralelo, o país planeja a primeira planta industrial de óxidos de terras raras em Minas Gerais.

Em paralelo, O projeto segue em fase de licenciamento e captação de investimento.

De fato, Em paralelo, planos de mineração marinha ganham espaço, como visto nos robôs de 6 toneladas que descem 5 km no Pacífico para aspirar minerais raros.

De fato, o caso Tanbreez mostra o caminho: planta-piloto antes da escala industrial. Por consequência, o Brasil pode acelerar se replicar essa estratégia.

Ressalva: o projeto ainda enfrenta riscos técnicos

Por outro lado, ainda não existe processo industrial estabelecido para separar terras raras pesadas da eudialita em volume comercial. Conforme a empresa, o piloto serve justamente para validar essa rota técnica.

De fato, se a rota falhar, o cronograma de 2029 atrasa. Em paralelo, o custo capital de uma planta-piloto na Groenlândia também é elevado, pelas condições logísticas.

Será que o Brasil vai conseguir competir nesse mercado nos próximos dez anos? O caso Tanbreez mostra que a corrida é técnica, não apenas geológica.

Ainda assim, a operação começa em maio de 2026. Por consequência, dados sobre desempenho da planta começam a alimentar decisões em meses, não em décadas.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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