Critical Metals controla 92,5% do projeto Tanbreez, opera a partir de maio de 2026 uma planta-piloto em Qaqortoq e mira primeira exportação de concentrado em 2029. China hoje detém cerca de 70% do refino mundial de terras raras.
O projeto Tanbreez, na Groenlândia, no extremo sul da maior ilha do mundo, recebeu sinal verde para iniciar a operação da planta-piloto.
De fato, A informação foi divulgada pela Critical Metals Corp (Nasdaq CRML), que controla 92,5% do empreendimento.
De acordo com o release oficial, a planta de Qaqortoq entra em operação em maio de 2026. Os trabalhos seguem contrato turn-key que inclui engenharia, licenciamento, logística, construção e comissionamento.
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Segundo o boletim, a instalação foi projetada especificamente para o clima ártico. A Critical Metals também comprou uma residência em Qaqortoq para virar escritório local e base operacional.
45 milhões de toneladas em reserva no projeto Tanbreez
Conforme a Mining.com, o sítio guarda pelo menos 45 milhões de toneladas em recursos minerais. O depósito está numa formação de kakortokite gigante, em parte ainda inexplorada.

De fato, é uma das maiores reservas de terras raras já registradas em rocha hospedeira eudialita. Em outras palavras, o material exige processo químico próprio para separação de disprósio e térbio.
Por consequência, o piloto serve para testar essa rota industrial. A Critical Metals planeja amostra inicial de 150 toneladas em junho de 2026.
Conforme a GlobeNewswire, a primeira produção em escala comercial está prevista para o fim de 2028 ou início de 2029.
Monopólio chinês de terras raras: por que importa
De acordo com a IEA, a China processa cerca de 70% das terras raras refinadas no mundo. Esse dado é repetido pela Agência Internacional de Energia (IEA) há mais de cinco anos.

Em paralelo, o controle de disprósio e térbio é estratégico. Esses elementos são essenciais para ímãs de motores elétricos, eólicas e equipamentos militares avançados.
De acordo com o Northern Miner, o governo americano apoia o avanço do Tanbreez no contexto das conversas EUA-Groenlândia na Casa Branca.
Por consequência, o piloto da Critical Metals entra na lista de projetos estratégicos do Ocidente para fugir do monopólio chinês.
De fato, Em comparação, projetos de terras raras nos EUA e Austrália demoram em média 10 a 15 anos para virar produção.
Critical Metals chega a 92,5% do Tanbreez
Conforme o StockTitan, o governo da Groenlândia aprovou a transferência dos 50,5% restantes do projeto para a Critical Metals.
De fato, a empresa hoje controla 92,5% do Tanbreez. O restante segue com sócios locais e participações minoritárias.
Em paralelo, a CRML é listada na Nasdaq desde 2024. A ação subiu mais de 30% após o anúncio da concessão final.

Por consequência, o cronograma depende de infraestrutura logística local. Na Groenlândia, fora das cidades pequenas, não existem rodovias nem ferrovias.
De acordo com a empresa, o transporte de saída do concentrado depende de embarcações em janelas de verão entre julho e setembro.
Logística ártica: 4.500 km até porto americano mais próximo
Para entender o desafio, Qaqortoq fica a cerca de 4.500 km do porto americano mais próximo da costa leste. Em outras palavras, a viagem por navio de carga dura sete a dez dias.

Conforme a Critical Metals, a planta-piloto também serve como infraestrutura de transição. Em paralelo, prédios residenciais e administrativos foram comprados ou adaptados.
De fato, a empresa também investiu em parcerias com a Universidade do Ártico para treinar mão de obra local.
Por sua vez, a temperatura média de Qaqortoq fica abaixo de zero entre outubro e abril.
Em paralelo, A planta foi projetada com isolamento térmico industrial específico, parecido com o usado pela Rússia em seus quebra-gelos nucleares da Rota do Mar do Norte.
Comparação: o esse empreendimento em números
- 45 milhões de toneladas em recursos minerais já mapeados
- 92,5% de participação da Critical Metals (CRML)
- 150 toneladas de amostra de massa em junho de 2026
- Q3 de 2029 previsto para primeira exportação comercial
- 70% do refino mundial de terras raras hoje é controlado pela China
Além disso, em comparação, o projeto Mountain Pass nos EUA produz cerca de 40 mil toneladas anuais. O Tanbreez pode chegar a volumes comparáveis depois de plena maturidade industrial.
Por outro lado, projetos similares no Canadá e na Austrália estão em fase de licenciamento e ainda não têm planta-piloto. A Groenlândia sai na frente nesse ciclo.
E o Brasil? Onde fica o país na corrida por terras raras
De fato, o Brasil também tem reservas significativas de terras raras. Conforme dados oficiais do Serviço Geológico Brasileiro, os depósitos de Araxá (MG) e Catalão (GO) somam centenas de milhões de toneladas.
Conforme a Vale e Indústrias Nucleares do Brasil, o Brasil hoje exporta concentrado primário, mas não refino.
Em paralelo, o país planeja a primeira planta industrial de óxidos de terras raras em Minas Gerais.
Em paralelo, O projeto segue em fase de licenciamento e captação de investimento.
De fato, Em paralelo, planos de mineração marinha ganham espaço, como visto nos robôs de 6 toneladas que descem 5 km no Pacífico para aspirar minerais raros.
De fato, o caso Tanbreez mostra o caminho: planta-piloto antes da escala industrial. Por consequência, o Brasil pode acelerar se replicar essa estratégia.
Ressalva: o projeto ainda enfrenta riscos técnicos
Por outro lado, ainda não existe processo industrial estabelecido para separar terras raras pesadas da eudialita em volume comercial. Conforme a empresa, o piloto serve justamente para validar essa rota técnica.
De fato, se a rota falhar, o cronograma de 2029 atrasa. Em paralelo, o custo capital de uma planta-piloto na Groenlândia também é elevado, pelas condições logísticas.
Será que o Brasil vai conseguir competir nesse mercado nos próximos dez anos? O caso Tanbreez mostra que a corrida é técnica, não apenas geológica.
Ainda assim, a operação começa em maio de 2026. Por consequência, dados sobre desempenho da planta começam a alimentar decisões em meses, não em décadas.
