Projeto apresentado na COP26 quer transformar CO2 em combustíveis sintéticos usando energia solar

CO2 - combustíveis - COP26 - energia solar - combusteis - combustíveis sintéticos O pesquisador Haotian Wang (de jaqueta preta) com aparelho cuja meta é converter o CO2 em combustíveis utilizados no meio industrial (Foto: Divulgação/Brookhaven National Laboratory)




A COP26 ocorreu em Glasgow recentemente e diversos novos projetos inovadores surgiram. Entre eles, está um que pretende transformar CO2 em combustíveis sintéticos com o uso de energia solar, reduzindo as emissões de poluentes em até 90%

Desde 1999, a premiação Energy Globe World Award é organizada pela Austrian Energy Foudation, para escolher o melhor projeto ambiental do ano. Este ano, o projeto vencedor foi apresentado durante a COP26, em Glasgow, ganhando a competição entre projetos apresentados de 182 países. Um dos campeões da categoria Fogo foi a Espanha, com um projeto que utiliza o CO2 que é emitido no ar e o converte em combustíveis sintéticos, utilizando apenas energia solar. O projeto apresentado na COP26 estima que ocorra uma redução de emissões de CO2 em mais de 90%.

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O projeto permite que o resultado do processo que utiliza energia solar possa ser convertido em combustíveis sintéticos como querosene e metanol, sendo, pelo princípio de seu processamento em combustível, neutro em relação às emissões de CO2.

O combustível gerado pelo projeto de energia solar apresentado na COP26 pode ser aplicado na aviação e também em navios, eliminando a necessidade de combustíveis poluentes. A grande vantagem é que se aproveita a emissão de CO2, que contribui com o aquecimento global, e substitui os combustíveis fósseis pelos combustíveis sintéticos. O sistema conta com dois reatores e uma central de energia solar.

Um reator capta o CO2 presente no ar e o vapor de água, que são levados ao segundo reator. Nesta etapa, os materiais captados passam por uma fase de conversão em hidrogênio e monóxido de carbono, gerando um gás chamado de Syngas.

Esse gás é enviado a uma câmara que gera uma reação por meio de um catalizador de cobre, que o transforma em combustíveis sintéticos como metanol ou querosene.

Engenheiros da Suíça criam querosene de aviação utilizando energia solar

Engenheiros da Suíça também desenvolveram um projeto semelhante utilizando energia solar, mas dessa vez voltado apenas para a aviação. A usina dos pesquisadores também é utilizada para a produção de combustíveis sintéticos.

Nesse processo, o CO2 e a água extraídos do ar são quebrados pela energia solar, gerando querosene, metanol e hidrocarbonetos. Os testes da usina solar começaram em 2019, e atualmente a equipe terminou a avaliação dos custos de produção e a aferição técnica.

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Ao total, a edição contou com mais de 3 mil projetos de 187 países, onde se destacaram apenas 25 finalistas. Os projetos já estão sendo implementados e ofertam soluções para impasses existentes no dia a dia.

O prêmio é entregue em cinco categorias diferentes: Terra, Ar, Fogo, Água e Juventude. Confira a seguir os ganhadores deste ano:

  • Juventude – Projeto “Plastic waste recycling in Hau Giang”, do Vietnam
  • Ar – Projeto “Be Hydro hydrogen dual-fuel engine”
  • – Bélgica Projeto “Norsepower Rotor Sails”
  • – Finlândia. Terra – Projeto “ECO food dehydrator”
  • – Egito. Fogo – Projeto “Future Energy System –Electric Thermal Energy Storage”
  • – Alemanha Projeto “SUN-to-LIQUID”
  • – Espanha Projeto “UniWave200 King Island Wave Energy Project”
  • – Austrália Água – Projeto “Watershared Bank: Financiando a conservação de fábricas de água nos Andes Tropicais”

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Valdemar Medeiros
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