Devido ao atual cenário provocado pelo coronavírus, muitas empresas adotaram o trabalho remoto, chamado de home office, para seus funcionários. Tal medida, para muitas delas, se torna eficaz no cumprimento de projetos, trabalhos, que não podem ser feitos presencialmente. Um estudo feito por André Miceli, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) diz que o trabalho remoto deverá crescer 30% após a crise do coronavírus.
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Para André, a adoção emergencial do home office pelas empresas deverá provocar uma mudança nas culturas organizacionais e que a modalidade é um caminho sem volta. Diretor-Executivo da Infobase e coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da FGV, Miceli diz que em um momento de instabilidade como de agora, é preciso ser flexível com estruturas e modelos corporativos.
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Nem mesmo o fim da ‘montanha russa’ descrita pelo preço do petróleo tipo Brent (principal referência global) – que saltou de uma cotação de US$ 72 para US$ 120, até baixar ao patamar de US$ 76 o barril – devido ao acordo de paz recente firmado entre os EUA e o Irã, foi suficiente para aliviar a economia brasileira de pressões inflacionárias.
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“O home office já se mostrou efetivo. Aliado a isso, você tira carros da rua, desafoga o transporte público, mobiliza a economia de outra forma. E você faz com que as pessoas tenham mais tempo para cuidar da saúde delas e que elas possam usufruir de coisas que lhe dão prazer sem que você tenha uma redução das entregas e do faturamento”, afirmou.
André pontua que a comunicação deve ser centralizada em canais específicos para que instruções claras sobre procedimentos continuem na rotina dos colaboradores, clientes e consumidores. “A adoção de metodologias ágeis também permite uma resposta mais rápida aos novos desafios do dia a dia. O processo de análise, reorganização e tomada de decisão precisa acompanhar o ritmo das mudanças”, disse André.

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