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Localização SC Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 4 comentários

Crise? Produtores descartam e transformam em ração para gado ‘montanha’ de pitaya após vender apenas ⅓ em cidade de SC, e colheita recorde vira prejuízo por falta de demanda

Publicado em 21/02/2026 às 19:45
Atualizado em 21/02/2026 às 19:48
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Imagem: Divulgação
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Produtores de Jacinto Machado descartam cerca de 5,5 mil quilos após colheita recorde de 9 mil quilos de pitaya e baixa demanda impede escoamento pela cooperativa

Produtores rurais de Jacinto Machado, no Extremo Sul de Santa Catarina, enfrentam prejuízos após uma colheita recorde de pitaya atingir cerca de 9 mil quilos, mas apenas ⅓ ser vendido. A baixa demanda pela pitaya levou ao descarte, doação e uso como ração.

Colheita recorde de pitaya supera demanda e gera descarte

Anoir Tomazi, que investe há mais de 10 anos na plantação de pitaya, relatou que a produção foi impulsionada pela terceira florada, considerada fora do normal. Ele estimava colher aproximadamente 9 mil quilos.

Do total produzido, conseguiu vender cerca de 3,5 mil quilos. O restante foi doado, descartado ou destinado à alimentação de bois. Segundo o produtor, a produção de pitaya foi recorde nesta safra.

A nossa produção de pitaya foi recorde dessa vez. É lamentável o que aconteceu, mas essa terceira florada deu uma quantidade de fruta fora do normal. Eu iria colher cerca de 9 mil quilos, consegui vender uns 3,5 mil e o resto se perdeu”, afirmou.

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Pitaya perdida ainda no pé e limites da câmara fria

Com os pés carregados de pitaya, parte das frutas sequer foi colhida. A falta de compradores imediatos impediu o escoamento, levando à perda ainda na roça.

Anoir relatou que armazenou o que foi possível em uma câmara fria, que permaneceu ligada. No entanto, a fruta começou a desmanchar após determinado período.

O máximo que pude deixar dentro da câmara fria foram duas semanas”, disse. Após esse prazo, tornou-se inevitável o descarte ou a destinação como comida para o gado.

Ele afirmou que tentou evitar jogar fora a pitaya de todas as formas, levando pessoalmente para quem solicitava, além de doar para instituições, creches e pessoas próximas. Ainda assim, não foi suficiente para absorver o volume.

Cooperativa não conseguiu dar vazão

Segundo Anoir, toda a produção de pitaya é vendida para a cooperativa local, responsável pela distribuição para grandes centros. Desta vez, a procura foi considerada baixa.

A demanda foi pouca”, declarou. Ele informou que a cooperativa não teve saída para colocar o produto no mercado.

O produtor relatou que recebeu ligação informando que ainda há bastante fruta armazenada na cooperativa, mesmo duas semanas após a última florada. Parte da pitaya acabou se perdendo no pé, sem sequer ser colhida.

Produtor rebate críticas sobre preço

Anoir afirmou que tem recebido críticas pelo descarte da pitaya e pela percepção de que o produto é vendido a preços elevados. Ele disse que há uma ideia equivocada sobre o valor recebido pelo agricultor.

De acordo com ele, na última colheita a pitaya de primeira foi vendida a R$ 3 o quilo e a de segunda a R$ 2. No mercado, o preço chega a quase R$ 20.

O produtor destacou que os agricultores realizam investimentos em maquinários junto ao banco para manter a produção e o sustento da família.

Segundo ele, quem enfrenta sol e chuva diariamente não é quem define o valor final na prateleira.

Apesar da colheita recorde de pitaya, a falta de demanda resultou em perdas significativas. O agricultor relatou que a situação “corta o coração”, após dedicação diária ao lado da esposa e do filho para garantir a safra.

Com informações de ND Mais.

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Eunice
Eunice
22/02/2026 18:20

Que triste ver isso. Adoro pitaya e não encontro nos supermercados e quando encontro os preços são abusivos.
Sempre que vejo matérias sobre nossos produtores agrícolas fico com pena porque sei o quanto é difícil produzir, contar com a sorte do clima, transporte e mão de obra difícil. Justo nesta semana vi o caso da cebola em Ituporanga.

Paulo Gomes
Paulo Gomes
Em resposta a  Eunice
23/02/2026 19:58

Nesse tipo de negócio, sempre quem ganha é o atravessador. Ao produtor, ficam o trabalho e o prejuízo

OSVALDIR JOSÉ CERLESSO
OSVALDIR JOSÉ CERLESSO
22/02/2026 12:54

É bem feito, essa pitaia uma fruta insonsa, que perde para a maioria das frutas brasileiras, no começo custava mais de 30,00 o Kg, um absurdo, a 10,00 o Kg já é cara, tanto pelo sabor como pelos nutrientes… Sei que é trabalhosa para produzir mas…

Pri
Pri
Em resposta a  OSVALDIR JOSÉ CERLESSO
23/02/2026 19:23

Um belo comentário para uma pessoa sem total noção e empatia. Pra vc falar isso deve ser um baita produtor de sucesso né? Ou apenas um **** que só fala **** mesmo. Talvez vc nunca tenha provado uma pitaya de verdade pra falar que é uma fruta insonsa. Tenho 10 pés na minha casa para consumo da família e se consumida madura é deliciosa. Vc provavelmente comprou no mercado e comeu antes de estar completamente madura. Mas se nao gosta, não compre! Agora vir aqui e comemorar a **** de um trabalhador??? Ondecesta sua empatia? Vc vai na igreja aos finais de semana? Tá precisando de mais amor e humildade no coração.
Faça um favor pra vc mesmo, pare de falar ****!

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Romário Pereira de Carvalho

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