A boia de isopor com sensor criada por Kathellen Sabrina dos Santos Lima, de 10 anos, em Manaus, usa micro para sinalizar resíduos em igarapés. Orientada pelo professor Tiago Cauassa, a estudante foi selecionada para o Micro Global Challenge, em Londres, como única representante da América Latina na competição internacional infantil.
Uma boia de isopor com sensor criada por uma menina de 10 anos em Manaus transformou a poluição vista nos igarapés em uma ideia sustentável com tecnologia simples. A invenção de Kathellen Sabrina dos Santos Lima foi pensada para sinalizar quando resíduos aparecem na água.
O projeto ganhou repercussão ao ser selecionado para o Micro Global Challenge, desafio internacional promovido pela Fundação Microbit, em Londres, voltado a crianças de 8 a 12 anos. Segundo o Portal Amazônia, Kathellen foi a única representante da América Latina entre os selecionados.
Ideia nasceu da poluição vista perto de casa
Kathellen vivia em Manaus, no Amazonas, e se incomodava ao ver igarapés cheios de lixo. A partir dessa realidade, decidiu criar uma solução que chamasse atenção para o descarte irregular de resíduos na água.
-
Não foi queda nem abandono, esse avião aposentado saiu do aeroporto em partes, atravessou a Costa Rica em caminhões e acabou virando uma suíte nas alturas com diárias que passam de R$ 2 mil
-
Ela se desesperou ao ver a filha cair do berço; anos depois, transformou a experiência em uma fábrica de R$ 9 milhões por ano
-
Aos 75 anos, João José de Carvalho, conhecido como seu Janjão, foi aprovado pela segunda vez pelo Sisu após enfrentar distância, limitações físicas e anos longe da escola, para realizar o sonho de cursar Ciências Biológicas na UFPI
-
Brechó que começou com roupas dos filhos e empréstimo da avó virou rede de R$ 300 milhões por ano: Peça Rara cresceu para 130 lojas, vendeu 4 milhões de itens e transformou peças usadas em negócio nacional de economia circular
A boia de isopor com sensor surgiu como tentativa de ajudar a identificar lixo sendo jogado em igarapés. A força da história está justamente nisso: uma criança observou um problema cotidiano e tentou responder com uma invenção simples, visual e ligada ao meio ambiente.
Projeto usa micro como sinalizador
Segundo o Portal Amazônia, o projeto recebeu o nome de “Boia”. A invenção consiste em uma boia feita com isopor e equipada com uma placa micro, um pequeno computador programável usado em atividades de tecnologia educacional.
A proposta é que o equipamento funcione como sinalizador quando resíduos aparecem na água. O Recicla Sampa também descreve a invenção como uma espécie de boia que avisa quando há resíduos flutuando, destacando o uso de sensor para alertar sobre lixo nos rios.
Professores levaram robótica para além da sala de aula
O projeto teve orientação do professor de robótica Tiago Cauassa. De acordo com as fontes, ele desenvolvia iniciativas voluntárias para aproximar crianças de escolas públicas e particulares da tecnologia, com foco em invenções voltadas a problemas da sociedade.
Cauassa abriu vagas para estudantes interessados em participar do desafio internacional. A partir daí, crianças criaram projetos em áreas como saúde, segurança e meio ambiente. No caso de Kathellen, a tecnologia foi usada para olhar diretamente para a realidade dos igarapés de Manaus.
Desafio internacional tinha crianças de vários continentes
O Micro Global Challenge foi lançado pela Fundação Microbit, em Londres, para crianças entre 8 e 12 anos. Segundo o Portal Amazônia, os participantes deveriam criar invenções usando a micro para tentar resolver problemas ligados a metas globais.
Kathellen conquistou uma das seis vagas da competição. A premiação estava prevista para 28 de janeiro de 2019, no Museu de Londres, e a estudante brasileira foi selecionada ao lado de crianças representantes de outras regiões do mundo.
Única representante da América Latina
A conquista chamou atenção porque Kathellen se tornou a única representante da América Latina no desafio. Aos 10 anos, a estudante do 5º ano da Escola Estadual Itacyara Nogueira Pinho levou uma solução amazônica para uma vitrine internacional.
A boia de isopor com sensor colocou Manaus no centro de uma conversa sobre infância, robótica e preservação ambiental. O projeto mostrou que uma ideia simples pode ganhar escala simbólica quando nasce de um problema real e reconhecível.
Invenção mira igarapés, não grandes laboratórios
A proposta de Kathellen não depende de uma estrutura industrial complexa. A base do projeto é uma boia de isopor, uma placa programável e um objetivo direto: facilitar a identificação de lixo em cursos d’água.
Esse ponto ajuda a explicar o apelo da invenção. Em vez de partir de um laboratório distante, a solução nasceu de uma observação local. A estudante quis agir sobre um problema que via na própria cidade, onde os igarapés fazem parte da paisagem urbana e ambiental.
Robótica apareceu como ferramenta de cidadania
A história também mostra como a robótica pode ir além de competições e aulas técnicas. No projeto, a micro serviu como ferramenta para pensar em meio ambiente, descarte de resíduos e cuidado com a água.
A boia de isopor com sensor une educação tecnológica e consciência ambiental. Para crianças, esse tipo de experiência pode transformar a ideia de tecnologia: ela deixa de ser apenas tela ou brinquedo e vira instrumento para resolver problemas concretos.
Kathellen queria mudar a realidade dos igarapés
Em declaração citada pelo Portal Amazônia, Kathellen afirmou que queria fazer algo para mudar a realidade dos igarapés e para que as pessoas parassem de jogar lixo nesses locais. Ela também contou que nunca tinha trabalhado com robótica antes, mas gostou da experiência.
Ao Recicla Sampa, a menina disse que, quando crescesse, queria fazer mais projetos úteis como aquele. A frase reforça a dimensão educativa do caso: a invenção não foi só um objeto, mas um primeiro passo de uma criança dentro da ciência aplicada ao cotidiano.
Seis projetos foram enviados para avaliação
Segundo o relato do professor Tiago Cauassa ao Portal Amazônia, os estudantes desenvolveram vários projetos, dos quais seis foram finalizados depois de três semanas e enviados para Londres para avaliação.
A seleção internacional veio desse processo. O professor destacou a satisfação com o resultado e afirmou que já havia ideias para continuar o projeto após a viagem, abrir novas turmas e alcançar outras crianças.
Meio ambiente virou ponto de partida para inovação
A invenção de Kathellen dialoga com uma questão recorrente nas cidades amazônicas: o descarte de lixo em igarapés. A proposta da estudante não resolve sozinha o problema, mas ajuda a chamar atenção para ele de forma prática e educativa.
A boia de isopor com sensor funciona como símbolo de uma possibilidade maior: aproximar crianças de tecnologia para que elas criem respostas a desafios ambientais do próprio território. Quando a escola valoriza esse tipo de olhar, o aluno deixa de ser apenas observador e passa a propor soluções.
Quando uma criança transforma incômodo em projeto
A trajetória de Kathellen mostra como uma situação comum, ver lixo na água, pode virar ponto de partida para uma invenção. Aos 10 anos, ela conectou isopor, sensor e micro para criar uma ideia voltada aos igarapés de Manaus.
A pergunta que fica é direta: quantas soluções simples poderiam surgir se mais crianças tivessem acesso a robótica, orientação e espaço para transformar problemas do bairro em projetos reais?
Você acha que escolas deveriam incentivar mais invenções ambientais como essa boia de isopor com sensor? Deixe sua opinião nos comentários.


Seja o primeiro a reagir!