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Filha deixa 29 anos no mercado financeiro em São Paulo, assume barraca de frutas da mãe em Jundiaí e vê coxinha feita no sítio virar negócio de R$ 7 milhões com plano de franquias pelo país

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 18/06/2026 às 14:06
Atualizado em 18/06/2026 às 14:14
Assista o vídeoBanca de frutas em Jundiaí virou o Kiosque Roseira, marca milionária que cresceu com coxinhas e mira expansão por franquias.
Banca de frutas em Jundiaí virou o Kiosque Roseira, marca milionária que cresceu com coxinhas e mira expansão por franquias.
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Negócio familiar criado em uma venda rural de Jundiaí cresceu com coxinhas de massa de mandioca, faturou R$ 7 milhões em 2025 e agora aposta em franquias para ampliar presença no interior paulista e na capital.

O Kiosque Roseira, negócio familiar criado a partir de uma venda de frutas na porteira de um sítio em Jundiaí, no interior de São Paulo, chegou a quatro unidades, faturou R$ 7 milhões em 2025 e passou a mirar a abertura de franquias até o fim de 2026.

À frente da expansão está Mônica Leonardi Schincariol, que deixou 29 anos de carreira no mercado financeiro para assumir a operação iniciada pelos pais, Jayr Leonardi e Laurinda.

Segundo o UOL, a marca pretende abrir seis unidades franqueadas, com foco inicial no interior paulista e na capital, antes de avançar para mercados mais distantes.

A estratégia parte de Jundiaí, onde a empresa consolidou a venda de coxinhas, frutas, sucos e produtos ligados à história rural da família.

Origem do Kiosque Roseira em Jundiaí

A origem do negócio remonta a janeiro de 1987, quando Laurinda e Jayr começaram a vender uvas na esquina do sítio onde moravam e cultivavam a fruta, no bairro do Caxambu, em Jundiaí.

A primeira estrutura era improvisada, feita com lona e bambu, e servia para proteger a família do sol durante a venda direta ao consumidor.

Banca de frutas em Jundiaí virou o Kiosque Roseira, marca milionária que cresceu com coxinhas e mira expansão por franquias.
Banca de frutas em Jundiaí virou o Kiosque Roseira, marca milionária que cresceu com coxinhas e mira expansão por franquias.

Naquele período, a família vendia parte das uvas que não seguia para os entrepostos de São Paulo, em uma alternativa simples para aproveitar melhor a produção do sítio.

Aos poucos, a banca passou a oferecer também frutas de propriedades vizinhas, como morango, caqui, pêssego e mexerica, ampliando a circulação de clientes no local.

A venda rural ganhou novo formato quando Laurinda e Jayr começaram a congelar frutas para preparar sucos naturais, mantendo o movimento mesmo fora da safra.

Depois vieram os pastéis e, mais tarde, as coxinhas, que mudaram a escala do negócio e deram à antiga banca uma identidade gastronômica própria.

Mônica deixou o mercado financeiro pelo negócio da família

A trajetória mudou depois da morte de Jayr, em 2005, quando Laurinda manteve a operação com a ajuda dos netos.

Dez anos depois, com a mãe já idosa, Mônica decidiu deixar o mercado financeiro e assumir o empreendimento familiar, movimento que abriu caminho para a profissionalização da marca.

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Formada em finanças, Mônica trabalhava em uma área distante da rotina de cozinha, atendimento e produção de salgados em grande escala.

Ao UOL, ela afirmou: “Eu já estava com vontade de sair do mercado financeiro e mudar de ramo”, ao explicar a decisão de continuar o legado da família.

Em 6 de janeiro de 2017, a empresa familiar foi inaugurada com o nome Kiosque Roseira, no mesmo ponto em que funcionava a antiga venda de frutas.

O sobrinho de Mônica, César Leonardi Oliveira, entrou no negócio como sócio e CEO, mantendo a presença da família no comando da operação.

Coxinha de queijo virou símbolo da marca

O produto que projetou a marca foi a coxinha de queijo com massa de mandioca, criada por Laurinda em 2012.

A receita ganhou força em Jundiaí, cidade onde a coxinha de queijo tem reconhecimento cultural e foi declarada patrimônio imaterial em 2018.

A partir desse reconhecimento, o Kiosque Roseira passou a acumular premiações no concurso “A Melhor Coxinha de Queijo de Jundiaí”.

Conforme o UOL, o salgado venceu a disputa em 2019, 2020 e 2021, e Mônica passou a integrar o júri técnico da competição em 2022.

A empresa também criou uma variação doce conectada à produção agrícola da família: a coxinha de uva.

O item combina massa de mandioca, suco de uva integral e recheio de geleia artesanal de uva niagara, e foi lançado em 2020, durante a 37ª Festa da Uva e 8ª Expo Vinhos de Jundiaí.

Cardápio tem 20 sabores de coxinha

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O cardápio reúne 20 sabores de coxinha, entre opções salgadas e doces.

Entre os recheios citados pelo UOL estão queijo, frango, frango com catupiry, costela com queijo, salmão, pernil com provolone, uva, Nutella e doce de leite.

A coxinha de 175 gramas é vendida, em média, por R$ 14, enquanto a porção com 15 mini coxinhas custa entre R$ 18 e R$ 20.

O volume mensal informado pela marca chega a cerca de 50 mil coxinhas tradicionais e 250 mil mini coxinhas.

Franquias do Kiosque Roseira começam perto de Jundiaí

O Kiosque Roseira tem quatro unidades em funcionamento, instaladas em Jundiaí e em Várzea Paulista.

A loja de Várzea Paulista opera como projeto-piloto do modelo de franquia, que será oferecido em dois formatos: loja de rua e loja de shopping.

O investimento inicial previsto varia de R$ 215 mil a R$ 240 mil, com faturamento médio mensal estimado em R$ 100 mil e lucro projetado entre 12% e 15%.

A expansão, de acordo com Mônica, seguirá uma lógica regional: “Para facilitar a logística, a expansão será em forma espiral”.

A proposta é ampliar o raio de atuação sem perder controle operacional, começando por cidades próximas de Jundiaí e pela capital paulista.

O plano preserva elementos que sustentaram a marca até aqui: origem familiar, produto regional, memória afetiva e gestão profissional aplicada a uma operação que nasceu fora do ambiente empresarial tradicional.

A antiga barraca de lona e bambu, criada para vender uvas diretamente ao consumidor, tornou-se a base de uma empresa que usa a coxinha como principal produto de escala.

O crescimento mostra como um negócio rural, quando estruturado comercialmente, pode ganhar presença regional sem romper totalmente com a história que o originou.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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