No Brasil, produto fabricado na Dinamarca lidera as compras externas de canetas emagrecedoras: foram US$ 1,669 bilhão em 2025, cerca de R$ 9 bilhões. A importação subiu 88% e já supera salmão, azeite e celulares. Patentes vencem em 2026 e podem reduzir preços 30% a 50% com genéricos e similares
A explosão na procura por medicamentos para emagrecimento no Brasil colocou o produto fabricado na Dinamarca no centro de uma movimentação bilionária de importações, com efeito direto na balança comercial e no ritmo de compras externas do setor farmacêutico em 2025.
Somente no ano passado, o país importou US$ 1,669 bilhão, cerca de R$ 9 bilhões, em canetas emagrecedoras, num salto que reposicionou esses itens acima de categorias historicamente fortes nas importações brasileiras e abriu uma disputa acelerada entre fabricantes e origens.
Importação bilionária no Brasil e o salto de 88% em apenas um ano
Os números do comércio exterior brasileiro mostram que as compras de canetas emagrecedoras atingiram US$ 1,669 bilhão em 2025, o equivalente aproximado de R$ 9 bilhões, transformando o segmento em um dos movimentos mais relevantes do mercado farmacêutico recente no Brasil.
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O avanço foi descrito como um salto de 88% em um ano, um ritmo que, na prática, indica aceleração de demanda e aumento de abastecimento por importação para atender um consumo em expansão.
O dado também evidencia que a categoria deixou de ser um nicho e passou a disputar espaço com importações tradicionais, com impacto direto no volume financeiro que sai do país para aquisição desses produtos.
Quando canetas emagrecedoras superam celulares: o que a comparação sinaliza
O volume importado já superou compras externas de itens conhecidos pelo peso nas importações brasileiras, como telefones celulares, além de produtos citados como referência de força comercial, como salmão e azeite de oliva.
Essa comparação funciona como termômetro porque coloca o avanço das canetas emagrecedoras no mesmo patamar de produtos que costumam dominar manchetes de consumo e logística.
Na prática, o recado é simples: o Brasil passou a comprar canetas para emagrecimento em escala comparável a grandes categorias de importação, um sinal de consolidação do mercado e de pressão contínua sobre abastecimento.
Dinamarca e Estados Unidos disputam o mercado brasileiro com Ozempic e Mounjaro
A Dinamarca aparece como a principal origem das importações, com US$ 734,7 milhões, o equivalente a 44% do total comprado pelo Brasil em 2025.
É também onde está a sede da Novo Nordisk, fabricante associada a produtos como Ozempic e Wegovy, o que ajuda a explicar o peso dinamarquês no abastecimento.
Na sequência, os Estados Unidos surgem com US$ 593,7 milhões, representando 35,6% do total, impulsionados pela entrada do Mounjaro, produzido pela Eli Lilly.
O ponto de virada está na velocidade: enquanto as compras vindas da Dinamarca cresceram 7% no último ano, as importações originárias dos Estados Unidos dispararam 992%, indicando que a expansão recente do mercado brasileiro foi puxada com força pelo concorrente mais novo.
Esse desenho cria um cenário de competição por participação nas prateleiras e na distribuição, com duas origens dominantes e um crescimento explosivo associado ao novo fluxo americano.
Mercado deve quintuplicar até 2030 e redesenhar o tamanho do setor no Brasil
A projeção apresentada para o Brasil aponta que o mercado anual, hoje em torno de US$ 1,8 bilhão, pode crescer para US$ 9 bilhões até 2030, algo próximo de R$ 50 bilhões na conversão mencionada.
Em termos práticos, isso significa uma expectativa de quintuplicação do tamanho do segmento.
A explicação para esse avanço combina três fatores operacionais do consumo: ampliação do público, uso contínuo e consolidação dessas terapias como tratamento não apenas para obesidade, mas também para doenças metabólicas associadas.
Com mais gente entrando e permanecendo no tratamento, a demanda tende a ser menos episódica e mais recorrente, o que sustenta crescimento de faturamento e de importações.
2026 como ponto de virada: fim de patentes e expectativa de queda de 30% a 50%
Uma mudança crítica está prevista para 2026: o vencimento da patente da semaglutida, princípio ativo associado a produtos como Ozempic e Wegovy.
A expectativa descrita para o setor é que a chegada de genéricos e similares provoque uma redução de preços entre 30% e 50%.
Hoje, o custo mensal desses medicamentos varia entre R$ 900 e R$ 3.000, uma faixa que ajuda a explicar por que o tema “barateamento” virou o principal gatilho econômico do mercado para o próximo ciclo.
Se a queda se concretizar, o efeito imediato tende a ser aumento de acesso, ampliação do público comprador e maior disputa entre marcas, o que também pode alterar o mix de importação e produção local.
Anvisa já recebe pedidos e o setor se prepara para uma nova fase no Brasil
A preparação para 2026 já aparece em dados regulatórios. Há 11 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida e sete de liraglutida, princípio ativo associado a Saxenda e Victoza, cuja patente expirou em novembro.
Além dos pedidos de semaglutida e liraglutida, a agência analisa solicitações de medicamentos biológicos, incluindo combinações de semaglutida com insulina de aplicação semanal.
Esse detalhe sinaliza um movimento de diversificação: não se trata apenas de “cópias”, mas de novas apresentações e combinações que podem ampliar a oferta e reorganizar a concorrência.
Produção nacional no radar: investimentos e disputa por versões mais acessíveis
Com o fim de patentes se aproximando, empresas citadas como EMS, Eurofarma e Hypera já anunciaram investimentos para produzir versões nacionais mais acessíveis.
O objetivo prático desse tipo de investimento é reduzir dependência externa, encurtar prazos de abastecimento e disputar preços com importados.
Se a produção local ganhar escala, o Brasil pode ver uma mudança relevante: parte do dinheiro que hoje sai do país via importação pode ser substituída por fabricação interna, ainda que o ritmo dessa transição dependa de registros, capacidade produtiva e estratégia comercial.
O efeito lembrado pelo setor é que concorrência tende a pressionar preços, principalmente quando há múltiplas empresas disputando a mesma base de consumidores.
O que está em jogo para o Brasil: balança comercial, acesso e uma categoria que não para de crescer
O cenário de 2025 deixa um retrato claro no Brasil: US$ 1,669 bilhão importados em canetas emagrecedoras, alta de 88%, liderança dinamarquesa com US$ 734,7 milhões e avanço americano com salto de 992% em um ano.
Isso combina impacto fiscal e comercial com transformação de consumo, ao mesmo tempo em que coloca 2026 como um marco esperado para mudanças de preço por fim de exclusividade.
No curto prazo, o mercado segue pressionado por demanda alta e importação forte.
No horizonte de 2026, a discussão se desloca para preços, genéricos e similares, registro e produção nacional, com potencial de reorganizar quem vende, quanto custa e como o Brasil abastece essa categoria que já superou até celulares em volume de compras externas.
Você acha que o fim das patentes em 2026 vai reduzir preços de verdade no Brasil ou a demanda vai manter os valores altos mesmo com mais concorrência?

Acredito que a concorrência vai ajudar a diminuir os preços e uma camada bem maior da população vai ter acesso a exce tratamento…
Sim, e muito
Estou ansiosa pra essa mudança…preciso da medicação, porém o alto custo me impossibilta de obter…a obesidade hj não é estética e sim saúde!!