Produção de milho em São Paulo ultrapassa R$ 4 bilhões em 2025, registra alta de 26,24% no VPA em relação a 2024 e avanço de 14,30% na safra 2024/25, com mais de 58% do cultivo concentrado em cinco regiões estratégicas do estado
A produção de milho em São Paulo superou R$ 4 bilhões em 2025, com alta de 26,24% no VPA frente a 2024 e avanço de 14,30% na safra 2024/25, consolidando o grão entre os 10 principais produtos agropecuários do estado.
O Valor de Produção Agropecuária paulista do milho ultrapassou R$ 4 bilhões no último ano, conforme estimativa preliminar divulgada pelo Instituto de Economia Agrícola IEA-APTA. O resultado representa variação positiva de 26,24% em relação a 2024.
Além do crescimento no VPA, a produção de milho registrou progressão de 14,30% no volume cultivado na safra 2024/25. O desempenho reforça a presença do grão entre os dez maiores produtos cultivados no estado.
-
A madeira brasileira de US$ 5 mil por metro cúbico: jacarandá-da-bahia moveu fortunas no exterior por mais de 300 anos, virou símbolo do luxo mundial e hoje sobrevive como uma das árvores mais ameaçadas da Mata Atlântica
-
Peter Andrews foi denunciado pelos vizinhos, perdeu a fazenda para o banco e viu o casamento desmoronar, mas o método que o governo rejeitou por 30 anos foi reconhecido pela ONU como um dos cinco modelos de agricultura
-
Conta bilionária do agro preocupa a Fazenda: renegociação rural pode consumir R$22,4 bilhões em 2027 e travar retorno das contas ao azul
-
Produtores furam garrafas PET, enterram ao lado das plantas e criam irrigação por gotejamento que leva água direto à raiz e reduz desperdício na horta
Produção de milho concentra mais de 58% em cinco regiões paulistas
As regiões de Itapeva, Assis, Ourinhos, São João da Boa Vista e Presidente Prudente lideram a produção de milho. Juntas, respondem por mais de 58% do cultivo do grão em todo o estado.
Sandro Lemos Parise, engenheiro agrônomo e especialista em grãos da CATI na região de Assis, destacou que a área é considerada berço da produção de milho safrinha. Segundo ele, o sistema é predominante em São Paulo e no Brasil.
Parise explicou que as primeiras pesquisas com milho safrinha na região começaram no início da década de 90, quando houve redução da plantação de trigo após a expansão da soja.
Crescimento reforça papel do agronegócio paulista
O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, afirmou que o avanço da produção de milho demonstra a força do agronegócio paulista. Ele destacou investimentos em pesquisas e extensão rural direcionadas aos produtores.
Segundo o secretário, a cultura tem importância vital para o mundo todo e apresenta relevância em diversas cadeias produtivas. A ascensão do grão, de acordo com ele, reforça o papel de destaque do estado no setor.
Para Bernhard Kiep, diretor da ABRAMILHO e produtor do grão, São Paulo possui potencial para seguir ampliando a produção de milho, considerando os benefícios agronômicos e a demanda interna.
Demanda crescente impulsiona a produção de milho
Kiep ressaltou que a cultura contribui para a sanidade do solo, melhorando sua qualidade por meio da palhada e do material orgânico deixado após a colheita. Ele também citou demanda crescente ligada ao abate de suínos, bovinos e aves no estado.
De acordo com o diretor, há espaço para explorar melhor a cultura no território paulista. A Abramilho apoia os produtores no fortalecimento da produção de milho e no aproveitamento de nichos específicos.
Programa Milho+SP amplia tecnologia e manejo no campo
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento participa ativamente do suporte aos produtores por meio do programa Milho+SP, coordenado pela CATI. O projeto atua na melhoria do cultivo do grão nas propriedades.
O programa conta com parceria das empresas Brevant e Pioneer, Yara, Corteva e Valtra. As estratégias incluem incentivo ao cultivo na reforma de pastagens e aumento da produtividade em áreas já plantadas.
As ações envolvem palestras, campos demonstrativos, vitrines tecnológicas, encontros técnicos e dias de campo. O objetivo é transferir tecnologia e promover melhorias no manejo.
Parise destacou que o programa dispõe de unidades demonstrativas ao longo do estado, oferecendo treinamentos e capacitações. As iniciativas buscam elevar o teto produtivo e promover sustentabilidade ao produtor.
Além disso, a SAA contribui com o desenvolvimento de novas cultivares por meio do Instituto Agronômico IAC-APTA. Em dezembro de 2025, foram lançados os híbridos de milho branco IAC 2027 e IAC 2039.
Os novos materiais são voltados ao mercado de canjica e farinha branca, com forte cultivo no sudoeste paulista. A pesquisadora Maria Elisa Zagatto afirmou que cultivares convencionais atendem nichos como milho-verde, milho-pipoca e milho branco.
Segundo ela, o uso dos híbridos do IAC será inovador para o mercado de alimentação humana e para o manejo eficiente no estado, consolidando novas frentes de produção.

-
-
2 pessoas reagiram a isso.