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Primeira unidade de estocagem subterrânea de gás natural será inaugurada em 2027, na Bahia

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 27/05/2025 às 14:13 Atualizado em 27/05/2025 às 14:34
Projeto pioneiro da primeira unidade de estocagem subterrânea será implantado no Campo de Manati, na Bahia, e promete transformar a forma como o país lida com o abastecimento de gás natural, trazendo mais segurança, economia e estabilidade energética.
Projeto pioneiro da primeira unidade de estocagem subterrânea será implantado no Campo de Manati, na Bahia, e promete transformar a forma como o país lida com o abastecimento de gás natural, trazendo mais segurança, economia e estabilidade energética. Imagem: Canva.
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Projeto pioneiro da primeira unidade de estocagem subterrânea será implantado no Campo de Manati, na Bahia, e promete transformar a forma como o país lida com o abastecimento de gás natural, trazendo mais segurança, economia e estabilidade energética.

O Brasil está prestes a dar um passo importante na sua trajetória energética. Em 2027, o país vai inaugurar sua primeira unidade de estocagem subterrânea de gás natural, algo inédito por aqui, mas comum em países com mercados mais maduros. A instalação será feita no Campo de Manati, no litoral da Bahia, e representa uma solução prática e estratégica para evitar desperdícios e garantir o fornecimento contínuo de gás, mesmo em tempos de alta demanda.

Com o novo sistema, o gás poderá ser armazenado quando o consumo estiver em baixa e reaproveitado nos momentos em que a procura for maior. Isso significa mais flexibilidade para o setor e menos dependência de importações caras.

Falta de estrutura dificulta o setor de gás natural no Brasil

Hoje, o Brasil ainda não conta com uma estrutura eficiente para armazenar gás natural.

Por isso, em épocas de baixa demanda, as empresas são obrigadas a reduzir a produção ou recorrer à importação do gás, o que acaba encarecendo o serviço para todos.

Para Celso Silva, CEO da GBS Storage — empresa responsável pelo projeto —, a novidade vem para resolver justamente esse problema.

Em entrevista ao Movimento Econômico, ele explicou: “A estocagem subterrânea é uma ferramenta essencial em mercados maduros e agora finalmente será implantada no Brasil, com o objetivo de equilibrar oferta e demanda, reduzir perdas e garantir estabilidade ao sistema energético.”

Campo de Manati vai ganhar nova função: de produtor a reservatório de gás

Localizado a cerca de 10 quilômetros da costa do município de Cairu, na Bahia, o Campo de Manati já está em fase de declínio produtivo.

Em vez de encerrar suas atividades, a ideia é dar uma nova vida ao local, transformando-o em um reservatório natural.

A GBS Storage pretende usar a infraestrutura já existente no campo — que inclui um gasoduto de 125 km, uma estação de compressão e uma plataforma fixa — para reinjetar o gás nos poços.

Assim, ele poderá ser armazenado e retirado conforme a necessidade do mercado, com muito mais agilidade e economia.

Parcerias e impacto positivo na economia local

A GBS Storage faz parte da gestora Lorinvest e já possui 20% de participação no Campo de Manati. Os outros sócios do projeto são a Petrobras, com 35%, e a Brava Energia, com 45%.

A expectativa é de que as operações comerciais de estocagem subterrânea comecem em 2027, marcando uma nova era para o setor.

Além de contribuir com o abastecimento de gás no Brasil, a iniciativa também poderá manter a economia local girando. Mesmo após o fim da produção tradicional, a estrutura continuará em uso, garantindo empregos e gerando arrecadação para o município.

A chegada da unidade de estocagem subterrânea de gás natural traz muitos benefícios: mais controle sobre o uso do gás, menos desperdício, economia com importações e um sistema energético mais preparado para enfrentar oscilações no mercado.

Essa transformação sinaliza um novo momento para o Brasil no setor de energia — mais moderno, eficiente e alinhado com as melhores práticas internacionais.

Para o consumidor final, é uma esperança de serviços mais estáveis, com menos surpresas e mais previsibilidade no fornecimento de gás.

Fonte: Folha PE

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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