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Primeira casa de dois andares impressa em 3D da Austrália teve as paredes erguidas em cerca de 18 horas, ficou 22% mais barata que a alvenaria e usou concreto que endurece em 3 minutos

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 26/06/2026 às 10:42 Atualizado em 26/06/2026 às 10:45
Casa impressa em 3D: a 1ª casa de dois andares da Austrália subiu em 18h, 22% mais barata que a alvenaria, feita por impressora 3D de concreto.
Casa impressa em 3D: a 1ª casa de dois andares da Austrália subiu em 18h, 22% mais barata que a alvenaria, feita por impressora 3D de concreto.
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Em Perth, a Contec ergueu a primeira casa de dois andares impressa em 3D da Austrália: uma impressora 3D de concreto levantou as paredes em cerca de 18 horas. A casa impressa em 3D saiu 22% mais barata que a alvenaria, com um concreto que endurece em menos de 3 minutos.

Imagine acompanhar as paredes de um sobrado inteiro nascerem em menos de um dia de trabalho. Foi exatamente isso que aconteceu em Tapping, subúrbio de Perth, onde uma máquina depositou camada sobre camada de concreto até erguer os dois pavimentos de uma casa. O resultado é apresentado como a primeira casa de dois andares totalmente impressa em 3D da Austrália.

Segundo o New Atlas, a obra foi tocada pela empresa Contec, e os dois andares foram impressos no próprio terreno em cerca de 18 horas. A companhia afirma que o método cortou os custos em 22% na comparação com uma construção tradicional em alvenaria. A casa final tem três quartos, dois banheiros, garagem e uma pequena varanda.

A casa impressa em 3D que subiu em 18 horas

Casa impressa em 3D: a 1ª casa de dois andares da Austrália subiu em 18h, 22% mais barata que a alvenaria, feita por impressora 3D de concreto.
O número que chama atenção é o tempo de impressão das paredes.

Enquanto uma obra comum em alvenaria leva semanas só para levantar as paredes, aqui foram cerca de 18 horas.

A casa impressa em 3D foi erguida camada por camada, direto no canteiro, sem fôrmas de madeira nem fileiras de tijolo.

O grande trunfo técnico é que os dois andares saíram da mesma impressão, em concreto.

A maioria dos projetos do tipo no mundo se limita a um pavimento ou usa estrutura de madeira no andar de cima.

Imprimir o segundo andar também em concreto é o que faz dessa casa impressa em 3D um marco para a Austrália.

Ainda assim, vale separar as contas: as 18 horas se referem à impressão das paredes, não à casa pronta para morar.

Como funciona a impressora 3D de concreto

Por trás da rapidez está um equipamento que parece saído da ficção.

A impressora 3D de concreto é um braço robótico guiado por software, que segue o desenho digital da casa.

Em vez de tinta, o bico despeja um filete contínuo de concreto, empilhando camadas até formar a parede.

O traçado é definido no computador, então a impressora 3D de concreto repete o projeto com precisão milimétrica.

Como a mistura endurece quase na hora, cada camada aguenta o peso da seguinte sem desabar.

Esse ganho de velocidade reduz a necessidade de mão de obra e quase elimina o desperdício de material.

A mesma impressora 3D de concreto que ergue as paredes também já deixa prontos os vãos de portas e janelas.

O concreto que endurece em menos de 3 minutos

Casa impressa em 3D: a 1ª casa de dois andares da Austrália subiu em 18h, 22% mais barata que a alvenaria, feita por impressora 3D de concreto.
O material é tão importante quanto a máquina nessa equação.

A mistura usada pela Contec é autoportante e endurece em menos de três minutos após sair do bico.

Esse tempo curto de cura é o que permite empilhar camadas em ritmo acelerado sem o muro entortar.

Os números de resistência impressionam: o concreto chega a 50 MPa, mais de três vezes a força de um tijolo comum.

Segundo a 3D Printing Industry, as paredes são classificadas como resistentes a ciclones.

O mesmo concreto é descrito como resistente a fogo, água e cupim, três inimigos clássicos da construção.

Para o clima australiano, sujeito a ciclones e calor extremo, essa combinação de durabilidade pesa a favor.

Os 22% mais baratos que a alvenaria: de onde vem a economia

A promessa de custo menor é o que mais interessa ao mercado.

A Contec afirma que a casa saiu 22% mais barata do que sairia em alvenaria convencional.

A economia vem de três frentes: menos gente no canteiro, menos desperdício de material e muito mais velocidade.

Onde a alvenaria exige pedreiros levantando tijolo a tijolo, a impressão precisa de uma equipe enxuta operando a máquina.

Cada dia de obra a menos também significa menos custo de canteiro, aluguel de equipamento e juros.

Na conta da Contec, trocar a alvenaria pela impressão muda a estrutura de custos de uma obra inteira.

Vale lembrar, porém, que a alvenaria ainda é mais barata em mão de obra no Brasil, onde o cenário de custos é diferente.

Por que imprimir dois andares é o pulo do gato

Construir um pavimento com impressora já virou quase rotina mundo afora.

O desafio real é o segundo andar, que precisa sustentar o próprio peso e o do telhado.

Foi justamente aí que a casa de dois andares se tornou notícia: ela imprimiu o pavimento superior em concreto, não em madeira.

Para isso, a parede térrea precisa estar forte o bastante para receber a laje e a continuação da impressão.

O concreto de cura rápida e alta resistência é o que viabiliza levantar uma casa de dois andares desse jeito.

Dominar a casa de dois andares amplia o mercado da tecnologia, que deixa de servir só a casas térreas simples.

É a diferença entre imprimir um chalé e imprimir um sobrado de família como o de Perth.

O que isso muda na construção civil

O caso da Austrália se encaixa numa corrida global pela construção mais rápida e barata.

Vários países testam a impressão 3D como resposta à falta de moradia e ao custo crescente das obras.

A promessa é atacar de uma vez três gargalos: prazo longo, mão de obra escassa e desperdício alto.

Uma casa de dois andares impressa em poucas horas aponta para bairros inteiros erguidos em semanas.

Para regiões de clima severo, paredes que resistem a ciclone e fogo são um atrativo extra de segurança.

Se a tecnologia escalar, a construção pode migrar do tijolo artesanal para o concreto programado por software.

Por enquanto, porém, cada projeto desses ainda é vitrine e teste, não padrão de mercado.

O que o caso da casa impressa em 3D mostra

A obra de Perth é uma prova de conceito poderosa do que a impressão 3D já consegue fazer.

Ela mostra que dá para erguer um sobrado inteiro de concreto sem um único tijolo assentado à mão.

Mas vale manter o pé no chão na leitura dos números.

As 18 horas valem só para imprimir as paredes, enquanto a casa completa levou cerca de cinco meses para ficar pronta.

Os 22% de economia e os dados de resistência partem da própria empresa, sem auditoria independente aqui.

E transformar uma casa pioneira em produção em massa ainda depende de norma, financiamento e escala.

Ainda assim, poucos exemplos resumem tão bem para onde a construção civil pode caminhar nas próximas décadas.

De um terreno em Perth, a casa impressa em 3D mostrou que parede de concreto também pode sair de uma máquina.

E você, moraria numa casa impressa em 3D se ela fosse mais barata e resistente que a de alvenaria Comenta aqui se você acha que a impressora 3D de concreto vai substituir o tijolo nas próximas décadas.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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