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Presidente brasileiro mandou recado direto a Trump, Putin, Xi Jinping e Macron chamando todos de senhores da guerra e cobrando que cumpram a obrigação de garantir a paz

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 19/04/2026 às 14:36
Atualizado em 19/04/2026 às 14:38
Assista o vídeoO presidente brasileiro chamou Trump, Putin, Xi Jinping e Macron de senhores da guerra e cobrou que o Conselho de Segurança da ONU cumpra o dever de garantir a paz.
O presidente brasileiro chamou Trump, Putin, Xi Jinping e Macron de senhores da guerra e cobrou que o Conselho de Segurança da ONU cumpra o dever de garantir a paz.
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O presidente brasileiro Lula da Silva classificou os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU como “senhores da guerra” durante encontro em Barcelona neste sábado (18), cobrando de Trump, Putin, Xi Jinping e Macron que cumpram o dever de garantir a paz e ponham fim aos conflitos que o mundo não suporta mais.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva subiu ao palco da Mobilização Progressista em Barcelona, na Espanha, neste sábado (18) e direcionou uma crítica aberta aos líderes das cinco nações com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Lula pediu que Trump, Xi Jinping, Putin, Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido convoquem uma reunião de emergência e interrompam o que chamou de “loucura de guerra”, afirmando que o planeta não comporta mais o nível atual de conflitos armados. A declaração foi feita durante o segundo encontro do evento, conduzido sob coordenação do Executivo espanhol como parte de uma cúpula criada em parceria pelo presidente brasileiro e pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez em 2024.

Além do apelo direto, o presidente brasileiro criticou o funcionamento do próprio Conselho de Segurança. Lula afirmou que o órgão, criado após a Segunda Guerra Mundial com a missão de preservar a paz, converteu seus cinco integrantes permanentes em “senhores da guerra” que travam qualquer progresso por meio do uso recíproco do poder de veto. A declaração ocorre num momento em que cortes na ajuda humanitária, intervenções militares e ameaças de abandono da OTAN por parte dos Estados Unidos abalam o equilíbrio das relações internacionais e obrigam países a redesenhar suas parcerias estratégicas.

O que o presidente brasileiro disse sobre os membros permanentes da ONU

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A fala de Lula foi direcionada e sem rodeios. O presidente brasileiro se dirigiu individualmente a cada líder pelo nome, pedindo que Trump, Xi Jinping, Putin e Macron, além do primeiro-ministro britânico, cumpram o compromisso que assumiram ao integrar o Conselho de Segurança. Na visão do presidente brasileiro, os cinco membros permanentes receberam a incumbência constitucional de zelar pela paz mundial, mas na prática se converteram nos “senhores da guerra” que ele denunciou em Barcelona.

O mecanismo de veto, que permite a qualquer um dos cinco membros bloquear resoluções, é o alvo central da frustração expressa pelo presidente brasileiro. Lula argumentou que essa dinâmica trava a ONU porque, nas suas palavras, cada vez que um membro aprova algo, outro usa o poder de veto para bloquear. A crítica não é nova no vocabulário do presidente brasileiro, que já havia afirmado que os países em desenvolvimento arcam com o custo de conflitos que não iniciaram, mas a intensidade e a nomeação direta dos líderes marcaram uma escalada no tom.

O contexto da Mobilização Progressista onde o presidente brasileiro discursou

O encontro em Barcelona faz parte de uma série de reuniões organizadas pela esquerda global que começaram na sexta-feira (17) e se estenderam até sábado. O objetivo declarado é defender o multilateralismo e articular movimentos progressistas contra o avanço da ultradireita, que ganhou força no pleito europeu de 2024. A iniciativa, que adotou o nome de Mobilização Progressista, pretende culminar numa declaração conjunta com metas que vão da defesa da democracia à transição energética.

O presidente brasileiro é um dos protagonistas do movimento desde sua criação. A cúpula teve origem num alerta lançado dentro do campo socialista europeu e evoluiu para um formato que já conta com quatro edições, todas coorganizadas por Lula e pelo primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. O evento desta semana ganhou relevância adicional porque acontece num momento em que as ações da administração Trump em relação à OTAN e à ajuda humanitária internacional redesenham o mapa das alianças geopolíticas.

A agenda internacional do presidente brasileiro na Europa

Lula chegou a Barcelona na quinta-feira à noite (16) e, além da participação na Mobilização Progressista, tem agenda oficial programada na Alemanha e em Portugal. O presidente brasileiro deve retornar ao país na terça-feira (21), encerrando uma agenda que combina articulação política de esquerda com encontros bilaterais em três países europeus. A passagem pela Espanha concentrou o momento de maior visibilidade pública da viagem, justamente pela declaração contra os membros permanentes do Conselho de Segurança.

O roteiro europeu do presidente brasileiro reforça a estratégia de posicionar o Brasil como voz do Sul global nos debates sobre paz e governança internacional. Ao chamar os cinco integrantes do Conselho de “senhores da guerra” num evento transmitido para audiências de diversos países, Lula aposta que a pressão pública sobre as potências pode produzir efeito onde os canais diplomáticos tradicionais não conseguem avançar. É uma aposta de alto risco: nomear líderes das cinco maiores potências militares do planeta gera manchetes, mas também pode dificultar negociações futuras que dependam da boa vontade desses mesmos interlocutores.

O que a declaração do presidente brasileiro significa para a diplomacia do Brasil

O tom adotado em Barcelona representa uma guinada no discurso do presidente brasileiro em relação à política externa. Críticas genéricas ao Conselho de Segurança são comuns entre líderes do Sul global, mas chamar os cinco membros permanentes de “senhores da guerra” pelo nome eleva a confrontação a um nível pessoal que poucos chefes de Estado se arriscam a atingir publicamente. Para o Brasil, a declaração pode fortalecer a imagem de independência diplomática junto a países em desenvolvimento, mas também pode gerar atrito com parceiros comerciais e geopolíticos dos quais o país depende.

A reação dos cinco líderes citados pelo presidente brasileiro será acompanhada de perto nos próximos dias. Até o momento, nenhum dos governos mencionados se pronunciou oficialmente sobre a fala de Lula, mas o peso institucional da acusação de transformar um conselho de paz em instrumento de guerra dificilmente passará sem resposta. O presidente brasileiro retorna ao Brasil na terça-feira carregando o peso de uma declaração que pode definir o tom das relações do país com as maiores potências do mundo pelos próximos meses.

E você, acha que o presidente brasileiro está certo em cobrar publicamente os líderes mundiais ou essa postura pode prejudicar o Brasil nas relações internacionais? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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