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Prédio inteiro afundou no chão em Santa Catarina enquanto moradores dormiam e agora 16 apartamentos estão interditados com risco real de desabamento e até os vizinhos podem ser obrigados a sair

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 19/04/2026 às 21:14
Atualizado em 19/04/2026 às 21:17
Assista o vídeoUm prédio de quatro andares afundou 30 cm no chão em Itajaí (SC). A Defesa Civil interditou 16 apartamentos por risco de desabamento. Vizinhos podem ser os próximos.
Um prédio de quatro andares afundou 30 cm no chão em Itajaí (SC). A Defesa Civil interditou 16 apartamentos por risco de desabamento. Vizinhos podem ser os próximos.
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Um prédio de quatro andares construído em 1975 afundou 30 centímetros no terreno em Itajaí (SC), obrigando moradores dos 16 apartamentos a evacuar às pressas, e a Defesa Civil interditou o edifício por risco de desabamento enquanto a prefeitura avalia estender a interdição aos imóveis vizinhos.

Um prédio de quatro andares cedeu e afundou aproximadamente 30 centímetros no solo em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, forçando os moradores dos 16 apartamentos a deixar suas casas de forma emergencial enquanto muitos ainda dormiam. Uma das moradoras relatou que inicialmente confundiu os estalos e ruídos com barulho de vizinhos arrastando móveis, até que objetos começaram a cair do andar de cima e ela percebeu que o prédio estava cedendo. Quase 24 horas após o incidente, os ocupantes ainda demonstravam incredulidade diante do que havia acontecido. A estrutura foi interditada pela Defesa Civil por risco de desabamento e a área ao redor isolada, com equipes da Guarda Municipal mantendo monitoramento contínuo no local.

O edifício, erguido em 1975, pertence a um único proprietário, e a totalidade dos ocupantes vive na condição de inquilino. Em reunião realizada na prefeitura de Itajaí, ficou definido que o dono do imóvel terá de apresentar um plano detalhando qual será o destino do prédio e quais medidas serão adotadas para evitar um colapso completo. A situação preocupa além dos limites do terreno: as autoridades sinalizaram que edifícios vizinhos também podem ser interditados caso a avaliação técnica identifique risco de que o afundamento comprometa as fundações das construções ao redor.

O que aconteceu com o prédio em Itajaí e como os moradores escaparam

Um prédio de quatro andares afundou 30 cm no chão em Itajaí (SC). A Defesa Civil interditou 16 apartamentos por risco de desabamento. Vizinhos podem ser os próximos.

O afundamento ocorreu sem aviso prévio. A estrutura do prédio cedeu cerca de 30 centímetros em relação ao nível original do terreno, movimento suficiente para provocar rachaduras, deslocamento de paredes e queda de objetos dentro dos apartamentos. Os moradores acordaram com estalos e ruídos que, num primeiro momento, pareciam inofensivos, mas que em poucos instantes se revelaram sinais de que toda a edificação estava se movendo.

A evacuação foi feita às pressas, sem tempo para recolher pertences além do essencial. A maioria das famílias se abrigou em casas de parentes e amigos, sem previsão de quando poderá retornar ao prédio. O edifício abrigava, entre seus moradores, 12 jogadoras de handebol que embarcariam no dia seguinte para a Macedônia do Norte, onde representariam o Brasil no Mundial Escolar da modalidade. Os bombeiros precisaram entrar no prédio interditado para resgatar passaportes, documentos de identidade e tênis das atletas, que confirmaram que conseguiram recuperar o material necessário para a viagem.

Por que o prédio afundou e o que a prefeitura encontrou nos arquivos

Um prédio de quatro andares afundou 30 cm no chão em Itajaí (SC). A Defesa Civil interditou 16 apartamentos por risco de desabamento. Vizinhos podem ser os próximos.

O edifício foi construído em 1975 e seus projetos originais precisaram ser localizados nos arquivos da prefeitura de Itajaí para que engenheiros pudessem avaliar as condições estruturais. A análise desses documentos revelou a necessidade de intervenção urgente para impedir que o afundamento se agrave e resulte em desabamento total. Técnicos das áreas de engenharia estrutural, fundações e geologia foram convocados para emitir parecer sobre a situação e orientar os próximos passos.

As causas exatas do afundamento ainda estão sob investigação. Num prédio com meio século de existência, fatores como deterioração das fundações, alterações no solo provocadas por chuvas ou obras vizinhas e ausência de manutenção estrutural ao longo das décadas podem ter contribuído para que o terreno cedesse. A Defesa Civil mantém equipes no local monitorando qualquer sinal de movimentação adicional, e o acesso ao prédio permanece proibido até que os laudos técnicos sejam concluídos.

A situação dos moradores e o papel do proprietário do prédio

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Todos os 16 apartamentos do prédio são ocupados por inquilinos, e o imóvel inteiro pertence a um único dono. Essa configuração concentra a responsabilidade legal e financeira numa só pessoa, que agora enfrenta a obrigação imposta pela prefeitura de apresentar um plano formal sobre o destino da edificação. O documento deverá indicar se o prédio será reformado, demolido ou submetido a algum tipo de reforço estrutural capaz de garantir segurança para uma eventual reocupação. A Defesa Civil condicionou qualquer decisão futura à entrega dos laudos que confirmem se o risco de desabamento foi eliminado.

Para os moradores, a incerteza é dupla: além de não saber quando poderão voltar, enfrentam a possibilidade de que o prédio simplesmente não tenha conserto. Quem vivia de aluguel num edifício de 1975 provavelmente buscava custo acessível, e agora se vê deslocado sem garantia de indenização, realojamento ou qualquer suporte além da solidariedade de parentes e amigos. A prefeitura de Itajaí não anunciou, até o momento, nenhum programa de assistência habitacional temporária para as famílias afetadas.

O risco que o prédio representa para os vizinhos em Itajaí

A preocupação não se limita aos 16 apartamentos interditados. As autoridades de Itajaí sinalizaram que edifícios vizinhos também podem ser incluídos na interdição caso a avaliação técnica conclua que o afundamento do prédio comprometeu a estabilidade do solo na região ao redor. Quando uma estrutura de quatro andares se desloca 30 centímetros, a pressão exercida sobre o terreno pode afetar as fundações de construções adjacentes, especialmente se elas compartilham o mesmo tipo de solo ou se foram erguidas na mesma época, com técnicas construtivas semelhantes.

A possibilidade de interdição ampliada gera tensão na vizinhança. Moradores dos edifícios ao redor acompanham a situação temendo receber a mesma ordem de evacuação que atingiu os ocupantes do prédio que afundou. A Defesa Civil e os técnicos municipais precisarão concluir a análise geotécnica antes de definir se o problema é localizado ou se há risco sistêmico para o entorno, decisão que pode demorar dias ou semanas dependendo da complexidade do solo e da disponibilidade de equipamentos de medição.

O que o caso do prédio em Itajaí revela sobre edificações antigas no Brasil

O incidente coloca em evidência um problema que atinge milhares de edifícios pelo país: construções erguidas décadas atrás sem as exigências de segurança e manutenção que a legislação atual impõe. Um prédio de 1975 que nunca passou por reforço estrutural está sujeito a degradação acumulada que pode se manifestar de forma súbita, como aconteceu em Itajaí. A ausência de laudos periódicos e de intervenções preventivas transforma edificações antigas em candidatas a desabamento, riscos silenciosos que só se revelam quando já é tarde demais.

O caso também levanta a questão da responsabilidade em imóveis de aluguel. Quando todos os moradores são inquilinos e o prédio pertence a um único dono, a capacidade de cobrar manutenção preventiva fica limitada à boa vontade do proprietário. Se o dono não investe em conservação ao longo de décadas, são os inquilinos que pagam o preço quando a estrutura colapsa, geralmente sem poder de barganha e sem recursos para arcar com os custos de uma mudança forçada.

E você, mora ou já morou em um prédio antigo? Acha que deveria existir uma lei obrigando laudos estruturais periódicos em edifícios com mais de 30 anos? Deixe sua opinião nos comentários.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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